Hemangiomas Cutâneo – O que são? É perigos? Riscos e Tratamentos

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Causados pela excessiva proliferação de vasos sanguíneos, são caracterizados como tumores, e muito comuns em recém-nascidos.

Basicamente, os hemangiomas são formados pela proliferação anormal de vasos sanguíneos, os quais facilitam o acúmulo de san­gue, produzindo uma mancha. Diferenças na quantidade de novos vasos e na concentração deles é que dão as manchas as várias co­lorações características, que podem ir desde o vermelho-vivo até o azulado.

Os hemangiomas não devem ser confundidos com o “cou­ro de porco ­. Este é uma alteração na pigmentação da pele, devida a uma concentração anormal de melanina.

Entre os vários tipos de hemangiomas, existem alguns que têm possibilidade de desaparecer espontaneamente, com o correr do tempo.

Outros necessitam de tratamento, principalmente diante dos problemas de adaptação que criam a seus portadores, uma vez que podem formar anormalidades grosseiras, causadoras de verda­deiros e graves traumas psicológicos.

Neste artigo falaremos sobre Hemangiomas Cutâneo – O que são? É perigos? Riscos e Tratamentos.

Hemangiomas Cutâneo – O que são? É perigos? Riscos e Tratamentos

LAGO DE SANGUE

Calcula-se que cerca de um terço dos recém-nascidos tenha hemangiomas, muitas vezes difíceis de distin­guir e que, na maioria dos casos, desaparecem em algumas sema­nas ou poucos meses.

Apesar de habitualmente se falar apenas em hemangiomas da pele, eles também podem formar-se em órgãos internos como figa-do, baço, cérebro e outros. De modo geral, essas “pintas de san­gue “não têm maior importância clínica.

Os hemangiomas externos podem se localizar na pele, no tecido subcutâneo ou ainda nas mucosas que forram cavidades naturais do corpo, como por exemplo na mucosa bucal.

Existem dois tipos bem diferenciados de hemangiomas. Os su­perficiais, planos, que não ultrapassam a espessura da pele ou mu­cosa, como as conhecidas manchas vinhosas da face. O outro tipo constitui caroços que se localizam profundamente no tecido subcu­tâneo (hemangiomas cavernosos) ou se salientam na pele (heman­giomas nodulares).

Os hemangiomas mais planos são formados por vasos sanguíneos de calibre mínimo, podendo ser comparados aos capilares que normalmente existem na pele.

Algumas vezes apresentam a forma aproximada de uma estrela ou lembram uma aranha. Noutras são espraiados, e de contornos indefinidos. Podem, ainda, ter aparência facetada, como os pontos de um rubi.

Também seu tamanho é muito variado, oscilando des­de pequeninas pintas até grandes manchas, que lembram o contor no de mapas imaginários.

Os hemangiomas planos assumem localizações discretas, como o abdome, ou muito inconvenientes, como o pescoço, asa do nariz, bochechas, pálpebras e testa.

O segundo tipo de hemangiomas, diferentemente dos planos, é formado principalmente por espaços dilatados e cheios de sangue, justificando sua denominação “lagos de sangue

Há dois tipos de lagos de sangue: um deles é formado por labi­rintos de cavernas inundadas. Por essa razão, é também chamado dos da pele. O outro tipo forma montículos irregulares, salientes, encaroçados, lembrando uma framboesa. São salientes, bem deli­mitados, moles e de cor roxo-viva ou vinhosa.

Sua localização também é bastante variável, notando-se uma preferência nítida por pálpebras, couro cabeludo, lábios, órgãos genitais e pés.

GELO E BISTURI

O tratamento dessas pintas de sangue de­pende de muitos fatores. Inicialmente, deve-se levar em considera­ção sua necessidade real. Manchas, mesmo extensas, localizadas em pontos discretos que normalmente não são visíveis, como o ab­dome, dispensam o tratamento.

Outras, que em geral desaparecem espontaneamente, como as que têm forma de rubi, aranha, ou estre­la, também têm seu tratamento protelado até que se verifique que elas não vão desaparecer naturalmente.

