Exame de Vista – Como funciona? Tipos de Exames dos olhos

 

Se o oftalmologista desconfia de que o paciente é portador de um vício de refração, precisa medir a acuidade visual através de um exame de vista. Para isso, ele usa um conjunto de tabelas com letras ou com outros sinais. É o chamado optótipo de Snellen. O instrumento é composto por uma escala descendente decimal: as letras são cada vez menores.

Numa sala especial, com iluminação adequada, o optótipo fica a uma distância de cinco metros do paciente. O médico manda o indivíduo ler ou identificar os sinais. Pouco a pouco, vai mudando de linha: o examinado precisa mostrar que está enxergando sinais cada vez menores. Isso continua até onde o paciente não consegue distinguir mais nada.

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Se o examinado conseguir ler todas as linhas apontadas pelo oftalmologista, é porque não apresenta, provavelmente, distúrbio de refração. Diz-se que ele tem acuidade visual 1. Se conseguir ler apenas uma linha, sua acuidade é de li/O, ou seja, a décima parte da escala decimal; e assim por diante, sempre seguindo a escala decimal.

Se o paciente não pôde identificar todas as linhas e não tem nenhuma outra doença nos olhos, é preciso saber qual o distúrbio que impede que ele enxergue direito. Para isso, precisará submeter-se a outros exames. E então que o oftalmologista recorre à dilatação da pupila.

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Determinadas soluções de medicamentos, ao serem instiladas no saco conjuntival, diminuem o poder de acomodação do músculo ciliar: ele se relaxa. Com isso, coincide a dilatação da pupila, que facilita o exame do olho.

O oftalmologista coloca-se a uma certa distância do paciente; com um espelho plano, faz refletir-se no olho do examinado um raio de luz. E observa o movimento do raio de luz no fundo do olho. Conforme o desvio provocado no raio, pode avaliar se o indivíduo é portador de miopia ou hipermetropia.

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No entanto, depois de identificado qual o vício de refração de que o paciente é portador, ainda é preciso medir a alteração. Ou seja, é preciso determinar que lente consegue, diante do espelho, neutralizar o raio de luz que incide no fundo do olho.

A Receita (resultado do exame)

Para mandar fazer os óculos, existe uma medida física especial. É a mesma medida usada na avaliação do defeito de refração. A unidade dessa medida é chamada dioptria.

Tecnicamente, a dioptria é conceituada como o poder de uma lente de desviar em 1 centímetro um raio de luz, emitido da distância de 1 metro. Isso corresponderia a 1 dioptria.

Na receita de óculos, os números assinalam as dioptrias (“graus’) que a lente de cada olho deve ter para permitir a correção completa do defeito. As letras iniciais OD e OE indicam, respectivamente, o globo ocular direito e o esquerdo.

As letras DE e DC assinalam se a lente deve ser esférica (E) ou cilíndrica (C). DE corresponderia a dioptria esférica e DC, a dioptria cilíndrica. Juntamente com o número, deve ser traduzido por: lente esférica com tantas dioptrias; lente cilíndrica com tantas dioptrias.

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