Hipófise – Importância, Hormônios e Anormalidades

A hipófise é classificada por muitos como a glândula mestra do corpo. É classificada assim devido aos hormônios que produz regular o funcionamento de outras glândulas. Sendo assim, qual a sua importância? Quais hormônios que produz? Anormalidades? Para cessar suas dúvidas, acompanhe nosso post sobre a hipófise!

Hipófise

Importância da Hipófise – Hormônios

O corpo humano, em condições normais, é severamente contro­lado por dois sistemas muito complexos: o nervoso e o endócrino. O primeiro age por meio dos impulsos nervosos que percorrem a intrincada rede de nervos; e o segundo segrega no sangue suas substâncias para, através dele, chegar às células.

Das glândulas endócrinas, a mais importante é a hipófise, de re­duzidas dimensões, mas com funções vitais. É ela que controla, mediante seis – ou mais – hormônios, o funcionamento das de­mais glândulas e o próprio crescimento dos tecidos.

Nessa glându­la-mestra funciona como que uma ligação entre os dois sistemas, porque ela é constituída por duas metades muito distintas: uma de tecidos nervosos – o lobo posterior -, chamada neuroipófise, e a outra constituída de tecidos glandulares – o lobo anterior -, denominada adenoipófise.

Da neuroipófise parte um prolongamen­to que liga a glândula a uma formação que lhe fica acima, o hiposá­lamo. Este último é formado por células muito especiais, que, mes­mo sendo nervosas, são capazes de produzir hormônios, como a Vasopressina e a ocitocina.

Formação dos Lobos da Hipófise

Os rudimentos da hipófise formam-se ainda na fase embrionária do ser humano. Um grupo de células, localizadas na região que formará a garganta, inicia a migração “para cima”, em direção ao futuro cérebro, fixando-se nesse local. Pouco depois, do interior do futuro cérebro, começa a surgir um prolongamento do sistema nervoso central que “desce” para se en­contrar com as células procedentes da garganta. Encontrando-se, formam os dois lobos da hipófise.

Função da Adenoipófise

As funções da adenoipófise são essenciais à vida e ao desenvol­vimento do indivíduo. Seus hormônios, agindo diretamente – quando são remetidos às células consumidoras – ou indiretamen­te – quando enviados a outras glândulas, estimulando-as a produ­zirem seus hormônios específicos -, controlam a atividade de to­das as células do organismo.

Hormônios – Sexo e Crescimento

A adenoipófise produz pelo menos seis hormônios. Três deles, as gonadotrofinas, são sexuais. Além desses, há o hormônio tireotrófico (TSH), o adrenocorticotrófico (ACTH) e o somatotrófico (STH). Com exceção do último, todos os outros são “hormônios de hormônios”, isto é, estimulam outras glândulas a produzirem substâncias específicas.

Glândulas Sexuais

No homem, como na mulher, as glândulas sexuais são chama­das gônadas. E as gonadotrofinas são substâncias que estimulam as gônadas – testículos e ovários – a produzirem hormônios se­xuais e células reprodutoras (espermatozoides e óvulos). Tanto no homem quanto na mulher as gonadotrofinas são exatamente iguais. A diferença é ser continua a liberação nos homens, enquan­to na mulher é periódica, determinando os ciclos menstruais.

Hormônio tireotrófico (TSH)

Estimula a glândula tireoide e, mediante os produtos específicos dela, participa ativamente do metabolismo orgânico, no aproveitamento da água, do iodo, do cálcio, do fósforo, dos açúcares, das gorduras, das proteínas e das vitaminas.

Hormônio Adrenocorticotrófico – ACTH

É o ativador da parte anterior da glândula supra-renal, vital no controle de água, sais e outros elementos.

STH

O sexto hormônio produzido pela adenoipófise é o STH, identi­ficado como -hormônio somatotrófico, ou, mais simplesmente, hormônio do crescimento. É ele que estimula o crescimento de to­dos os tecidos do corpo.

Quando sua produção durante a infância é insuficiente, ocorre uma anomalia na evolução física, chamada nanismo. Ao contrário, se a produção do hormônio somatotrófico for superior à normal, determinará um crescimento exagerado, fe­nômeno esse que é conhecido por gigantismo.

Se essa produção ex­cessiva ocorrer na idade adulta, quando os ossos já tiverem alcan­çado seu pleno desenvolvimento, haverá crescimento exagerado das extremidades – mãos, pés e mandíbulas -, ocorrência cienti­ficamente denominada acromegalia.

O STH tem grande importância no aparecimento do diabete e, por essa razão, é também conhecido por hormônio diabetogênico. Nos casos de diabete avançado, quando a doença já está levando o paciente à cegueira, indica-se a retirada ou inutilização da glându­la hipófise. Com essa medida, cessa a produção de STH e ocorre uma estabilização parcial do diabete, ao mesmo tempo que a per­da da visão para de progredir.

Assim, o paciente conserva a visão que lhe restou. Mas é evidente que a eliminação da hipófise impli­ca a cessação também da produção dos “hormônios de hormô­nios”, o que não ocorrerá sem novas complicações.

Dessa forma, as glândulas estimuladas por ela tendem a atro­fiar-se. Para sobreviver, o paciente terá de tomar, pelo resto da vi­da, hormônios sintéticos da tireoide e da supra-renal, a fim de ter uma constituição normal.

Anormalidades

Quando o organismo não conta com seu suprimento normal de TSH (hormô­nio tireotrófico), pela inativação da hipófise, verifica-se uma invo­lução da glândula tireoide, que perde sua capacidade de retirar io­do do sangue, para fabricar seus hormônios. Ocorre uma inibição no fornecimento do hormônio tireoideano, cujo nível no sangue cai a índices bem abaixo dos normais.

A injeção artificial de TSH provoca reações bem específicas: aumenta a quantidade de proteínas e ARN (ácido ribonucléico, que tem profundas relações com a atividade celular de fabricação / de proteínas) da tireoide. Além das proteínas e do ARN, nota-se um aumento na captação de iodo pela glândula e um consumo maior de oxigênio, que é indicio seguro de atividade mais intensa.

Olhos Saltados

Há evidências segundo as quais o hormônio tireotrófico exerce certa atividade sobre estruturas existentes por trás do globo ocular (tecido conjuntivo, gordura, músculos), provocando, quando produzido em excesso, a projeção do olho para fora da órbita. O fe­nômeno, identificado como exoftalmia, é comumente conhecido como “olho de sapo”, em virtude da aparência que produz.

Os olhos saltados, contudo, podem ser provocados por outra causa qualquer, sem nenhuma relação com a glândula e o hormô­nio tireotrófico.

Acredita-se que a ação primária do TSH seja estimular a libera­ção de uma substância existente no interior da tireoide, que ainda não é o hormônio tireoideano acabado, mas se transformará nele. Isso é feito com a participação de uma enzima proteolítica (subs­tância que decompõe proteínas), a qual transforma o precursor no hormônio ativo, sendo este último imediatamente despejado na corrente sanguínea.

 

 



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