Impulsos Nervosos – O que são? É perigoso? Tem Tratamento?

impulsos-nervosos-o-que-sao-e-perigoso-tem-tratamento

Frequentemente,fibras nervosas são comparadas a cabos elétricos; mas na verdade a eletricidade nervosa só corre sobre o revestimento das fibras.

Grosseiramente, pode-se afirmar que os impulsos nervosos cor­respondem a certo tipo de pulsações elétricas semelhantes às pro­duzidas pelo ligar e desligar de um interruptor.

Essas pulsações viajam a uma velocidade que pode chegar até 400 quilômetros por hora. Isso somente é possível graças à extrema condutibilidade das células nervosas (ou neurónios).

O neurônio, como toda célula, apresenta uma membrana envol­vente que separa e protege seu citoplasma e núcleo do meio am­biente.

Além disso, essa membrana controla o fluxo de substâncias nutritivas para dentro da célula. De maneira semelhante a uma es­ponja mergulhada em água, o neurônio é banhado externamente por diversas substâncias, que servem para alimentar a célula, criando condições para que ela possa trabalhar.

Enquanto uma es­ponja ficaria logo encharcada de água, pois não conta com meios para impedir a entrada de água em seu interior, a célula possui a membrana, que funciona como uma capa semipermeável.

No líquido que banha as células encontram-se dissolvidos dife­rentes sais, sob a forma de íons. Quando se dissolve sal de cozinha (cloreto de sódio) em água, ocorre imediatamente a separação dos átomos de cloro e sódio.

Além dessa separação, os átomos ficam carregados de eletricidade: o sódio com carga positiva e o cloro com carga negativa.

Átomos desse tipo, carregados de eletricidade, são chamados íons. Graças à barragem constituída pela membrana que reveste a célula, os íons de sódio, muito abundantes no líquido extracelular, são impedidos de passar para o interior do neurônio.

Paralelamente, a membrana evita que os íons de potássio, que são muito numerosos no interior da célula, passem para fora.

Neste artigo falaremos sobre Impulsos Nervosos – O que são? É perigoso? Tem Tratamento?

 

Impulsos Nervosos – O que são? É perigoso? Tem Tratamento?

 

Quando a célula nervosa está em repouso, isto é, quando não é estimulada, sua membrana mantém a permeabilidade inalterada e, como a concentração de íons é desigual dentro e fora da célula, estabelece-se uma pressão elétrica de cada lado da membrana.

Es­sa pressão elétrica recebe a denominação de potencial de repouso da membrana. Fatores como calor, luz, pressões mecânicas, pressões elétricas e outros podem alterar a permeabilidade da membrana.

Esses fato­res, provenientes do meio ambiente, agem como estímulo sobre a célula nervosa, determinando sua atividade.

Quando uma célula nervosa é estimulada, sua membrana envolvente altera logo a permeabilidade, permitindo que íons de sódio penetrem no interior da célula, enquanto os íons de potássio passam para fora.

Logo em seguida, o sódio volta para fora e o potássio retorna ao interior da célula. Essa peculiar propriedade de a célula nervosa alterar a permeabilidade de sua membrana ao entrar em atividade é chama­da excitabilidade, assim criando os Impulsos Nervosos.

CABO CONDUTOR INCOMUM

Durante o deslocamento das cargas elétricas para dentro e para fora da célula, a pressão elé­trica exercida sobre a membrana da célula não permanece a mes­ma, isto é, o potencial de repouso altera seu valor.

Essa alteração é denominada potencial de ação. Quando um estímulo atinge qual­quer parte da membrana celular, esta vai progressivamente tornan­do-se permeável aos íons.

O potencial de repouso altera-se em áreas cada vez maiores; a propagação do potencial de ação por to­da a membrana, a partir do ponto estimulado, é denominada im­pulso nervoso. Depois de o impulso atravessar toda a membrana, ela volta ao estado anterior de repouso.

É importante lembrar que o impulso nervoso caminha somente na superfície da membrana que reveste a célula nervosa. Enquanto nos cabos condutores elétricos a eletricidade é conduzida pelo fio, na célula nervosa o elemento condutor é o “revestimento”.

No organismo, os impulsos propagam-se habitualmente dos dendritos (expansões curtas do neurônio ou célula nervosa) ao cor­po celular e seu axónio (expansão muito longa do neurônio) em uma direção só.

Já nervos isolados ou feixes de fibras nervosas re­tiradas do organismo funcionam como fios elétricos comuns; fora do organismo, conduzem impulsos em ambas as direções, de acor­do com a extremidade estimulada.

BATERIA VIVA

Para observar melhor o potencial de ação, costuma-se utilizar um aparelho especial, o osciloscópio. Esse instrumento eletrônico é semelhante a um aparelho receptor de televisão e em sua tela vê-se uma linha horizontal brilhante. Qualquer movimento de cargas elétricas transmitido ao osciloscópio provo­ca um encurvamento da linha brilhante.

Ao observar-se a curvatura da linha, pode-se determinar qual a quantidade de cargas elétricas que sofreu deslocamento, em que direção as cargas correram e quanto tempo levaram para se movimentar.

