Joanete e Lesões do Pé – Como Tratar, Quais as Causas e Sintomas

joanete-e-lesoes-do-pe-como-tratar-quais-as-causas-e-sintomas

Resultantes de topadas ou choques contra o chão, esses traumatismos são tratados com o emprego de técnicas ortopédicas especiais. As contusões dos pés são bastante corriqueiras.

A mais típica e frequente delas é aquela que atinge a falange – osso localizado sob a unha do hálux, ou seja, o dedo grande do pé.

Essa contusão resulta normalmente de batidas contra objetos pesados ou, então, da queda acidental destes sobre os pés. Pode, entretanto, ocorrer até por causa de um pisão. O trauma que sobrevém eventualmente determina uma fratura na falange.

Esta não exige imobilização ri­gorosa, mas apenas muita atenção: é possível que o hematoma – que se forma imediatamente após, por debaixo da unha, descolan­do-a – se infeccione, dando lugar aos desagradáveis e dolorosos panarícios.

Logo depois da contusão, deve-se imergir o pé acidentado em água fria corrente, lavando-o em seguida com água tépida e sabo­nete. Pode-se também recobri-lo com uma pomada anti-séptica, que, em hipótese alguma, deverá ser esfregada. Esse tratamento é repetido por um período de 3 ou 4 dias.

O paciente terá, no entanto, de agüentar o latejamento, durante todo o período em que se mantiver o hematoma. Este será natu­ralmente reabsorvido pelo organismo e, no momento em que isso ocorrer, cessarão por completo os incômodos latejamentos.

publicidade

Termi­nado esse processo, ao longo de uma semana ainda, o dedo será la­vado diariamente com água tépida, enxugado cuidadosamente e sobre ele serão fritas aplicações de pomada antibiótica.

Ao termi­nar esse segundo prazo, poderá ser necessário o descolamento da unha, o que se fará pela frente e pelos lados, até que ela possa ser extraída por inteiro e sem dor.

Neste artigo falaremos sobre Joanete e Lesões do Pé – Como Tratar, Quais as Causas e Sintomas.

Joanete e Lesões do Pé – Como Tratar, Quais as Causas e Sintomas

DISTORÇÕES

A articulação entre a tíbia e o tarso e a articu­lação subtalar são geralmente as regiões mais atingidas pelas tor­ções.

publicidade

Nesses casos, elas se denominam torções do colo do pé, afe­tando a cápsula articular das articulações citadas e também os li­gamentos deltóides que se encontram entre o maléolo interno e o tálus, o talofibular anterior e o posterior, e o calcaneofibular. entre vários outros.

A dor que acompanha as torções do pé é muito viva e seguida quase sempre de hematoma. Se o sangue pisado não aparece, é si­nal de que inexistem lesões anatômicas: bastará, então, um longo banho frio.

Afim de que o uso do pé retorne a uma quase completa normalidade. Mas, se os hematomas surgirem, far-se-á necessária a imobilização por 10 ou 15 dias, através de uma bolinha de gesso que venha da planta do pé até o joelho, exclusive, principalmente se o paciente for obrigado a caminhar.

Quando se puder reduzir ou evitar caminhadas, é suficiente uma faixa elástica bem posta, que firmará a articulação durante 8 dias. Ao fim desse período a faixa só precisa ser utilizada durante o dia. A aplicação de calor, a fim de que se ajude a recuperação funcional, não deve ser pratica­da antes do vigésimo dia após o trauma.

FRATURA DO PÉ

O osso mais importante do pé, em virtu­de de suas relações mecânicas, é o tálus ou astrágalo. Situado no centro da articulação entre a perna e o pé, ele estabelece contato com a tíbia e o perônio, assim como com o calcáneo e o escafoide do tarso.

Suas fraturas são sempre graves, de difícil recomposição, quer por meio de trações, quer por cirurgia, pois sempre deixam um prejuízo qualquer nos movimentos.

publicidade

O calcâneo, que também se rompe por meio de choques diretos, pode apresentar um trauma específico:  no momento da fratura, o músculo tríceps, com seu robustíssimo tendão, puxa para cima a parte póstero-inferior do osso, ou uma porção dela – a tuberosidade do calcâneo. A fratura atinge normalmente as duas articula­ções entre o astrágalo e o calcâneo.

