Infarto Agudo do Miocárdio – Sinas e Sintomas – IAM

O infarto agudo do miocárdio (ou enfarto, ou infarto) resulta da deficiência de irrigação sanguínea em determinadas áreas da porção muscular do coração. A falta de sangue (isquemia) provoca dor intensa e imediata, que às vezes se prolonga. Ao mesmo tempo, a falta de oxigênio causa a morte gradual dos tecidos, num processo progressivo que depois de algumas horas é irreversível. Ou seja, o tecido morre e, na melhor das hipóteses, pode ser substituído por tecido cicatricial, mas apenas em certa medida.

Sinais e Sintomas do Infarto

A dor o sintoma dominante do infarto agudo do miocárdio. Ocorre geralmente na regido precordial (meio palmo à esquerda do centro do peito) e tem sido descrita como sensação comparável à do esmagamento do coração. Em muitos casos, segue-se ausência de reação a qualquer esforço ou emoção; o indivíduo parece estar em repouso.

A dor pode irradiar-se para a parte esquerda do pescoço e para o braço esquerdo, caracteristicamente. Mas, em outros casos, pode avançar para o epigástrio, que é a zona correspondente ao estômago, ou para ambos os braços. Os sintomas podem durar horas ou dias.

Nas fases iniciais do processo, muitas vezes ocorre um momentâneo aumento da pressão arterial, causado por estímulos nervosos e pelo súbito lançamento de adrenalina no sangue. A adrenalina é um recurso automático de defesa do organismo, provido pelas suprarenais, sob efeito desse hormônio, vastas extensões de artérias se contraem, mas as coronárias se dilatam.

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Em outras palavras, o organismo vai buscar sangue de outras áreas, menos necessitadas na emergência, para socorrer o coração ameaçado. Mas, em geral, a pressão baixa Ioga depois e o paciente pode entrar em estado de choque ou pré-choque, causado pela diminuição da capacidade de o coração lesado contrair-se e bombear sangue.

 

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Cai a temperatura, desaparece a cor normal do rosto, o pulso é débil e rápido, a pele transpira abundantemente. Ê o quadro agudo do enfarte do miocárdio, o momento mais perigoso. Se vier a ser superado – como ocorre na maioria dos casos -, os distúrbios de maior importância poderão ceder à moderna terapêutica.

Em sucessão ao episódio agudo, começam a passar para o sangue proteínas e enzimas, resíduos de células destruídas na crise. O início do processo, 36 a 48 horas depois, conduz a um ligeiro estado febril, geralmente de uns 37,5 ou 38 graus. A febre, porém, não terá duração prolongada.

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Paralelamente, eleva-se o nível de Transaminase no sangue. Essa enzima (ou fermento que ativa reações químicas do metabolismo sem participar delas, mas apenas como catalisador) pode indicar a gravidade maior ou menor do infarto agudo do miocárdio.

O elemento indispensável, seja para formular o diagnóstico, seja para controlar a evolução do enfarte, é o eletrocardiograma. Esse registro das variações elétricas provocadas pelo funcionamento do coração permite que se observem precisamente o grau de extensão do infarto agudo do miocárdio, sua localização exata e outros dados complementares. De posse de tais informações, o médico está em condições de formular um prognóstico, isto é, uma previsão de como a doença irá evoluir.

 

Tratamento – Miocárdio

Pericardio
O primeiro cuidado é o de repouso absoluto, após a crise. O médico indicará o prazo pelo qual o paciente deverá ficar reclinado e quando poderá passar a sentar-se (em posição reclinada o trabalho cardíaco é geralmente mais suave do que quando o indivíduo está deitado ou sentado).

Também a dieta será indicada e controlada pelo médico. Opa-ciente deve contentar-se com comida menos temperada. Geralmente os alimentos mais consistentes são desaconselhados pelo médico: comida pesada traz maior trabalho circulatório e digestivo.

Se tudo correr bem, é provável que o paciente possa retomar sua dieta normal ao fim de uma semana. Mas em refeições moderadas e fracionadas, com abstenção de álcool.

Certos sintomas como cansaço fácil, palpitação, curtas sensações dolorosas são comuns na convalescença do enfarte. Geralmente não representam nenhum motivo de preocupação, mas devem ser obrigatoriamente comunicados ao médico. Isso porque, embora quase sempre revelem readaptações normais, poderão significar às vezes o início de uma insuficiência cardíaca, que requer providências específicas.

Prevenção do infarto agudo do miocárdio

Superada a fase de convalescença, o paciente será aconselhado a adotar certas normas prudentes de atividade.

Existem comprovações estatísticas de que o nível de colesterol no sangue está relacionado com distúrbios circulatórios que causam enfarte. Em vista dessas conclusões e suspeitas, o médico poderá recomendar que o paciente evite alimentos capazes de elevar o nível de colesterol.

Como em qualquer outro caso de convalescença ou de prevenção de alguma doença, certas medidas podem determinar alterações de hábitos. E entre esses hábitos, no caso de enfarte, está o fumo.

Existem correlações estatísticas entre o hábito defumar e a incidência de moléstias coronárias que estão definitivamente estabelecidas pela medicina.

Afora o hábito do fumo, certas alterações nas atividades profissionais e de entretenimento também passam por exame e seleção. Na maior parte dos casos, o paciente que sofreu enfarte poderá reintegrar-se perfeitamente no ambiente familiar e profissional, sem maiores preocupações nem problemas.

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