Lesão do Menisco e luxação – Tratamento e cirurgia

Menisco

Um dos machucados mais comuns entre os atletas é a Lesão do Menisco. Uma distorção grave, que cause ruptura da cápsula articular ou que provoque o arrancamento de sua inserção das extremidades dos ossos, pode impedir as relações mecânicas dos ossos. Instala-se, assim, uma luxação. As articulações do ombro, do cotovelo, do quadril e da mandíbula são as mais vulneráveis.

O prejuízo é sempre muito grave, não pelo fato de ser difícil recolocar o osso luxado no lugar, mas porque é obrigatório que se obtenha perfeito reparo da lesão capsular, afim de que a luxação não venha a ocorrer novamente. A musculatura bloqueio normalmente os ossos luxados, contribuindo para que a dor diminua.

 

 

Sintomas

Ocasionadas por um trauma que implique uma distorção capaz de romper o menisco, as lesões provocam dor viva e localizada. E, uma vez que quase sempre se trata do menisco medial, a dor se localiza na parte interna do joelho. Vem acompanhada da impossibilidade passageira de movimentar o joelho.

A retomada funcional completa geralmente faz-se acompanhar por um barulho e causa o desaparecimento da dor. A tumefação ou hidrartrose que se dá em virtude do aumento do líquido sinovial (que, em condições normais, exerce função lubrificante) é sempre tardia, leve, ou mesmo ausente. Após a retomada funcional completa, dificilmente ocorrem outros fatos de importância.

Uma particularidade importante para o diagnóstico é a repetição do bloqueio articular devida a traumatismos. Se o diagnóstico da lesão do menisco não preencher todos os requisitos, a intervenção cirúrgica não se justifica. E, mesmo quando as características da lesão do menisco estão bem determinadas, deve-se proceder a uma terapia de “espera ‘ que consiste em tração, frio permanente, imobilização.

A artrocentese (punção da articulação para retirada do excesso de líquido) não é necessária e, muitas vezes, chega a ser prejudicial. A reação sinovial atenua-se com o frio e desaparece logo, não sendo aconselhável reavivá-la com uma punção da articulação traumatizada.

Cirurgia para Lesão do Menisco e luxação

A persistência dos sintomas exigirá, porém, que se recorra à intervenção cirúrgica. Mas este é um recurso extremo, que só serve para os casos em que o bloqueio articular não se resolva espontaneamente ou por meio de tração. A intervenção deve ser feita 20 ou 30 dias depois do trauma, e possivelmente quando este já houver desaparecido.

Após a intervenção, o resfriamento da articulação é feito com bolsa de gelo por 5 ou 6 dias, mantendo-se o membro em tração com 2 kg de peso, deforma que o joelho permaneça ligeiramente dobrado. Posteriormente, procede-se à imobilização do joelho por 10 ou 15 dias, mas não com a utilização de aparelho gessado. Logo depois, o paciente poderá recomeçar a andar normalmente.

Tratamento e correção do Menisco

A recolocação requer, além de manobras apropriadas, o relaxamento muscular, às vezes conseguido com a colaboração do paciente. Mas há ocasiões em que só a anestesia geral permitirá o relaxamento.

A correção da luxação de cada uma das articulações requer manobras específicas. Algumas são conhecidas há muito tempo e foram descritas por Hipócrates. A luxação da mandíbula é facilmente reduzida: empurra-se a mandíbula com ambos os polegares, para baixo e para trás, sobre as arcadas dentárias inferiores. A luxação do cotovelo é quase sempre posterior, isto é, o deslocamento se dá para trás da epífase ulnal.

Sua redução pode ser realizada com relativa facilidade, sem anestesia: empurra-se o olécrano para diante, com o polegar, enquanto se afasta o antebraço com a outra mão. A redução da luxação do ombro admite duas técnicas. A primeira, denominada manobra de Hipócrales, consiste na tração para fora do membro superior, exigindo, porém, a colaboração do paciente, para que haja relaxamento da musculatura.

A segunda técnica para lesão do menisco é mais simples: obtém-se a redução, deitando-se o paciente sobre uma mesa, com o membro superior caído para baixo. Após alguns segundos, ocorrerá espontaneamente a redução. Se a redução for feita imediatamente após a ocorrência do trauma, o paciente não estará sujeito a grandes sofrimentos.



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