Inflamação dos Nervos do corpo, Movimentação, Dores e Fibras

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As lesões dos nervos podem provocar alucinações, delírios, amnésias e confusão mental, além de alterações na pele, nos pelos e nas unhas.

Inflamação dos Nervos do corpo

Existem muitas razões que impedem a fabricação de um robô semelhante ao homem. Com certeza, uma das mais sérias é a fonte de força e movimentos, porque um robô comporta um ou alguns motores em seu interior, enquanto o homem é dotado de milhões de pequenos “motores-máquina ‘ as fibras musculares.

A situação é comparável a uma cidade dotada de somente um motor, na praça central, que, por meio de correias, polias, correntes e outros equipamentos, transmitisse força a todas as máquinas do município. e óbvio que haveria poucas e limitadas máquinas e nenhum progresso industrial.

O homem tem muitos motores e, portanto, é capaz de produzir muitos e complicados movimentos. As fibras musculares são alimentadas pelo sangue, e controladas pelo sistema nervoso, que se divide em central e periférico.

Comparado ao sistema telefônico de uma cidade, o sistema nervoso central, formado de encéfalo e medula espinhal, atuaria como a estação central telefônica e o tronco principal. E o sistema periférico, formado por todos os outros nervos, funcionaria como os cabos secundários e as terminais de linhas, ligadas aos aparelhos telefônicos.

Na verdade, os cabos são apenas um feixe de linhas, reunidas por razões de ordem prática em um só feixe. São porém perfeitamente isoladas entre si, uma vez que cada linha conta com um revestimento – uma capa – que impede o contato com as demais.

Também com os nervos acontece isso. As fibras nervosas, correspondentes às linhas, são revestidas por uma camada gordurosa, que as isola: a mielina. Juntando-se pequenos feixes de fibras nervosas, forma-se um cabo um pouco mais espesso, também envolvido por outro tipo de isolamento – o endoneuro.

Vários desses cabos são reunidos, formando outro, ainda mais grosso, em torno do qual há uma nova camada de isolamento perineuro. Novamente são reunidos vários desses cabos,formando um ainda mais grosso – o nervo que, por sua vez, é envolvido por uma camada mais resistente e espessa, o epineuro.

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MOVIMENTO E SENSAÇÃO

Além do controle das fibras musculares, os nervos do sistema nervoso periférico também são encarregados de comunicar as sensações – frio, calor, dor, pressão, tato. Além disso, cabe ainda aos nervos o papel de controle da nutrição (trofismo) dos tecidos.

Evidentemente, para que haja condução normal de impulsos nervosos, é preciso que os nervos estejam em bom estado. E os nervos periféricos podem sofrer diferentes tipos de lesões, capazes de prejudicar ou impedir totalmente a transmissão dos impulsos.

Uma lesão dos nervos periféricos, mesmo grave, não implica perda definitiva de função, já que os tecidos nervosos periféricos são capazes de regeneração, embora em um processo muito lento.

Porém, enquanto não houver a recuperação, o paciente terá prejudicadas as funções sensitivas e motoras ligadas ao nervo lesado, proporcionalmente à gravidade das lesões ocorridas no nervo.

FÍSICO E PSÍQUICO

Como o sistema nervoso periférico alcança lodos os pontos do organismo e qualquer desses nervos pode ser lesado, os sintomas também podem ser variadíssimos.

De maneira geral, o comprometimento do nervo é um quadro de evolução lenta, intercalando-se períodos estacionários com eventuais regressões posteriores. Manifestam-se perturbações motoras, sob a forma de paralisias parciais, atrofia muscular com redução da força, diminuição dos reflexos.

A paralisia pode chegar aos olhos, aparelho respiratório, face e estruturas cranianas. As perturbações sensitivas são fenômenos muito frequentes. Aparecem formigamentos, “choques “, dores, e transtorna-se a sensibilidade tátil, térmica e dolorosa.

Pode ocorrer, ainda, diminuição ou supressão dos reflexos. A pele torna-se seca e escamosa ou, ao contrário, muito brilhante e luzidia, ocorrendo ainda alterações nos pelos e nas unhas.

Essas são alterações do trofismo. Em determinados casos surgem distúrbios mentais, como confusão, amnésia, delírios, alucinações visuais, auditivas, ou audiovisuais. Também são bastante comuns os desarranjos gastrintestinais e outras anomalias que acometem as vísceras.

DENOMINAÇÃO FALHA

A denominação “neurite” é incorreta, pois as lesões nem sempre são provocadas por inflamações. São mais corretos os nomes derivados de neuropatia, enquadrando a mononeuropatia (ou mononeurite), que acomete um único nervo periférico; a polineuropatia (ou polineurite) que ataca múltiplos nervos simultaneamente: e a neuropatia múltipla, que atinge vários nervos de maneira sucessiva.

As neurites podem ser sensitivas, motoras e sensitivo motoras. Quanto à evolução, classificam-se em agudas, superagudas, subagudas e crônicas. É frequente um bom prognóstico com cura total, mas elas podem ser até mesmo fatais.

São causadas por infecções (difteria), por ação tóxica (chumbo), pela lepra ou por falta de vitaminas e proteínas (carenciais) por deficiência na assimilação orgânica (dismetabólicas). Os sintomas são claros e o diagnóstico é bastante fácil, mas às vezes só serão esclarecidos com o auxílio de exames laboratoriais.

O tratamento dá-se pela localização da causa e seu combate direto. Controlam-se os sintomas e as dores com analgésicos apropriados.

Recomendam-se repouso e alimentação adequada. Aplica-se fisioterapeuta na recuperação muscular, para evitar defeitos nos membros. Ginástica e calor ativam as funções musculares, estimuladas por excitação elétrica.

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