Já as manchas de volume grande ou em forma espraiada são mais renitentes, e não desaparecem facilmente. Também as nodulares e as cavernosas persistem e só desaparecem com o tratamento.

De modo geral, os hemangiomas podem ser tratados com gelo-seco, cauterização, aplicações de substâncias ácidas e radiotera­pia. Somente quando esses recursos são inviáveis ou não chegam a resultados satisfatórios é que se lança mão da cirurgia.

O gelo-seco é aplicado em sessões rápidas, que começam com dois segundos, uma vez por semana, e vão aumentando progressi­vamente até IS ou 20 segundos. Aplicações mais demoradas pode­riam provocar o aparecimento de ulcerações.

Quando se trata de nódulos ou cavernas, o ideal é a aplicação dos moldes de agulhas de rádio, capazes de emitir radiações atô­micas.

Como todo tratamento radioterápico, a aplicação de agu­lhas baseia-se no princípio de que as radiações suficientemente in­tensas provocam a destruição dos tecidos anormais, em proporção muito maior do que dos normais.

Dessa forma, embora haja certo prejuízo das células normais, a aplicação bem dosada permite a eliminação das alteradas.

As agulhas podem simplesmente ser dei­tadas sobre a lesão ou penetrar nela, quando os tecidos que precisam ser eliminados estão em plano mais profundo. O processo é indolor, porque os hemangiomas não têm nervos.

Além da radioterapia, pode ser usada a roentgenterapia, ou seja, a aplicação de raios X concentrados. Esse processo dá resultados excelentes, sem criar problemas para a criança.

Em combinação com a radioterapia, para melhorar seus efeitos, pode ser aconse­lhável o uso de drogas esclerosantes (que obstruem as veias), as mesmas que são usadas pelas pessoas que têm varizes, principal­mente nos casos de cavernas.

Essas drogas, agindo sobre os vasos anormais dos hemangiomas, vão provocar seu esclerosamento e o conseqüente desaparecimento da mancha.

CIRURGIA PLÁSTICA

Se houver uma mancha – ou pin­ta – na pálpebra, por exemplo, não será possível a aplicação de radioterapia ou produtos ácidos, porque há um risco muito grande de se prejudicar a visão do paciente.

Não tem muita importância, nesse caso, o tipo de hemangioma, mas, se ele estiver próximo aos órgãos genitais, às mamas ou à tireoide, a única solução possível é a cirurgia.

Quando as manchas são de pequenas dimensões, o hemangioma é retirado e a área que ficou em carne viva será recoberta com a pele vizinha, que é esticada até que suas bordas se encon­trem efiquem unidas por sutura.

Porém, em manchas maiores, não é possível a aplicação de pro­cesso tão simples. Embora bastante elástica, a pele vizinha à man­cha não pode ser esticada de modo a cobrir a área em carne viva.

São usados, então, enxertos de pele. Quando a mancha não fica em região exposta, pode ser retirado um retalho de pele de qual­quer outra parte do corpo. Mas se estiver em local visível, como a face, exige mais cuidado. A colocação de pele retirada de outra re­gião poderia resultar em outra mancha, devido à diferença de cor.

Nesse caso, é usado um processo diferente, que consiste no apro­veitamento da pele vizinha, mas deforma diversa da primeira. A pele a ser reposta não é inteiramente destacada, ficando presa por um dos lados, como se fosse um “U

Depois a pele é descolada de suas bases, em uma área mais am­pla, para facilitar seu esticamento, enquanto as aderências gordu­rosas são retiradas de sua parte inferior Tal processo tem ainda a vantagem de manter íntegros os vasos de nutrição da pele enxerta­da.

Possíveis hemorragias são vedadas com o uso de pinças hemos-táticas e depois atadas com fios absorvíveis. Finalmente, o enxerto é esticado e suturado em seu local definitivo.

Como a cirurgia po­de provocar o aparecimento de uma cicatriz tão antiestética quan­to a própria pinta de sangue, a plástica só é indicada para as man­chas localizadas em locais pouco evidentes.

Neste artigo falamos sobre Hemangiomas Cutâneo – O que são? É perigos? Riscos e Tratamentos.

Imagem- jornaldecaruaru.com.br



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