Fígado e a Patologia interna – O que é, Pra que serve? E como funciona

O trabalho do fígado depende do bom funcionamento de vários órgãos que, por sua vez, dependem do perfeito funcionamento hepático.

Todo o sangue proveniente do intestino, do pâncreas, do baço e do estômago converge para a veia porta, que desemboca no fígado, cuja função é semelhante à de uma grande adutora, por onde o sangue passa para tratamento. Para isso, o fígado desempenha algumas importantes funções:

  1. Transformação química de substâncias nutritivas, para assimilação;
  2. armazenamento de produtos da transformação química;
  3. transformação química de substâncias tóxicas para excreção (principalmente pelos rins, na urina);
  4. produção de bile, elemento auxiliar da digestão, emulsificante de gorduras;

Neste artigo falaremos sobre o Fígado e a Patologia interna – O que é, Pra que serve? E como funciona.

Fígado e a Patologia interna – O que é, Pra que serve? E como funciona

O FÍGADO E O INTESTINO

Junto com o sangue proveniente do baço, chega ao fígado a bilirrubina. Esse pigmento serve de matéria-prima para fabricação de bile, que é lançada diretamente ao intestino ou armazenada na vesícula, quando não utilizada. No intestino delgado, a bile não exerce função digestiva direta.

Quase todos os elementos decompostos no intestino passam â veia porta e daí ao fígado, onde alguns são recompostos para armazenamento. É que algumas grandes moléculas, como as das proteínas, precisam ser desmontadas em moléculas de aminoácidos.

Depois, os aminoácidos voltam a ser recompostos no fígado: cada cadeia constituirá uma molécula de proteína. A desmontagem atende -a uma conveniência de transporte, já que as grandes moléculas não passam pela membrana das células hepáticas.

Junto com o material útil, o sangue do intestino traz para o fígado resíduos inúteis ou tóxicos, que são destruídos ou transformados. Se ocorrer qualquer alteração no fluxo normal de bile (estase biliar), as gorduras não serão convenientemente emulsificadas.

E, se o intestino não digerir bem, todo o organismo se ressentirá, inclusive o fígado, com a redução da absorção de gorduras, vitaminas lipossolúveis e cálcio. A deficiência de vitamina K, uma das lipossolúveis, influi na síntese da protrombina, causando alteração no mecanismo da coagulação do sangue.

E qualquer hemorragia, nessas condições, será um problema mais sério. Crianças afetadas por estenose biliar congênita (estreitamento dos canais biliares) estão expostas, por isso, à carência de vitamina D e de cálcio, essenciais à formação dos ossos. Algumas afecções hepáticas podem determinar perturbações patológicas no estômago e no intestino.

É o que acontece na cirrose  hepática, quando extensas áreas do fígado tornam-se fibrosas, não podendo trabalhar nem ser alimentadas adequadamente. E as células morrem aos milhões. Essa situação pode levar à diminuição acentuada de bile e, sem ela, o trabalho do intestino é prejudicado e consideravelmente retardado.

De certa forma, o estômago acompanha o ritmo de trabalho do intestino. Quando este trabalha devagar, o estômago, conseqüentemente, diminui a motilidade gástrica.

O conteúdo do estômago demora-se mais tempo em seu interior, prolongando o contato dos sucos gástricos com a mucosa, condição que pode provocar gastrite e menos frequentemente – úlcera gastroduodenal.

A cirrose hepática pode levar também à diminuição das defesas naturais do organismo contra processos infecciosos e inflamatórios, por determinar sensível queda na síntese das proteínas, o que causa deficiência de material para a elaboração de anticorpos.

E o mau funcionamento de outros órgãos influi sobre o fígado, por privá-lo de aminoácidos e vitaminas essenciais a suas funções metabólicas.

O FÍGADO E O PÂNCREAS

As funções do fígado e do pâncreas são afetadas reciprocamente em função de três condições:

  • A conexão entre o canal que leva a bile ao intestino (colédoco) e o canal que leva o suco pancreático ao intestino (dueto de Wirsung);
  • A descarga, na veia porta, do sangue proveniente do pâncreas;
  • A proximidade topográfica dos dois órgãos.

Além disso, o pâncreas secreta insulina, hormónio essencial para que se processe o metabolismo do açúcar, que se desenvolve em boa parte no fígado. As lesões mais importantes que comprometem simultaneamente o fígado e o pâncreas são as que resultam de deficiência de dieta, particularmente de proteínas.

O pâncreas, ao mesmo tempo em que necessita de substanciais quantidades de proteínas, para produção de enzimas digestivas, dá importante contribuição ao aproveitamento proteico: as enzimas do suco pancreático são vitais para a digestão das proteínas.

Quando a dieta é anormalmente pobre em proteínas, o pâncreas reduz a produção de enzimas digestivas, causando diminuição na quantidade de aminoácidos que o fígado deve receber. É que as enzimas pancreáticas presidem ao processo de cisão das moléculas de proteínas em aminoácidos.

E a carência de proteínas obriga o fígado a armazenar gorduras como fonte de energia. Dolo ‘fígado gorduroso “, primeiro estágio de um processo que pode evoluir para a cirrose hepática.

