Invaginação Intestinal – O que é? Saiba suas Causas e Tratamentos

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A maior parte dos casos de invaginação intestinal não tem ainda as causas perfeitamente conhe­cidas. De cada cem casos, somente cinco permitem uma verificação segura por parte dos médicos: o intestino é “puxado “pelo divertículo de Meckel, pequeno saco anômalo localizado na porção final do íleo.

Trata-se de um “resto “do sistema digestivo do feto, que ainda não desapareceu completamente. Os outros 95% têm causas apenas suspeitadas. Acredita-se que sejam provocados por qualquer anormalidade nos movimentos peristálticos.

Essas anormalidades, por sua vez, também podem ter causas muito variadas: inflamações generalizadas do intestino, mudança de leite, dieta irregular, processos alérgicos e outros.

Peristaltismo é o conjunto de movimentos que impelem o bolo fecal através dos intestinos. Baseia-se em dois movimentos opostos: um de contração, ou ‘fechamento ‘ e outro de alargamento.

Uma porção do intestino se “estrangula’: como se estivesse sendo ordenhada por mãos invisíveis. Ao mesmo tempo, a porção ime­diata se abre, o estrangulamento” impele o bolo fecal para dian­te, fazendo-o ocupar o espaço que se encontra aberto. Os movi­mentos são alternados.

O trecho intestinal que se acha aberto de­pois que recebe o bolo fecal também se estrangula, ao mesmo tem­po que o seguinte se abre dando continuidade ao processo.

Dessa forma, é fácil entender como a porção de menor diâmetro invade a seguinte, que está dilatada, iniciando um embainhamento.

Também quando ocorrem em crianças maiores, ou mesmo em adultos, as invaginações intestinais não têm razões seguramente identificadas.

Mas várias causas são cogitadas: Tumores de diversos tipos, o divertículo de Meckel, alterações genéticas e outras ocorrências anormais dos intestinos.

Neste artigo falaremos sobre Invaginação Intestinal – O que é? Saiba suas Causas e Tratamentos.

Invaginação Intestinal – O que é? Saiba suas Causas e Tratamentos

CASOS RAROS

Por vezes, as invaginações intestinais apre­sentam-se de maneira incomum, consideradas curiosas pelos próprios médicos. A parte “engavetada” sofre necrosamento (morte de tecidos), desprende-se e é expulsa Juntamente com fezes. sem que os intestinos sofram danos maiores. Dessa maneira, o trânsito fecal restaura-se espontaneamente.

Em contrapartida, existem embainhamentos renitentes. Recebem o nome de invaginações intestinais agudas de caráter recor­rente. Trata-se também de casos relativamente raros: ocorrem na proporção de 1 para 80.

São os “engavetamentos “que reaparecem depois que os pacientes se submeteram a operação. Há crianças que passaram até quatro vezes pelo processo cirúrgico.

As invaginações podem também apresentar tendências para se desembainharem espontaneamente, devido a reações fisiológicas que procuram corrigir a anomalia.

Mas às vezes os médicos não se fiam muito na capacidade de “autoconserto” do organismo e, mesmo quando a radiografia mostra essa tendência, acham de bom alvitre abrir o abdome do paciente, para confirmação. Esse cuidado é justificável diante da periculosidade da invaginação.

MAIS TEMPO, MAIS MORTES

A invaginação intestinal pode, em algumas situações, atrair para o Interior intestinal o mesentério, membrana que fixa o intestino na parede do abdome.

Quando isso se verifica, a membrana, por onde correm os vasos sanguíneos e linfáticos e os nervos que servem o intestino, fica comprimida entre duas paredes intestinais.

Se o mesentério for longo e frouxo, a invaginação aumenta rapidamente, podendo mesmo exteriorizar-se através do ânus.

Em consequência da compressão exercida sobre os vasos do mesentério, a extremidade da invaginação torna-se inflamada, de cor vinhosa, carregada de san­gue, que penetra no interior do Intestino e mistura-se às fezes.

A identificaçõo da moléstia, na fase inicial, e a adoção de medi­das urgentes são cuidados Importantes, nas invaginações intesti­ nais, porque os prognósticos pioram à medida que o tempo passa.

Depois de 24 horas, a contar da ocorrência do embainhamento, ve­rifica-se um aumento considerável no índice de mortalidade. As di­ficuldades operatórias e a gangrena também se elevam na propor­ção direta do número de horas transcorridas, é muito importante conhecermos sobre Invaginação Intestinal.

CRISES ABDOMINAIS

Os sintomas mais evidentes dessa alteração consistem em crises agudas de dor abdominal, cólicas de intensidades variáveis – geralmente bastante fortes – e desassossego da criança.

Ao mesmo tempo aparecem os vômitos, seguidos depois pela evacuação com catarro e sangue. No abdome pode ser sentida, por palpação, uma “bola “alongada.

Mas esta só é senti­da nos intervalos das crises, durante as quais a musculatura abdo­minal está multo tensa. A criança geralmente é sadia, gorda, de bom aspecto. Nenhum sinal antecede a invaginação, que se instala sem aviso prévio.

O início do quadro é brusco, com cólicas que du­ram de 1 a 2 minutos. Cessam e depois de certo intervalo reaparecem. As cólicas aumentam progressivamente.

A eliminação de fezes misturadas com catarro e sangue ver (fica-se em 85% dos casos. Mas pode acontecer somente depois de de­corridas mais de 12 horas a contar do momento em que ocorreu a invaginação.

Dessa forma, o pequeno paciente poderá se prejudicar-se enormemente, se os pais ficarem esperando essa manifestação para só depois procurarem socorro médico.

Por essas  causas é importante conhecermos sobre a Invaginação Intestinal.

ABDOME EM BARRIL

Em 85% dos casos, a palpação do abdome, no intervalo das crises, vai denunciar uma protuberância, como se fosse um tumor, de consistência firme e em forma de salsi­cha.

Se a criança não for prontamente operada, além da intensifi­cação das crises e dos vômitos, o abdome aumenta de volume e as­semelha-se a um barril. Nesse estágio da alteração. a criança sofre desidratação e pode entrar em estado de choque.

Os sintomas iniciais da invaginação intestinal coincidem com os de outras doenças, em alguns casos. Quando se trata de uma criança sadia que apresenta a sintomatologia clara e precisa, a identificação do embainhamento é fácil.

O diagnóstico torna-se mais difícil, porém, quando decorreu um tempo excessivamente pequeno desde a instalação do embainha-mento ou, ao contrário, quando já se passaram muitas horas. No primeiro caso, os sinais da Invaginação Intestinal ainda não se encontram bem definidos.

E, no segundo, a criança pode ter entrado em fase de aparente calma ou torpor, sem apresentar as manifestações características da anomalia. É comum, nesses casos, não ser sentida nenhuma fumo-ração por meio das palpações abdominais.

Mas se os pais afirmarem  que a criança teve os sintomas de alte­ração, inclusive a eliminação de muco e sangue nas fezes, ela é lo­go hospitalizada, para um exame completo.

IMPRESSÃO FALSA DA INVAGINAÇÃO INTESTINAL

A radiografia contrastada, obtida peLa aplicação de bário através do reto confirma (ou não) o diagnós­tico das invaginações intestinais.

Muitas vezes, em virtude de uma diferença depressão (a do bário é maior que a do conteúdo intesti­nal), a radiografia mostra um aparente aumento do diâmetro intestinal.

Para ter certeza da regressão real, o médico realiza uma aber­tura no abdome, medida que lhe permite uma verificação segura e direta da situação intestinal.

Só existe uma forma de tratar os embainhamentos nos intesti­nos: a cirurgia. Uma vez aberto o abdome e localizada a invagina­ção, ela é desfeita com as mãos, suavemente.

Em 90% das invagi­nações agudas, é possível a aplicação desse método. Em outros ca­sos, ou elas já estão muito coladas entre si, ou surgiu a gangrena. que obrigará a retirada de uma porção intestinal, o que aumenta a possibilidade de complicações pós-operatórias.

Neste artigo falamos sobre Invaginação Intestinal – O que é? Saiba suas Causas e Tratamentos.

Imagem- maisequilibrio.com.br



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