Miocardite: Tratamento, Formas, Tem Cura? Aguda, Prevenção e Viral

miocardite

Em certas áreas do Brasil a inflamação do miocárdio tem como causa principal a doença de Chagas, ainda sem tratamento especifico.

MIOCARDITE

Alguns sintomas gerais relacionados com a miocardite podem manifestar-se, mas nem sempre podem ser identificados como sinais dessa doença. Às vezes, denunciam a moléstia que originou o comprometimento do miocárdio.

Febre, mal-estar, sensação de fraqueza, náuseas e vômitos podem surgir associados a palpitações e aumento do ritmo dos batimentos cardíacos. Uma vez desencadeado o mecanismo, tudo se processa em circuito. A alteração das fibras que constituem o miocárdio faz com que o músculo cardíaco apresente dificuldades em bombear o sangue para a circulação geral do organismo.

E essa deficiência provoca alterações típicas. Para compensar seu enfraquecimento, o coração acelera o ritmo de trabalho; como as contrações são menos eficientes, realiza maior número delas por minuto. Começa a bater num ritmo anormal, mais rápido.

E, como consequência da irrigação deficiente, surgem falta de ar, congestão do figado, inchaço das pernas e, muitas vezes, ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal). Se a evolução da insuficiência cardíaca não for controlada, pode sobrevir a morte do paciente.

Em geral, a miocardite é classificada de acordo com a duração e a intensidade do quadro clínico. Ele pode variar desde manifestações que passam quase despercebidas, até o comprometimento intenso, com sintomas violentos e muito evidentes.

Por isso, nem sempre a duração do processo pode ser facilmente comprovada. Dessa forma, outras classificações são fritas com base nas causas, ou no tipo de lesão do miocárdio. Para fins práticos, classificam-se as miocardites em agudas e crônicas.

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FORMAS DE MIOCARDITE

A chamada miocardite aguda aparece subitamente e muitas vezes tem evolução fatal. Embora sem comprovação, grande número de agentes patogênicos já foi incriminado como o causador da miocardite. Praticamente, pode-se dizer que qualquer microrganismo é capaz de causar essa doença: vírus, bactérias, protozoários, fungos.

Algumas substâncias tóxicas, como arsênio, monóxido de carbono e clorofórmio, também são responsáveis por agressões ao miocárdio.

Essa é uma das razões pela qual a anestesia com clorofórmio foi totalmente abandonada. Entre as diversas formas de miocardite aguda, tem especial importância a que resulta da febre reumática.

É uma das causas principais da inflamação do miocárdio e, às vezes, aparecem a um só tempo o comprometimento do endocárdio (revestimento interno do coração) e do pericárdio (revestimento externo do coração). Nesses casos, o quadro clínico, que em conjunto recebe o nome de pancardite, é muito mais grave.

Apesar de modernamente a febre reumática ser controlada por drogas como a penicilina, ainda origina muitos casos de inflamação do miocárdio. Também a diferia é causa possível de miocardite. Embora a bactéria causadora da difteria não ataque diretamente o miocárdio, pode liberar toxinas que o agridem e determinem sua alteração.

Hoje em dia, a incidência da miocardite diftérica diminuiu muito, graças á vacinação preventiva (na vacina tríplice), que evita o aparecimento da doença. Muitas endocardites bacterianas são acompanhadas por inflamação do miocárdio.

Outras vezes, a miocardite aparice como man ((estação secundária de outras doenças, causadas por vírus e bactérias. Uma forma especial de miocardite é a denominada autoimune, recentemente descoberta. Consiste numa reação imunológica do próprio organismo, que se “auto-agride’: produzindo anticorpos que atacam os tecidos.

No Brasil, a principal causa da miocardite que se manifesta em caráter crônico é a doença de Chagas, afecção de incidência excepcionalmente elevada no país. Afeta milhões de indivíduos, determinando quadros crônicos de insuficiência cardíaca.

O inseto hematófago “barbeiro” (porque ataca na face). também denominado “chupão “ou “chupança’ é o transmissor da doença, lançando na circulação sanguínea o protozoário Trypanosoma cruzi.

Essa denominação foi dada em homenagem a Osvaldo Cruz, que havia atribuído a Carlos Chagas o levantamento do problema. O inseto se abriga especialmente nas frestas de casas de pau-a-pique e transmite a doença a suas vítimas ao atacar durante a noite.

Quando o protozoário atinge o coração, lesa suas fibras; a isso segue-se uma reação inflamatória com a consequente fibrose local. Em decorrência, há uma diminuição do rendimento do miocárdio.

TRATAMENTO

A evolução da miocardite depende de sua causa. E o diagnóstico nem sempre é fácil. Quando o comprometimento do miocárdio é intenso, os sinais são mais evidentes. As alterações cardíacas podem ser constatadas por eletrocardiograma. raios X do tórax e vários sinais clínicos.

A miocardite reumática, em sua evolução, é geralmente benigna e reage bem ao tratamento; mas a ocasionada por tóxicos é bem mais grave. Essa variedade de causas precisa sempre ser levada em conta na prescrição do tratamento.

No tratamento da miocardite reumática usa-se, entre outras drogas, a penicilina, enquanto que na djftérica utiliza-se o soro antitético. Mas quando os agentes causadores são vírus, ou tóxicos, não se pode seguir essa regra. Não existem drogas especificas para neutralizá-los.

O tratamento volta-se então para o controle dos sintomas. O tratamento sintomático consiste em repouso no leito, para evitar aumento do trabalho do coração, cuja musculatura já está alterada pelo processo inflamatório. Ao mesmo tempo, são administrados medicamentos especiais para compensar a insuficiência cardíaca.

Eventualmente, são adotados corticosteróides (derivados sintéticos da cortisona, hormônio da supra-renal), para diminuir a reação inflamatória das fibras do miocárdio.

Imagens: anatpat.unicamp.br       remediodaterra.com



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