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O FÍGADO E O SANGUE

Durante a vida fetal, o fígado é importante órgão hematopoético (produtor de sangue), cooperando com o baço e a medula óssea. Depois do nascimento, a função passa para a medula óssea e ofigado torna-se uma espécie de depósito regulador dos fatores antianâmicos.

Em caso de lesão hepática, o fluxo dos fatores antianêmicos não será tão bem regulado e poderá afetar a produção de hemácias, causando não só redução no volume produzido como variações de forma e função desses elementos sanguíneos. Mas o sangue pode influir sobre o funcionamento do fígado.

Se a medula óssea sofrer qualquer Inibição em sua função de produzir glóbulos vermelhos, o fígado poderá retomar sua atividade hematopoética. Mas não é só da produção de glóbulos vermelhos que o fígado participa. Outras substâncias que constituem o sangue dependem fundamentalmente da atividade hepática.

A mais importante delas é a protrombina, fator coagulante que o fígado sintetiza a partir do fator K, que lhe é remetida pelo intestino. Mas outras proteínas, além desta, contribuem para acelerar a coagulação e, dessa maneira, promover o rápido estancamento das hemorragias.

A capacidade hepática de sintetizar prote(nas determina reflexos imediatos na composição e propriedades do sangue. Quando, por influénbia de uma moléstia hepática ou de doenças renais, diminui o teor de proteínas do sangue, sobrevém Inchaços das pernas ou outras partes do corpo, como o rosto e os braços.

A razão disso é que uma parte líquida do sangue abandona os vasos e se deposita nos tecidos. As proteínas são essenciais à regularização do mecanismo de difusão osmótica dos líquidos no organismo.

Quando ocorre estado de anemia, todos os órgãos passam a receber oxigênio em quantidades inferiores às necessidades normais, uma vez que os glóbulos vermelhos é que transportam o oxigênio. E a escassez de oxigénio no fígado impede a efetivação de processos químicos normais.

Quando a anemia é determinada pela destruição maciça de glóbulos vermelhos (anemia hemolítica), os resíduos resultantes do excesso de hemoglobina poderão entupir os ductos biliares mais finos ou saturar as células hepáticas, processo que pode levar também à formação de cálculos na vesícula.

Pela precipitação de pigmentos liberados das células sanguíneas destruídas. O acúmulo de ferro, determinado pela mesma causa, não chega a afetar sensivelmente a função hepática.

O FÍGADO E OS RINS

Enquanto os rins filtram o sangue e transferem muitas substâncias para a urina, o fígado elabora certos processos químicos que transformam substâncias tóxicas e in- solúveis em outras capazes de se diluírem no sangue de modo a serem excretadas pela urifla.

Fígado e rins cooperam igualmente na regulagem da pressão arterial. O fígado armazena uma substância conhecida como material vasodilatador (VDM), que estimula os vasos capilares a darem maior vazão ao sangue.

Desse modo, o VDM contribui para reduzir a tensão arterial, visto que o sangue, então, passa com maior folga pelo sistema vascular. Os rins, por sua parte, liberam no sangue o material vaso-excita- dor-constritor (VEM), de estrutura ainda desconhecida.

O VEM exerce função oposta à do VDM, pois determina a constrição dej cólica biliar capilares e. assim, “estrangula” o sangue em sua passagem, com uma conseqüente elevação da pressão arterial. Do equilíbrio das relações dessas duas substâncias resultarão djferentes condições de hipertensão e hipotensão, em condições patológicas diversas.

Em doenças hepáticas, o VDM poderá concentrar-se no sangue em níveis mais elevados que o normal. Correspondentemente, o VEM poderá reduzir-se porque o fígado atacado produzirá quantidades insuficientes de proteínas requeridas pelos rins para a elaboração do VEM As conseqüências são a vasodilatação e aqueda depressão.

Em lesões renais, o comprometimento do fígado é insignificante. Mas, em lesões hepáticas, os rins poderão sofrer graves conseqiléncias. Na nefrose biliar, por exemplo, anormalidades diversas podem determinar uma estase (estagnação) de bile no fígado.

Com isso, dininui a eliminação intestinal de resíduos dos glóbulos vermelhos normalmente destruidos no baço e no fígado (pois é justamente a bife que os transporta dofl’gado para o intestino).

O acúmulo desses resíduos globulares no sangue representa uma sobrecarga para os rins, que não conseguem excretá-los totalmente: os pigmentos acumulam-se nas células e nos tzíbulos renais, e os rins tomam-se verde escuros.

Embora essa condição por si só não determine graves lesões renais, ela poderá associar-se a outros fatores para causar diversas afecções, visto que diminui a resistência própria dos rins a processos patológicos de natureza inflamatória.

Experimentalmente, demonstrou-se que a extirpação dos rins em animais modifica as funções metabólicas e enzimáticas do figado, o que comprova urna interdependência ainda mal conhecida.

Neste artigo falamos sobre o Fígado e a Patologia interna – O que é, Pra que serve? E como funciona.

Imagem- rsaude.com.br



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