Inflamação – Tipos, Causas e Tratamentos

A inflamação pode ser desencadeadas por todo tipo de agentes físicos, químicos ou infecciosos; o tratamento dependerá da causa. O calor no foco inflamatório, bem como a vermelhidão, decorre do aumento do afluxo de sangue ao local. A exsudação de fluido sanguíneo que escapa dos capilares acumula o líquido no ponto em que ocorre a inflamação e daí, o inchaço ou edema (tumor).

A dor resulta do envolvimento das fibras nervosas no processo. Ao mesmo tempo em que essas terminações nervosas sofrem a pressão física do edema, algumas substâncias irritantes liberadas dos tecidos agem quimicamente sobre os nervos e proporcionam o estímulo correspondente à sensação de dor.

A perda de função também se liga provavelmente à influência da inflamação sobre terminações nervosas motoras, da mesma forma como os nervos sensitivos são afetados-

Decorre daí duas tendências à imobilidade local: a primeira, voluntária, destina-se a evitar que se acentuem as sensações dolorosas provenientes da irritação dos nervos sensitivos; a segunda, involuntária, ocorre como consequência da perda de substâncias das células dos tecidos locais, sobretudo quando se verifica  acentuado escapamento de proteínas.

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Tipos de Inflamação

inflamação

As inflamações se classificam, tradicionalmente, em obediência a três critérios diferentes. No critério de duração, as inflamações dividem-se em agudas ou crônicas. A inflamação aguda aparece repentinamente, acompanhada quase sempre de calor, rubor, tumor e dor. Se não ceder em poucas semanas, terá passado para uma fase crônica.

A inflamação crônica, que pode durar semanas ou anos, resulta da persistência dos agentes. Embora o agente original possa ter desaparecido, como acontece nas lesões traumáticas, certas consequências de ação inflamatória poderão perdurar por todo o tempo. Exemplo comum é o da necrose (morte) de células locais, agente inflamatório por si, resultante da lesão primitiva.

A alteração predominante na inflamação crônica é a proliferação celular, e não a exsudação. Essa proliferação, que é um esforço regenerador do organismo na parte afetada, pode conduzir à formação de extensas áreas com adesões e retrações, estreitamento de duetos e outras deformações permanentes, que constituem sérias complicações inflamatórias.

Certas doenças como a sífilis, a tuberculose, a lepra e outras podem conduzir a um tipo especial de proliferação celular, que origina formações típicas, chamadas granulomas.

Classificações: serosa,fibrinosa, catarral ou purulenta

A inflamação poderá ser serosa,fibrinosa, catarral ou purulenta, conforme o tipo de fluido extravasado pelos capilares.Na inflamação serosa, os capilares liberam um fluido aquoso. Quando a exsudação apresenta alta proporção de fibrinogênlo, caracteriza-se uma inflamação fibrinosa.

A inflamação catarral ocorre quando os tecidos inflamados possuem a propriedade de secretar muco, pois o exsudato se apresenta mucinoso. O processo, portanto, é típico nas inflamações pulmonares, da nasofaringe, do trato intestinal, do colo do útero e das glândulas que secretam muco.

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A inflamação purulenta, obviamente, caracteriza-se pela presença de pus no exsudato. Opus é um fluido espesso formado, principalmente, por resíduos de decomposição de células mortas, liquefeito por ação de várias enzimas. Numerosas bactérias dão origem a inflamações purulentos (estafilococos, gonococos, pneumococos, meningococos), razão pela qual esses micróbios são chamados piogênicos -produtores depus.

Conforme o ponto do organismo em que se processe a inflamação (critério de localização), os aspectos morfológicos da reação poderão caracterizar abscesso, celulite, úlcera ou inflamação pseudomembranosa.

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