Microrganismos Das Doenças – Bactérias, Fungos e Resumos

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Seres meio animais meio vegetais, intermediários entre a matéria viva e a inerte, habitam o homem. Sua vida é a morte dele.

MICRORGANISMOS DAS DOENÇAS

A interdependência do mundo botânico e zoológico é ampla e complexa, pois encadeia mais de 1 milhão de espécies diferentes. A forma de dependência também é variada. O parasitismo, que é a invasão de um organismo por outro, é uma delas.

A simbiose é uma segunda forma de dependência, na qual se estabelece uma cooperação mútua entre hóspede e hospedeiro. Há também comensais, que se alojam num organismo para aproveitarem da locomoção e dos resíduos de refeições, como certos animais que vivem aderidos ao tubarão.

A biosfera (o conjunto de seres vivos que habitam o planeta) é uma rede misteriosa e intrincada de organismos que aumentam em número e que, nessa tendência, disputam entre si variadas formas de substâncias, necessitadas por todos.

A competição biológica é uma das manifestações evidentes de expansão da matéria viva, que assimila volumes de matéria inerte e de energia. Nessa guerra contínua, o homem conseguiu confinar os rivais de grande porte. Mas continua acometido por adversários insidiosos que o atacam por dentro.

Durante milênios, esses inimigos invisíveis devastaram lavouras, dizimaram rebanhos, aniquilaram grupos humanos inteiros, sem que sua existência pudesse ao menos ser suspeitada. Mas hoje estão a descoberto, em sua maior parte.

O microscópio óptico e o eletrônico permitiram que o homem estudasse os hábitos de vida dos microrganismos e desenvolvesse armas e táticas eficazes de combate.

AS BACTÉRIAS

Na flora microscópica, os primeiros concorrentes do homem a serem descobertos e combatidos eficazmente foram as bactérias, descobertas por Pasteur.

As bactérias são seres unicelulares, vegetais, que se reproduzem por divisão (não há provas da proliferação sexuada, de que alguns biólogos suspeitam). A divisão é muito rápida: em geral uma bactéria se duplica a intervalos de 15130 minutos.

Não fosse a limitação de alimentos e a atividade de inimigos naturais e as bactérias em pouco tempo dominariam o mundo. Algumas bactérias se locomovem mediante a ação de filamentos que se projetam de seu corpo, os flagelos. A forma e o tamanho das bactérias é bastante variável.

Bactérias esféricas recebem o nome de cocos; as alongadas, em forma de bastão, são bacilos (“bastonetes”); as que têm forma de filamento espiralado são as espiroquetas; e as que se apresentam em forma de vírgula são chamadas de vibriões (vibrio, vírgula).

Existem ainda tipos combinados como o coco-bacilo, causador da coqueluche. E comum que as bactérias se apresentem em agrupamentos. Diplococo, por exemplo, é um tipo de coco que se apresenta aos pares; estreptococo é o tipo que se agrupa em cadeia; estafilococo, em cachos.

Por alguma razão ainda desconhecida, as bactérias estão sujeitas a unia transformação que lhes aumenta acentuadamente a resistência a fatores desfavoráveis do ambiente: o citoplasma se condensa e se abriga dentro de uma casquinha dura e resistente. Nesse estado, a bactéria é chamada de esporo.

Os esporos resistem bem ao calor (às vezes meia hora em água fervente) e sobrevivem por anos em ambiente favorável. As bactérias que precisam de oxigênio são aeróbias; as que morrem por ação desse gás ou que só resistem a ele na forma de esporo são as anaeróbias.

FUNGOS E RICKÉTSIAS

Os fungos são vegetais, como as bactérias, mas diferentes em forma e na natureza filamentosa de sua estrutura. Cogumelos são fungos. Já as rickétsias são seres intermediários (meio vegetais, meio animais) que parasitam as células.

As rickétsias estão entre as menores células que se conhecem. Comparada com a gema de ovo de galinha, que também é uma célula, a rickétsia apresenta proporção igual à que existe entre uma banana e um morro maior que o Pão de Açúcar, por exemplo.

VÍRUS E PROTOZOÁRIOS

Etimologicamente, vírus significa veneno. E que os bacteriologistas não conseguiam localizar esses micróbios de micróbios, que escapavam ao alcance do microscópio óptico e que passavam pelos filtros mais finos, onde ficavam retidas as bactérias.

Por isso, pensavam tratar-se de um veneno misterioso. Só depois do microscópio eletrônico é que os vírus começaram a ser vistos como realmente são: seres intermediários entre matéria viva e matéria inerte. Alguns até se cristalizam, quando isolados de meio vivo.

Mas a faculdade de autorreprodução obriga os biólogos a classificá-los coma seres vivos. Protozoários são animais unicelulares que se alimentam, como outros animais, mediante assimilação de matérias orgânicas complexas.

Muitos podem transformar-se em esporos e reproduzir-se sexuadamente em algum dos vários estados que assumem durante sua vida. Em geral são feras microscópicas que atacam e devoram células do organismo que as hospeda.

COMO OS MICRORGANISMOS ATACAM

Os estragos causados pelos parasitas microscópicos são resultado acidental de sua atividade fisiológica. Quando os parasitas se instalam num organismo, caracteriza-se uma infecção. O micróbio que causa uma doença é chamado de patogênico (pathos, doença; gen, o que gera).

Algumas bactérias causam doença porque produzem substâncias que afetam células do organismo hospedeiro (toxinas). Outras vezes, as toxinas produzem reações alérgicas.

Nem todas vagueiam pelo sangue: algumas concentram-se no ponto por onde penetraram, proliferam e lançam na corrente sanguínea as toxinas, que às vezes vão atuar em órgãos e regiões distantes. Outras bactérias, assim como os fungos, os vírus e os protozoários, provocam doenças quando passam a parasitar as células em que se instalam.

Roubam-lhe substâncias vitais e perturbam tão profundamente o metabolismo da célula hospedeira que ela acaba morrendo. Os parasitas e seus descendentes, então, abandonam a carcaça e partem para outra célula.

COMO SÃO ATACADOS

As defesas naturais do organismo, em geral, são suficientes para conter uma invasão rotineira. ‘Antibióticos” naturais contidos na saliva e nas lágrimas, os lisozimas, exterminam boa parte dos microrganismos que tentam penetrar pelas vias em que estão presentes.

Outros são deglutidos e mortos pelo ácido clorídrico do suco gástrico. E muitos dos microrganismos que caem na corrente sanguínea são devorados pelos leucócitos, os glóbulos brancos, que patrulham constantemente o sangue e a linfa.

Finalmente; as toxinas são combatidas por substâncias neutralizadoras, os anticorpos, produzidas pelo próprio organismo. Os medicamentos podem exercer uma ação coadjuvante de eficácia variável. Antibióticos como a penicilina são mortais para as bactérias, mas não afetam os vírus.

Mas as maiores esperanças estão depositadas na imunologia, ramo da medicina que estuda os meios de estimular e reforçar as defesas orgânicas naturais, sempre mais eficientes quando aluam em intensidade e condições apropriadas.

Fonte:

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Imagem- zh.clicrbs.com.br



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