Para obter essas medidas, coloca-se um fio metálico muito fino, o eletrodo, no interior de uma célula nervosa. Outro fio é colocado sobre a membrana, do lado de fora da célula.  Os dois fios estão conectados a um amplificador, ligado ao osciloscópio.

Quando um estímulo provoca a excitabilidade da membrana celular, os íons de sódio deslocam-se para o interior da célula e os de potássio para fora, atravessando a membrana.

Quando isso acontece, o traçado da linha visto na tela do osciloscópio altera-se, mudando de posição e indicando o deslocamento de íons. Quando os íons retor­nam a sua posição inicial, ocorre também o retomo da linha brilhante à posição retilínea, indicando que o deslocamento cessou e que a célula voltou ao estado de repouso.

Observações realizadas com o auxílio do osciloscópio, comple­tadas por experiências químicas e análises ao microscópio eletrô­nico, permitiram ampliar consideravelmente os conhecimentos re­ferentes ao comportamento das células nervosas e, ao mesmo tem­po, sobre o importantíssimo papel que estas desempenham na con­dução do estímulo nervoso.

COMUNICAÇÃO INTERCELULAR

Os prolongamentos maiores das células nervosas são envolvidos pela membrana celu­lar, estendendo-se até regiões relativamente distantes do corpo da célula.

Como o estímulo que exige a superfície de um neurónio provoca um impulso nervoso que se propaga a toda a membrana, até nas extremidades mais afastadas dos neurônios produz-se o po­tencial de ação.

O estímulo que provoca a passagem de alguns íons de sódio para o interior do neurônio não pára aí. A passagem de alguns íons pode influenciar outros íons próximos, levando-os a passar também. Assim, toda a membrana é atravessada pelos íons.

Esse espalhamento do impulso nervoso, caminhando até a extre­midade de um axônio, afeta outras células nervosas, que, por sua vez, terão também sua membrana excitada, produzindo um poten­cial de ação.

Desse modo, o estímulo aplicado inicialmente a uma única célula propaga-se a outros neurônios. É a comunicação en­tre as células nervosas, numa verdadeira reação em cadeia, dando, origem aos Impulsos Nervosos.

CIRURGIA PARA ACABAR COM OS IMPULSOS NERVOSOS

Aparece sobretudo em crianças de menos de 2 anos de idade, e pode levar à morte, em conseqüência de gangrena local.

Na linguagem popular, o termo engavetamento designa um aci­dente no qual dois ou mais veículos peneiram uns nos outros, num encadeamento decorrente do choque inicial.

Os intestinos também estão sujeitos a esse fenômeno, mas, como são constituídos de teci­dos muito elásticos e móveis, o “engavetamento “intestinal não re­sulta em nenhum destroçamento.

O diâmetro da parte que fica por fora aumenta, enquanto o daquela que fica por dentro diminui, acomodando-se ambas à nova situação.

Mesmo assim, quando ocorre o “engavetamento’: tecnicamente denominado invaginação intestinal, há um risco de vida muito sé­rio para a pessoa que o sofre.

PERIGO IMINENTE

A invaginação intestinal exige a ado­ção de medidas rápidas e precisas. Entre as milhares de crianças que falecem anualmente, uma razoável parcela acusa, nos atesta­dos de óbito, essa alteração como causa mortis.

Contudo, apesar de acontecer principalmente em crianças, pessoas adultas tampouco estão livres desse grave pro blema.

Um tipo de invaginação intestinal de evolução muito rápida é a aguda. Aparece em crianças com menos de 2 anos e é, nessa faixa de idade, a situação de emergência abdominal mais comum.

Da­dos estatísticos indicam, ainda, que metade dos casos de invaginação intestinal aguda nas crianças de até 2 anos de idade ocorre en­tre o quinto e o nono mês. Os meninos estão mais expostos a Impulsos Nervosos do que as meninas, na proporção de 65 para 35%.

Quando se verifica uma invaginação intestinal, o primeiro efeito é o intestino ficar estreitado ou —estrangulado ‘ prejudicando, consequentemente, a passagem do bolo fecal. Tal estreitamento às ve­zes chega a provocar uma obstrução completa.

O segmento do intestino que ficou por dentro se fixa rapidamente ao de fora, por meio de aderências; se não for feita uma operação de emergência, os vasos sanguíneos também sofrerão obstrução, sobrevindo uma gangrena local.

A gangrena acaba por perfurar os intestinos, cujo conteúdo se extravasa. Segue-se então a peritonite. Trata-se de uma inflamação mortal no peritônio, membrana que forra a cavidade abdominal e recobre as vísceras.

Nesse artigo falamos sobre Impulsos Nervosos – O que são? É perigoso? Tem Tratamento?

Imagem- revistapegn.globo.com



doencas Revelado: Como Prevenir e Curar Doenças


Enquanto muitas pessoas se entopem de remédios, multivitamínicos e realizam dietas mirabolantes, existem certos alimentos que podem evitar doenças ou até mesmo ajudar na cura de muitas delas. Descubra o Real PODER na Natureza neste Vídeo Exclusivo - Clique Aqui


Publicidade:

Mais Assuntos