E, por mais correta que seja a redução, existe a possibilidade de instauração de uma artrose nome dado a qualquer lesão articu­lar, com grave comprometimento do ato de caminhar. As fratu­ras do calcâneo podem ser reduzidas cirurgicamente, se a interven­ção ocorrer nas primeiras 48 horas após o trauma.

Depois, em vir­tude do aparecimento de um grande hematoma, a pele não poderá ser rompida sem que corra o risco de se infeccionar. Antes, porém, de se aplicar tração sobre os ossos, deve-se aguardar 4 ou 5 dias, a fim de que o hematoma diminua: o pé permanece em tração pelo menos por 30 dias.

OUTRAS FRATURAS

Os ossos do metatarso fraturam-se até espontaneamente, ao atingirem os estágios mais graves da os­teoporose – doença em que há rarefação do tecido ósseo. Não causam, porém, graves danos. Poucos dias de imobilização com gesso bastam para a recuperação da primitiva integridade.

Menção particular merece afratura da base do 5.’ osso do meta­tarso, que provoca uma distorção externa do pé. O tendão do mús­culo perônio curto que se insere sobre ele leva para cima metade da grossa dava, sobre a qual, durante o ato de andar, recai quase todo o peso da parte lateral do pé.

Se o deslocamento é notável, de­ve-se usar um parafuso para reconstruir sua integridade. Não é ne­cessário, no entanto, nenhum tratamento particular, nem mesmo o engessamento.

As falanges dos dedos do pé rompem-se facilmente. Das três é a falange proximal a que se fratura com maior freqüência, por ser a mais longa e a mais frágil. Aplicações de frio e repouso são a base do tratamento, salvo se se tratar da falange proximal do há lux, que reclama imobilização – botinha gessada – por um prazo de cer­ca de 3 semanas.

CALOSIDADE ESPESSA

A parte anterior do pé, às vezes, se alarga transversalmente. Os ossos do metatarso abrem-se em le­que e os dedos, convergindo, se fecham sobre eles. O hálux, de ma­neira particular, se desvia em direção à parte externa do pé, até formar um ângulo acentuado.

O peso altera-se notavelmente na parte anterior do pé, porque o ponto de apoio se vai transferindo gradativamente da cabeça do 1.0 e 5.’ ossos do metatarso para as dos ossos do metatarso cen­iral, sob os quais se forma uma espessa calosidade.

publicidade

A cabeça do 1.’ osso do metatarso cresce demasiadamente e é bastante comum o aparecimento de uma bolsa protetora cheia de líquido, que pode chegar a infectar-se. Este é o processo de instalação dos joanetes, que também podem ser congênitos.

Nenhuma terapia preventiva é possível, assim como o tratamen­to, sem que se proceda à abertura do local. Torna-se obrigatória a cirurgia.

O engessamento não é necessário: depois de 4 ou 5 dias volta-se a andar e, após 30 ou 40 dias aproximadamente, podem-se calçar sapatos. A mobilidade do hálux retorna ao normal, se for bem exercitada depois da intervenção.

Quando o apoio já se realiza sobre as cabeças dos 2.’, 3.’ e 4.’ ossos do metatarso – metatarso central -, deve-se antes de mais nada fazer a correção do hálux, para depois firmar o local por intermédio de uma faixa elástica, durante um ano, afim de que se consiga a diminuição do espaço entre as cabe­ças dos ossos do metatarso.

Se, no entanto, não se modifica o apoio por intermédio desse processo, há necessidade de retocar o resultado com uma osteoto­mia – talho do osso -, em forma de cunha, na base dos ossos do metatarso.

Essa prática possibilita o levantamento dos ossos do metatarso, tanto quanto for necessário, sem que se dê a alteração dos delicados relacionamentos entre eles e os dedos. A osteotomia não evita, porém, o engessamento do pé operado.

Neste artigo falamos sobre Joanete e Lesões do Pé – Como Tratar, Quais as Causas e Sintomas.

Imagem- vejasp.abril.com.br

Leia Também: