Fístulas Urinárias – O que é? é perigoso? Mata? Tem Tratamento? Confira!

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Resultantes de traumas obstétricos e ginecológicos, essas lesões são eliminadas recorrendo-se a simples intervenções cirúrgicas.

Neste artigo falaremos sobre Fístulas Urinárias – O que é? é perigoso? Mata? Tem Tratamento? Confira!

Fístulas Urinárias – O que é? é perigoso? Mata? Tem Tratamento? Confira!

A vizinhança e as íntimas relações das vias genitais femininas com as vias urinárias podem ser causa de ligações anômalas entre elas.

Essas comunicações patológicas são chamadas fistulas (do la­tim fistula, tubo) e são indicadas pelos nomes dos dois órgãos en­tre os quais se estabelece a conexão.

Podem ocorrer entre o útero e a vagina de um lado, e os órgãos ocos (bexiga, ureteres, uretra, intestino) de outro. Além das fistulas urinárias e em órgãos genitais , consideram-se também fistulas aquelas que comunicam a par­te inferior do intestino com a vagina.

Quando as fistulas ligam vias genitais a urinárias são denomi­nadas urogenitais; e, ao fazê-lo com o intestino delgado ou grosso, ou com o reto, chamam-se enterogenitais.

Traumas durante intervenções cirúrgicas são a causa mais fre­quente das fistulas vesicovaginais (que comunicam a bexiga uriná­ria com a vagina).

Os casos mais comuns se verificam na retirada do útero (histerectomia), de parte do colo do útero, e de miofibro­mas (tumores) uterinos.

Traumatismos de parto são responsáveis por cerca de 20% das fistulas vesicovaginais. Podem-se formar por lacerações ou em consequência da compressão exercida pela cabeça fetal nas pare­des da bexiga e da vagina.

Estas entram em processo de necrose (morte dos tecidos) e, por volta de uma semana depois, destaca-se uma escara e forma-se as Fístulas Urinárias.

SINTOMAS DAS FÍSTULAS URINÁRIAS

Aplicações de rádio para doenças locais, lesões sifilíticas ou tuberculose podem também ser causa desse tipo de comunicação anormal. As dimensões das fistulas vesicovaginais variam desde o tama­nho da cabeça de um alfinete até o de uma moeda.

O principal sin­toma é o contínuo gotejamento de urina, acompanhado por infla­mação das vias urinárias. As fistulas de dimensões maiores são fa­cilmente diagnosticadas. No caso das menores, introduz-se na besiga   por meio de um cateter – uma solução colorida estéril, como azul de metileno, por exemplo.

O aparecimento da colora­ção na vagina confirma a existência da fistula, denunciando uma passagem anômala e indicando sua localização. O fechamento da comunicação é frito cirurgicamente. A via de acesso mais comum é a vaginal.

Após a intervenção, deixa-se um cateter na bexiga durante o tempo necessário para cicatrizar as fe­ridas e evitar que a urina, acumulando-se, distenda suas paredes e force as suturas. Conhecer estes sintomas é importante para evitar e tratar as Fístulas Urinárias.

SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Já nas fistulas ureterovagi­nais, a ligação se estabelece entre a porção terminal do ureter e a cavidade vaginal.

Os ureteres são tubos que transportam a urina dos rins à bexiga. Na parte final do trajeto, localizam-se ao lado do colo do útero. Em virtude dessa sua posição, são facilmente ex­postos a lesões no decorrer de intervenções cirúrgicas do útero ou partas prolongados, com consequente formação da fistula.

Os sin­tomas são semelhantes aos da comunicação vesicovaginal. A per­da de urina, no entanto, é menor, pois uma parte dela chega até a bexiga, onde será eliminada normalmente.

O tratamento cirúrgico exige a abertura da parede abdominal e a construção de uma nova desembocadura do ureter na bexiga. Há casos raros em que isso não é possível: cria-se, então, uma saída artificial do ureter no cólon (parte do intestino grosso).

A uretra é o conduto que leva a urina da bexiga ao exterior. Traumas obstétricos e ginecológicos e ulcerações por corpos estra­nhos (cálculos, por exemplo) podem causar as fistulas uretrovagi­nais (que ligam a uretra à vagina).

Pouco frequentes, caracterizam-se pela perda de urina pela vagina durante a micção. Em casos ra­ros, essas fistulas podem ser congênitas. Assim, podem causar Fístulas Urinárias.

MÉTODOS DE TRATAMENTO

A terapia é cirúrgica e bem simples. Muitas vezes é suficiente – após a introdução de um cateter na uretra, para permitir a pas­sagem da urina – suturar a parede vaginal; a uretra, em geral, ci­catriza sem necessidade de sutura.

Fístulas vesicouterinas são as que ligam o colo do útero à por­ção posterior da bexiga. Raríssimas, caracterizam-se pela perda contínua de urina pela vagina.

A comunicação patológica entre uma alça do intestino delgado e o segmento superior da vagina é chamada fistula enterovaginal. O principal sintoma é a saída de gases e conteúdo intestinal líqui­do pela fistula.

Ligando o reto (última porção do intestino grosso) à vagina, ocorrem as fístulas retovaginais. Surgem após o período expulsivo do parto, cirurgia local, ferimentos acidentais, inflamações, tumo­res ou radiações, e como conseqüência da laceração do períneo.

A incontinência retal (impossibilidade de reter as fezes) constitui o principal sintoma dessa comunicação anômala; são também co­muns processos inflamatórios ao nível da vagina e da vulva. A te­rapia é cirúrgica, baseada na reconstrução das paredes da vagina e do reto.

Neste artigo falamos sobre Fístulas Urinárias – O que é? é perigoso? Mata? Tem Tratamento? Confira!

Imagem- saude.salvador.ba.gov.br



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