Estreitamento e Hipertrofia do Piloro na infância

O Estreitamento e Hipertrofia do Piloro na infância é necessário tratamento. No ponto onde termina o estômago começa o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Para estabelecer a comunicação entre esses dois setores do aparelho digestivo existe um forte anel muscular, que é o piloro.

O piloro é um esfíncter, isto é, um músculo em forma de anel que se contrai para fechar e se distende para abrir um orifício existente no organismo. No caso do esfíncter pilórico, a abertura que ele controla destina-se à passagem dos alimentos do estômago para o intestino.

O estreitamento desse anel pilórico, em decorrência de alteração das fibras musculares que o constituem, é chamado tecnicamente estenose hipertrófica do piloro. O crescimento anormal das células leva à formação de um tu- mor. O piloro apresenta-se esbranquiçado, alongado e enrijecido, às vezes tio duro quanto uma cartilagem. O orifício torna-se cada vez mais estreito, com o evoluir do processo.

A mucosa de revestimento interno da regido pilórica dispõe-se em pregas, e com isso aumenta ainda mais a obstrução. Mas a camada serosa que recobre exteriormente o estômago não cede à pressão da musculatura hipertrofiada e por isso não sofre alterações.

A zona de hipertrofia diminui gradativamente do piloro para o estômago, e bruscamente na passagem do piloro para o duodeno. Por isso, o estômago apresenta-se dilatado e com zonas de tecido alterado, mas o duodeno pode estar perfeito.

Piloro-hipertrofia

Evolução do quadro Hipertrofia do Piloro

Ainda que o caráter congênito da doença esteja assentado, em geral ela só se manifesta entre a terceira e a quinta semanas de vida. O principal sintoma é o vômito que, no início, se manifesta como simples regurgitação. Mas rápida e progressivamente torna-se mais Intenso, até assumir as características de vômito em fato.

Num esforço para resolver o problema, o estômago procura 1’empurrar” o material para a frente, aumentando as contrações de suas paredes. Mas não consegue vencer a obstrução e o movimento de contração impele o bolo alimentar no sentido contrário. E, em vez de ele continuar para o duodeno, volta para o esófago e é devolvido pela boca.

Dessa maneira, o produto da alimentação não é absorvido pelo organismo, a digestão não se completa e a eliminação de fezes diminui, como resultado de todo o quadro. Começa a manifestar-se a prisão de ventre. E com tudo isso a criança não se desenvolve, não aumenta de peso e, numa segunda etapa, começa a emagrecer, fica desnutrida e desidratada.

DIAGNÓSTICO

O maior risco da obstrução do piloro está na possibilidade de a criança ficar cada vez mais desnutrida e desidratada; o agravamento do quadro pode mesmo levar à morte. Por isso, assim que se constata a progressão e intensificação dos vômitos, é preciso procurar identificar o problema.

Na maioria dos casos, o relato da história clínica e o exame físico permitem um diagnóstico preciso. Nos casos em que há dúvida, o exame radiológico é auxiliar valioso- Após ingerida uma substância contrastado; são fritas chapas sucessivas em que se evidencia o percurso do contraste pelos canais digestivos.

Tratamento do Estreitamento e Hipertrofia do Piloro

Os sedativos e a dieta não contribuem para a cura da obstrução do piloro. A fim de “dar tempo “aos alimentos de passarem pelo canal estreitado, a tendência é diminuir a quantidade de leite oferecida à criança e aumentar os intervalos entre as mamadas.

É preciso ter certeza de que o estômago está vazio, antes de dar novamente alimento. Não existe garantia do bom êxito desse tipo de orientação. A única solução efetiva é realmente a cirurgia. Esta é simples, não apresenta grandes riscos e, na ‘maioria dos casos, permite a cura completa.

A técnica operatória utilizada consiste na separação das fibras musculares anômalas, libertando-as da mucosa aderida. As fibras hipertrofiadas são ressecadas e assim se restabelece a permeabilidade do canal pilórico.

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