Hemorragia Uterina – Causas e Tratamentos da hemorragia do útero

hemorragia-uterina

Quando não ocorre fecundação, a camada superficial do endométrio sofre um processo de necrose (morte celular) e é eliminada. Daí manifestar-se a menstruação. Da primeira menstruação (menarca) até a menopausa, quando a mulher pára de menstruar, o ciclo é Interrompido, em condições normais, apenas pelos períodos de gravidez e lactação. Por outro lado, podem surgir hemorragias uterinas fora do ciclo menstrual normal, provocadas por lesões orgânicas nos órgãos genitais ou por algum transtorno funcional do mecanismo da menstruação.

SANGRAMENTO TARDIO

Afecções que provocam anemia Intensa podem determinar o aparecimento de hemorragias transitórias ou entoo fases de “suspensão” da menstruação. Isso ocorre porque debilitam o organismo, levando à exaustão de suas reservas.

De maneira semelhante, certos enfermidades infecciosas agudas, como a febre tifoide, a gripe e infecções exantemáticos agudas como sarampo, varíola, rubéola, varicela e tifo podem causar essas alterações no organismo feminino.

Também moléstias crônicas como afecções cardiovasculares, hipertensão arterial, hemofilia (alteração sanguínea com distúrbios do fator de coagulação do sangue), diabete, tuberculose, cirrose hepática e nefrite crônica podem causar transtornos menstruais de tipo hemorrágico. Um exemplo curioso é o fato de a hemorragia menstrual, nos casos de hipertensão arterial, representar uma válvula de escape para sobrecarga circulatório: ocorre a ruptura dos vasos do endométrio, seguida de abundante sangramento.

Lesões internas

Existem ainda outras causas de hemorragias uterinas, como as lesões que afetam o útero, as trompas, e os ovários. Essas lesões podem determinar um sangramento uterino cíclico ou irregular. As hemorragias causados por um pólipo (“carne esponjosa” que aflora do colo do útero e tem sua raiz no interior do órgão) são geralmente Irregulares e não abundantes.

Aparecem após esforços como o causado pela evacuação ou então depois de traumatismos com um coito ou um exame ginecológico. É a hemorragia de contato. Quando a paciente se queixa desse tipo de hemorragia, sempre manifesta preocupação ao médico, pelo fato de a hemorragia de contato ser também encontrada nos casos de câncer do colo do útero

Quando o ginecologista confirma tratar-se apenas de um pólipo, sente alívio, pois os pólipos são lesões benignas de pequena gravidade.facilmente removíveis pela simples extirpação e cauterização de sua base.

 

Causa grave da hemorragia uterina 

Dentre as causas de hemorragia uterina a mais grave é o câncer do útero. Comparável a uma pera, o útero é formado por duas partes distintas: o colo, correspondente ao cabo da pera, e o corpo. Ambos podem ser afetadas pelo câncer, que apresenta características bastante diferentes.

A hemorragia uterina é um sinal precoce de câncer do corpo do útero. Na maioria das vezes, essa forma de câncer localiza-se no endométrio. Nas fases iniciais do crescimento, o tumor já determina hemorragia, que constitui uns sinal de alarma de grande utilidade.

Excepcionalmente, o câncer do endométrio aparece antes dos 40 anos de idade; quando uma hemorragia uterina aparece depois dessa época, o ginecologista sempre pensa na possibilidade da existência do tumor. Após a menopausa (cessação das menstruações), qualquer hemorragia, por mínima que seja, constitui forte motivo de suspeita.

Costuma-se dizer que, até prova em contrário, deve-se de câncer do endométrio. Nos casos suspeitos, a verificação da presença de câncer na mucosa uterina é bastante simples. Consiste na raspagem dessa mucosa (curetagem uterina), feita rapidamente em paciente anestesiada (portanto, hospitalizada por algumas horas).

Exames

O exame microscópico dos fragmentos do endométrio demonstrará com segurança a presença ou não de câncer local. Já no câncer do colo uterino, as coisas não são tão simples. Geralmente, a ocorrência de hemorragia vaginal é um sinal tardio da moléstia.

Muitos vezes, o tumor pode crescer até atingir grandes dimensões e, inclusive, localizar-se em órgãos distantes por disseminação através da corrente sanguínea, sem que a superfície do colo uterino seja rompida.

No câncer do colo, portanto, a hemorragia, assim como a dor, é um sintoma de menor importância prática. Somente exames especializados possibilitam o diagnóstico precoce da afecção, antes do aparecimento de qualquer sintoma e, conseqüentemente, permitem a cura da doença.

Existem ainda outras causas orgânicas de hemorragia uterina. São as erosões do colo do útero, a retenção de restos ovulares após parto ou aborto, crescimento anômalo da mucosa uterina como conseqüência de um excesso de secreção de substâncias estrogênicas, tumores dos ovários, miomas uterinos.

 

Distúrbios funcionais e a hemorragia uterina 

As qualificadas como hemorragias funcionais são aquelas em que não existe uma causa orgânica, mas uma alteração das funções relacionadas com o ciclo menstrual. Surgem com maior freqüência na fase que antecede a menopausa. A hemorragia pode aparecer durante as menstruações ou no intervalo entre elas.

O ritmo menstrual poderá ser normal ou acelerado, sendo que no último caso verificam-se até três menstruações num período de um mês- Por outro lado, na adolescência há um ritmo menstrual retardado. Paralelamente às falhas de períodos menstruais, ocorrem surtos de hemorragias uterinas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico desse tipo de hemorragia é geralmente realizado com base na história da paciente, nos exames das células vaginais (que permitem avaliar com razoável precisão os índices hormonais ovarianos), nas dosagens de hormônios na urina e por meio de outros exames como a biópsia do endométrio (retirada de um fragmento da mucosa uterina para exame ao microscópio)

O tratamento, por sua vez, é feito conforme o tipo de hemorragia e a Idade da paciente. Usam-se hormônios masculinos ou femininos associados a sedativos ou psicotrópicos.



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