Movimentos Peristálticos e Esvaziamento Gástrico – O que é?

Alguns minutos depois de os alimentos preencherem o estômago, reaparecem os movimentos peristálticos . Agora em outro ritmo e direção: são os movimentos peristálticos , que podem ser observadas ao raio X.

As fases da digestão gástrica se tornam visíveis quando se adiciona aos alimentos uma solução de bário, substância branca que dá ao bolo alimentar uma condição de alto contraste quando observada na tela de radioscopia.

Sem passagem, o bolo alimentar, calcado contra a parte baixa do estômago, se revolve e se mistura ao suco gástrico, de maneira a uniformizar o material. Quando esse conteúdo assume consistência semifluida, as ondas peristálticas começam a atingir o piloro, que aos poucos se abre para permitir a passagem do bolo alimentar,que irá sofrer posterior elaboração no duodeno.

Os movimentos peristálticos  se iniciam nas panes altas do estômago e se propagação como uma onda em direção à válvula pilórica, que separa o estômago do intestino. No ponto em que iniciam, as ondas são muito fracas, mas vão aumentando de intensidade e vigor à medida que descem em direção ao piloro, que na primeira fase da digestão permanece fechado.

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Esvaziamento Gástrico

A mistura do conteúdo gástrico, que nessa fase passa a chamar-se quimo, abandona o interior do estômago em obediência a um conjunto muito variado de fatores, entre os quais a própria composição química do material. Assim, por exemplo, as gorduras, alguns tipos de proteínas e açúcares, soluções muito concentradas ou irritantes inibem o esvaziamento gástrico.

As gorduras, se em proporção muito elevada, poderão até mesmo provocar um refluxo do material, ou regurgitação, do duodeno para o estômago.

Outros fatores que também influem no processo de esvaziamento gástrico são:

  1. o tônus do estômago: a maior ou menor rigidez das paredes varia muito de uma pessoa para outra e exerce importante influência no tempo de esvaziamento do estômago;
  2. a consistência dos alimentos: os líquidos, naturalmente, são evacuados do estômago com mais rapidez, embora o leite seja uma exceção, pois coagula ao entrar em contato com o meio ácido do suco gástrico;
  3. a fome (grau de apetite que antecede a refeição e que de algum modo pode perdurar após): também acelera o esvaziamento, talvez por influir sobre o tônus e a secreção gástricos;
  4. a atividade muscular: exercícios suaves como o caminhar favorecem a digestão gástrica; no entanto, os exercícios mais intensos tendem a inibir as contrações peristálticas e, dessa maneira, retardam o esvaziamento;
  5. a posição: em alguns indivíduos, o processo digestivo é facilitado quando se deitam, porque a posição do estômago em relação ao piloro e ao duodeno é assim mais favorável;
  6. a emoção: de modo geral, as emoções intensas diminuem e podem até mesmo interromper a motilidade gástrica e, desse modo, quase paralisar o processo digestivo; estudos recentes parecem demonstrar que as emoções expansivas aumentam a motilidade, enquanto emoções depressivas, como o medo, exercem efeito inibitório;
  7. a dor: também as dores possuem efeito inibitório, quando relativamente intensas e contínuas, como as dores renais, cólicas biliares e outras.

O esvaziamento do conteúdo do estômago é regulado pelo tônus do esfíncter pilórico. Este, por sua vez, é determinado por estímulos que afetam a musculatura gástrica como um todo. A resistência do piloro à passagem do quimo é constante, poiso pequeno orifício impede a passagem de partículas sólidas.

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