Marca-passo, Como funciona? Qual a Finalidade? Quais os Tipos?

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Um pequeno aparelho transistorizado é instalado no interior do tórax, para comandar os batimentos do coração lesado. Depois de alguns anos de funcionamento, o marca-passo pode ser substituído por outro.

MARCA-PASSO

Órgão fundamental para a vida, o coração sempre foi estudado e tratado com interesse especial. Em 1896, no entanto, o médico inglês Stephen Paget previu que a cirurgia cardíaca já havia atingido os limites impostos pela própria natureza.

Quis dizer, com isso, que nenhuma nova descoberta poderia superar as dificuldades naturais representadas por lesões cardíacas congênitas ou adquiridas. Menos de um século mais tarde, contudo, o vertiginoso progresso da medicina e da cardiologia tornaram corriqueiras as mais complicadas técnicas cirúrgicas.

Uma das descobertas, nesse campo, foi a do marca-passo, em 1952. conhecido internacionalmente por seu nome inglês pacemaker, trata-se de um aparelho que comanda os batimentos cardíacos nos casos em que se dê o bloqueio do coração.

Num pequeno nicho situado na parede do átrio direito, existem células dotadas da propriedade de gerar impulsos —elétricos- intermitentes, transmitidos compassadamente.

E o marca-passo natural do coração, que pode ser comparado a um metrônomo, aparelho encarregado de marcar o compasso musical para os estudantes de piano. Além de dar ritmo, fornece a energia necessária às contrações cardíacas.

Não há cabos condutores: o fluxo se transmite em ondas eletromagnéticas, captadas por outra ‘estação” retransmissora situada no assoalho do átrio direito. A partir daí a transmissão é feita através de feixes de fibras especiais que distribuem o impulso contrátil a todo o coração.

CORAÇÃO DESCOMPASSADO

Os distúrbios da condução ou o bloqueio cardíaco podem alterar a transmissão natural das contrações. Em consequência, os tecidos – particularmente o cérebro – se ressentem das falhas que ocorrem no fluxo sanguíneo. Tonturas, desmaios e convulsões são sintomas comuns.

Até há poucos anos existiam poucas esperanças para os pacientes com lesões graves. Em 1952 foi construído um aparelho que enviava choques elétricos através da parede torácica, provocando a contração cardíaca.

Os inconvenientes desse primeiro marca-passo eram vários: os choques contraíam também a musculatura do tórax, trazendo sofrimento ao paciente.

Em 1957 houve um aperfeiçoamento: do marca-passo – estrutura semelhante a uma pequena caixa que contém um gerador de corrente elétrica – panem um ou dois fios que terminam em uma ou duas pequenas placas, os eletrodos, ligados na parede do coração.

O aparelho é regulado para promover estímulos cardíacos na razão de 70 batimentos por minuto. Com a descarga elétrica, o coração se contrai como numa pulsação comum.

VARIEDADES

Hoje em dia existem várias técnicas de implantação para os diferentes tipos de marca-passo. Uma delas consiste em abrir o tórax e pôr o coração a descoberto. Os dois eletrodos são suturados na superfície do ventrículo esquerdo.

Os fios ligados aos eletrodos chegam, através de um túnel que se abre no tecido subcutâneo, até a caixa geradora, a qual se implanta, geralmente, na parede do abdome. Outro tipo é o marca-passo endocavitário ou endovenoso, cuja implantação evita a abertura do tórax.

Colocado,- por exemplo, abaixo da clavícula, dele pane uma sonda. Esta, por via venosa, chega ao ventrículo direito do coração, onde entra em contato com o eletrodo. Existi, ainda, um tipo em que um dos eletrodos fica sob apele, enquanto o outro – em forma de agulha – é “espetado” no coração.

Os eletrodos permanecem desligados e, se necessário, são ligados a uma bateria que fornece energia. Trata-se de uma modalidade provisória, geralmente utilizada em casos de urgência. As vezes, o marca-passo é instalado de tal modo que fica “desligado”.

Se o ritmo cardíaco cair abaixo do normal, o aparelho funcionará automaticamente, Nos Estados Unidos, o marca-passo mantém vivos mais de 50 mil pacientes, garantindo o funcionamento de seus corações à base de pequenas baterias de mercúrio.

A maioria desses pacientes leva vida praticamente normal, não necessitando de medicações suplementares. O único cuidado é um controle do estado “elétrico” e funcional do aparelho.

Assim, as baterias devem ser recarregadas periodicamente (de 2 em 2 anos). O aparelho em geral permanece inalterado por três anos, mas às vezes chega a cinco, quando deve ser substituído.

Fonte:

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Imagem:  blogs.ne10.uol.com.br



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