Gorduras – O que são? Como acabar, Tratamentos, Complicações e saúde

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Mais eficientes que os açúcares na geração de energia, as gorduras funcionam também como isolantes térmicos e protetores.

As gorduras, que cientificamente recebem o nome de lipidios, constituem, junto com as proteínas e os hidratos de carbono (açú­cares), o tripé básico da alimentação do organismo. O papel mais importante das gorduras é, provavelmente, o de combustível.

Co­mo material de combustão, são superiores aos açúcares, em alguns aspectos, porque produzem muito maior quantidade de calor por grama, quando são consumidas pelo organismo.

Ao contrário do que acontece com os açúcares, as gorduras po­dem ser armazenadas em quantidades quase ilimitadas.

E, como reserva, exercem importantes funções. Acumuladas sob a pele, pro­tegem as camadas mais profundas, ao mesmo tempo que isolam e conservam o calor natural do corpo.

Neste artigo falaremos sobre Gorduras – O que são? Como acabar, Tratamentos, Complicações e saúde.

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Gorduras – O que são? Como acabar, Tratamentos, Complicações e saúde

GORDURAS TAMBÉM PODEM AJUDAR

Além das funções externas, as gorduras revestem determinados órgãos internos, protegendo-os do atrito contra outros órgãos ou contra o exterior.

Os rins, por exemplo, são envolvidos por uma espessa camada de tecido gorduroso, “amortecedor” natural.

E as gorduras exercem ainda importante ação no funcionamen­to de todo o organismo.

Determinados tipos têm a capacidade específica de servir de veículo para determinadas vitaminas, as cha­madas vitaminas lipossolúveis, ou seja, que se dissolvem nas gor­duras (D e A, por exemplo).

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E quando as gorduras se associam a proteínas, originam as lipoproteinas, envoltório de muitas células.

São, nesses casos, fundamentais para estabelecer a permeabilidade das membranas celulares, isto é, para permitir a entrada de subs­tâncias vitais no interior das células.

COMPOSIÇÃO

Os elementos que compõem a família das gor­duras apresentam muito pouca uniformidade química, fator que di­ficulta bastante sua classificação.

De modo geral, podem ser identi­ficados por algumas substâncias que entram em sua composição: ácidos graxas e glicerol.

O glicerol, vulgarmente conhecido como glicerina, é um álcool especial que se combina aos ácidos graxos. Estes, por sua vez, são compostos por longas cadeias de átomos de carbono, oxigénio e hidrogénio.

O número de átomos que entram em cada composição, e a maneira pela qual eles se ordenam, é mui­to variável, e é isso que torna diversificados os tipos de gordura.

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Uma característica básica de quase todas as gorduras é o fato de não serem dissolvidas pela água. Os ácidos graxos são formados por uma longa cadeia retilínea, com dezesseis a vinte átomos de carbono.

CARBONO E AS GORDURAS

O carbono é um elemen­to químico que pode ligar-se no máximo a quatro outros. Na for­mação dessas cadeias, se todos os átomos de carbono aproveita­rem ao máximo sua capacidade, ligando-se sempre a quatro outros átomos, diz-se que a cadeia está saturada.

Não pode ser introduzi­do nenhum novo átomo. Mas se ao menos um dos átomos de car­bono estiver ligado a menos de quatro, não está explorando ao má­ximo suas possibilidades; a cadeia, nesse caso, é considerada insa­turada. Essa é a diferença básica entre os tipos de gordura.

As gorduras formadas por cadeias de ácidos insaturados, ao se­rem introduzidas no organismo, tomam o lugar das gorduras acu­muladas. E, dessa maneira, apresentam a vantagem de serem mais facilmente queimadas.

Os -ácidos insaturados apresentam a desvantagem de serem qui­micamente pouco estáveis. Se permanecem livres no ambiente du­rante algum tempo, vão pouco a pouco se combinando com o oxi­gênio livre no ar, isto é, são oxidados.

A manteiga, por exemplo, que contém ácidos insaturados, torna-se rançosa quando exposta ao ar.

O ranço constitui o resultado da oxidação dos ácidos graxos e ação simultânea de bactérias. Com a rancificação, formam-se substâncias voláteis, com odor e gosto desagradáveis, que des­troem as vitaminas lipossolúveis (A. D. E. K); a manteiga perde então muito de seu valor nutritivo.

De modo geral, além da distinção entre ácidos saturados e insa­turados, as gorduras podem ser classificadas, de acordo com o ti­po de cadeia que as compõe, em simples e compostas. As sim­ples são as formadas apenas por ácidos graxos e glicerina. Nas compostas, entram novos elementos.

AS CADEIAS

As gorduras mais comuns, que aparecem em depósito nos animais, são as- chamadas gorduras neutras, que são do tipo simples. Entre essas incluem-se banha, toicinho, óleo de li­gado de bacalhau e outras gorduras animais.

O glicerol, ou glicerina, é um álcool trivalente, isto é, consegue combinar-se ao mesmo tempo com três moléculas, e por isso as gorduras simples são também chamadas triglicerídios.

Os óleos vegetais usados na cozinha (de milho, algodão ou soja) são tam­bém trigliceridios, em forma liquida.

Determinadas reações quími­cas transformam gorduras líquidas em sólidas. É o que se faz por exemplo com a margarina: ela é obtida pela saturação dos átomos de carbono insaturados, com átomos de hidrogênio.

Quanto maior o número de insaturações, menor é o ponto de fusão, isto é, uma temperatura mais baixa permite a passagem do estado sólido para o líquido.

Se o ponto de fusão é muito mais alto que a temperatura normal do corpo (370), a digestão é mais dificil.

Dos vários ácidos graxos que entram na composição dos trigli­ceridios, os mais comuns são os palmitico, esteárico e oléico. Nos depósitos de gordura armazenados no corpo humano, existe cerca de 50% de ácido oléieo; 25% de palmítico e 6% de esteárico.

O res­tante é formado por outros ácidos, sendo que é muito pequena a proporção de insaturados. E existem alguns tipos de ácidos graxos, entre eles o linoleico e o linolênico (insaturados) que só en­tram na reserva de gorduras se forem ingeridos na dieta e por isso são considerados essenciais.

Fosfatídios, que apresentam grande importância no metabolismo do sistema nervoso.

Os fosfatídios podem combinar-se ainda com outras substâncias e originar novos tipos de gordura.

Com a colina, formam as leciti­nas, um dos tipos de gordura composta. Com outra base, originam a cefalina, que atua no processo de coagulação do sangue.

O sistema nervoso não é só protegido pela gordura: a gordura entra em sua composição, embora ainda não se saiba muito bem qual o papel que desempenha. Gorduras compostas com estingosi­na formam a esfingomielina, um dos constituintes da substância branca do sistema nervoso central.

Além disso, existem também os cerebrosidos, gorduras compostas que contêm açúcares. Eles recebem nomes estreitamente relacionados com o cérebro: ácido cerebrônico, ácido nervônico, ácido hidroxinervônico.

Apesar de ser tão grande a importância das gorduras, a maior parte delas não aparece livre no organismo. Combinam-se com proteínas, nos tecidos, e no plasma (parte líquida do sangue), origi­nando as chamadas lipoproteinas.

As lipoproteínas são estruturas mais complexas e apresentam solubilidade nos meios líquidos, co­mo o plasma e os líquidos intercelulares.

Essa é uma vantagem in­discutível, para que as gorduras sejam absorvidas e aproveitadas pelos tecidos do organismo.

GORDURAS NO SANGUE

A maioria das gorduras passa pelo plasma sob a forma de lipoproteínas, isto é, gorduras combinadas a proteínas.

Além das lipoproteínas, uma substância muito comum no organismo também é encontrada em determinada quantidade no sangue.

Trata-se do colesterol, um álcool complexo. Po­de ser sintetizado no organismo dos animais a partir de substân­cias muito simples, como o ácido acético (que confere a acidez e o odor característicos do vinagre de cozinha).

O colesterol é formado por cadeias cíclicas de átomos de carbo­no (semelhantes à benzina comum), que caracterizam os chama­dos esteróides. Constituem um grupo de substâncias de grande im­portância no corpo humano.

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A vitamina O, por exemplo, é forma­da a partir de esteroides. São estudados juntamente com as gordu­ras porque muitas vezes se encontram associados a elas.

O colesterol existe em forma livre, em grandes quantidades, no sistema nervoso central, mas sua função nesse local ainda é prati­camente desconhecida.

No restante do organismo, ele ocorre par­cialmente combinado aos ácidos graxos. Serve de matéria-prima para a síntese de vários hormônios: a supra-renal, os ovários e os testículos valem-se do colesterol para fabricar seus hormônios (hormônios esteroides).

Mas nem sempre esse composto tem aplicação benéfica: é um importante contribuinte para a formação de pedras na vesícula.

E o que o toma mais conhecido mesmo é sua interferência na deter­minação de algumas doenças, como a arteriosclerose.

O processo da aterosclerose (engrossamento das artérias), ao afetar as artérias coronarianas, predispõe ao enfarte do miocárdio. Os triglicerídios, gorduras neutras, parecem ser fatores que concor­rem para essa alteração.

Neste artigo falamos sobre Gorduras – O que são? Como acabar, Tratamentos, Complicações e saúde.

Imagem- wepick.com.br

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