Hérnia Diafragmática – Sintomas e Tratamentos – O que é?

No diafragma existem várias aberturas naturais, por onde se comunicam os Órgãos que se estendem do tórax ao abdome. Por elas passam o esófago, a artéria aorta, a veia cava, o ducto torácico e a cadela de nervos do sistema simpático e parassimpático. O fechamento irregular desses orifícios pode originar uma hérnia diafragmática.

Na verdade, os traumatismos – quedas violentas, acessos intensos de tosse, esforço demasiado em trabalhos pesados – são apenas um dos meios de formação das hérnias diafragmáticas. E as mais freqüentes não têm essa origem. Exceto as hérnias de origem traumática, praticamente todas as outras estão relacionadas com uma causa congênita predisponente (a fraqueza muscular) e aparecem quando surge um fator desencadeante.

Sintomas

Os sintomas que denunciam a hérnia diafragmática variam conforme o órgão que é deslocado pela penetração do elemento estranho, ou seja, a víscera abdominal.

Falta de ar, tosse, azulamento da pele (cianose) podem ser os sinais de compressão dos pulmões pela víscera herniada. Em outros casos, quando o órgão torácico mais afetado é o coração, os sintomas característicos são alterações do funcionamento cardíaco: batimentos irregulares do coração, desmaios súbitos. A dor, quando se manifesta, pode ser confundida com a da angina ou do enfarte; propaga-se em geral para o ombro e braço esquerdos e sofre modificações com as mudanças deposição do paciente.

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Os sinais que indicam a interferência no aparelho digestivo são, em geral, dor intensa na região superior do abdome – as vezes em forma de cólica -, azia freqüente, náuseas e vômitos.

Hernia-Diafragmatica

Não é raro que se associem e se superponham os sintomas de úlcera do estômago, ou do esôfago, particularmente nos casos de hérnia do hiato esofágico. Quando há ulceração do esófago, é freqüente a erosão de pequenos vasos, com conseqüente hemorragia. Em decorrência disso, aparecem os quadros de anemia crónica, sinal importante no diagnóstico da hérnia diafragmática hiatal.

Geralmente, a identificação de uma hérnia diafragmática não é simples. Os sintomas podem muitas vezes ser confundidos com os que se manifestam em afecções de outros órgãos. É importante evitar a confusão com pneumotórax (ar nos pulmões), derrame pleural, angina do peito e enfarte.

Para diagnosticar com certeza a hérnia diafragmática, são necessários exames radiológicos, simples ou contrastados. Nos casos de hérnia hiatal, a esofagogastroscopia (exame do estômago e esôfago com um aparelho especial) permite a identificação segura. Se não for tratada a tempo, a hérnia diafragmática pode sofrer as complicações típicas de todas as hérnias: irredutibilidade, estrangulamento ou, ainda, ruptura visceral e hemorragia.

Tratamento da hérnia diafragmática

A conduta terapêutica para o tratamento da hérnia diafragmática difere um pouco dos métodos adotados nos demais tipos de hérnia. Por exemplo, quando se traiu de hérnias pequenas, do hiato esofágico ou de qualquer outro ponto do diafragma, a situação pode ser bem controlada pelo tratamento higiênico-dietético. O controle da atividade física e um regime alimentar bem orientado resolvem ou atenuam o problema em 80% dos casos.

A dieta deve ser leve, com refeições fracionadas e de alto teor vitamínico. Líquidos em geral devem ser evitados durante as refeições, para não se formarem gases, que aumentam a pressão intra-abdominal. Após as refeições, o paciente não deve deitar-se, pois isso desencadeia e agrava os sintomas. Em pacientes obesos é indispensável uma dieta para emagrecer.

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Nas grandes hérnias, o prognóstico não é tão favorável, uma vez que pode ocorrer o estrangulamento das vísceras no tórax. Nesses casos, o controle de dieta e atividade tem pouco efeito. Se surgir o estrangulamento, as perspectivas são desfavoráveis.

Mas, antes que chegue a esse ponto, a cirurgia pode, quase sempre, resolver o problema. Nos casos em que o estado geral do paciente não possibilite a intervenção cirúrgica, pode-se recorrer à secção do nervo frênico, que controla os movimentos do diafragma. Determina-se, assim, a paralisia do músculo, impedindo que a víscera chegue a se estrangular. A única solução radical e definitiva para a hérnia diafragmática é a cirurgia. A técnica cirúrgica varia conforme o tipo de hérnia e os órgãos afetados.

imagem: prematuridade

 

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