Inflamação das Glândulas Sudoríparas – Hidrosadenite e Tratamento

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As Glândulas Sudoríparas: Podem apresentar um tipo característico de inflamação, chamada hidrosadenite.

GLÂNDULAS SUDORÍPARAS

Existem dois tipos de glândulas sudoríparas, totalmente diversos na constituição anatômica e na função: as glândulas sudoríparas é crinas e as apócrinas. As é crinas ou exócrinas – num total de 2 a 5 milhões de unidades – estão espalhadas por toda a superfície da pele, em número de 140 a 340 por centímetro quadrado.

No homem, o calor produzido pelas reações metabólicas perdese, por irradiação diretamente na pele. Quando a temperatura do ar é menor que a do corpo, a intensidade de perda de calor pode aumentar ou diminuir, de acordo com o grau de abertura dos capilares e das vênulas da pele.

O maior afluxo de sangue facilita o desprendimento do calor pela superfície cutânea, se a temperatura do ar é aproximadamente a mesma ou superior à do corpo.

Mesmo assim, a temperatura da pele poderá diminuir, pois as glândulas sudoríparas produzem grande quantidade de secreção que se evapora na superfície da pele, esfriando a área cutânea externa.

Consequentemente, o sangue que circula nas regiões superficiais da pele perde calor quando o suor se evapora: Através desse mecanismo, o corpo pode perder calor nos dias quentes.

O outro tipo de glândulas sudoríparas, as chamadas apócrinas, caracteriza-se por possuir a parte secretária de dimensão maior e situada mais profundamente no tecido subcutâneo. Essas glândulas localizam-se apenas em determinadas regiões, como axilas, órgãos genitais externos, região umbilical etc.

HIDROSADENITE

As glândulas de Moli (das pálpebras), as ceruminosas do conduto auditivo externo e as mamárias são glândulas apócrinas modificadas. Nelas, as substâncias secretadas concentram-se no extremo livre da célula secretora e são expelidas juntamente com esse trecho onde se haviam acumulado.

No homem, as glândulas apócrinas representam vestígios de estruturas ligadas às funções sexuais: desenvolvem-se na puberdade e atrofiam-se no climatério.

A secreção é eliminada como resposta a estímulos do sistema autônomo (independente da vontade). Somente a inflamação das glândulas sudoríparas apócrinas constitui a hidrosadenite. Em geral a inflamação ocorre na região axilar, frequentemente com evolução crônica.

INFECÇÃO DAS GLÂNDULAS APÓCRINAS

A infecção pode ocorrer durante ou após a puberdade, quando as glândulas apócrinas se desenvolvem. Geralmente é causada pelo estafilococo, bactéria notável pela facilidade com que cria resistência aos mais potentes antibióticos. A invasão da glândula pela bactéria dá origem à inflamação.

O mesmo microrganismo pode causar outras afecções na pele, como furúnculos, terçóis e antrazes. No início do processo inflamatório surge uma pequena formação sólida, um nódulo que progressivamente aumenta de tamanho e apresenta os sinais clássicos de inflamação: calor local, rubor e dor.

Posteriormente ocorre a formação de pus na parte central. caracterizando um abscesso, que pode vir a supurar. Os sintomas são freqüentemente confundidos com os do furúnculo; no entanto, a distinção é possível, em virtude da localização especial da inflamação e da ausência do carnegão característico do furúnculo.

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LESÕES

Após a primeira lesão provocada pela inflamação de uma glândula apócrina, podem surgir novas lesões que seguem o mesmo curso. Em muitos casos, depois de repetidos surtos de abscessos no decurso de alguns meses ou anos, pode formar-se no local atingido uma placa fibrosa cicatricial, denominada plastrão, com cicatrizes efistulas, pequenos túneis que se abrem na pele.

Os sintomas gerais que acompanham as inflamações das glândulas sudoríparas apócrinas são semelhantes aos encontrados nos abscessos.

Na fase aguda da inflamação, a dor local poderá impedir a movimentação do membro correspondente e talvez aumente a febre e o volume dos gânglios linfáticos da região atingida.

Esses sintomas diminuem de intensidade quando se realiza a abertura do abscesso e reaparecem quando outro se forma no local. No entanto, o abscesso poderá formar-se também em outras sedes de glândulas apócrinas, como a região genital ou em redor do ânus.

ANTIBIÓTICOS E CIRURGIA

Quando se inicia a formação dos abscessos, na fase aguda do processo, em geral são administrados antibióticos por via oral ou por injeção. Mas, se a formação do abscesso completou-se, é feita a incisão da pele no local atingido e o abscesso é cirurgicamente drenado.

Nos casos rebeldes, quando a inflamação retorna, algumas vezes pode ser necessário realizar o antibiograma, que indicará mais precisamente que antibiótico deverá ser prescrito. O antibiograma consiste na colheita da secreção local e estudo da amostra, cultivada em meios especiais: como resultado, crescem verdadeiras colônias de bactérias.

Depois disso, pequenos discos de papelão, impregnados de diferentes antibióticos, são colocados na superfície do meio de cultura. Após algum tempo, verifica-se um halo claro em torno do disco cujo antibiótico foi eficaz na destruição das bactérias.

Dessa maneira é possível prescrever o antibiótico exato para combater o microrganismo que está em ação. Para prevenir recaídas, podem ser empregadas vacinas comerciais ou autovacinas, preparadas com microrganismos mortos, extraídos da própria lesão.

TRATAMENTOS

A aplicação de pomadas antibióticas no local das lesões. Como medida preventiva, é conveniente evitar o uso de desodorantes ou antiperspirantes nas axilas, pois podem atuar como desencadeantes da infecção.

Outro cuidado é evitar raspar os pelos das axilas; o uso de sabões ou xampus com hexaclorofeno na higiene diária também é conveniente. Quando essas medidas não são suficientes para a prevenção das recaídas, pode-se realizar a radioterapia superficial, utilizando radiações de pequena capacidade de penetração nos tecidos.

Já nos casos crônicos que evoluíram por longo tempo, apresentando um plastrão cicatricial e supurativo, pode ser indicada a retirada cirúrgica de toda a lesão, seguida de uma reparação plástica, com enxerto de pele retirada do próprio paciente.

Fontes (em inglês):

1,

Imagens: bancodasaude.com        angomed.com



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