Mucoviscidose – Sintomas e Tratamentos – O que é?

A mucoviscidose caracteriza-se pelo desarranjo funcional de todas as glândulas de secreção externa (exócrinas) do organismo, que passam a produzir uma substância anômala, viscosa, responsável pela obstrução de vários órgãos. Os órgãos mais atacados pela doença são os pulmões e, com maior frequência, o pâncreas. Por Isso, a moléstia também é conhecida pelo nome de fibrose cística do pâncreas.

Apesar de estar presente em cerca de 1% de todos os recém-nascidos, as causas da mucoviscidose ainda são desconhecidas.

Sintomas

Os sintomas iniciais surgem no primeiro ano de vida.-fezes anormais, bronquites constantes, peso estacionário, apesar do apetite normal, e sudorese abundante.

Até os seis meses a criança pode parecer sadia, em virtude de o leite materno lhe conferir certa imunidade e vigor. A partir do sexto mês, porém, com a introdução do aleitamento artificial e novos alimentos, a doença torna-se mais evidente. As fezes são mais volumosas, fétidas e brilhantes. Surge a esteatorreia (acesso de gordura nas fezes), causada pela deficiente secreção pancreática, o que dificulta a digestão e absorção das gorduras. O fígado e as glândulas salivares podem aumentar de volume.

A absorção anômala se reflete em sintomas de carência nutritiva e hipodesenvolvimento: alterações oculares, raquitismo, pigmentação anormal da Pele, fragilidade dos cabelos, debilidade muscular, alterações da coagulabilidade sanguínea, edema (inchaço) das partes moles do corpo etc.

Os germes, em especial as bactérias (estafilococos, estreptococos), podem estabelecer-se nas vias respiratórias – parcialmente obstruídas e inflamadas -, provocando broncopneumonias, que muitas vezes conduzem à morte. Também são comuns as infecções das vias aéreas superiores: sinusites, laringites etc. Além disso, a sudorese exagerada pode tornar a criança extremamente suscetível a desidratações nas épocas de calor.

Diagnóstico e Tratamento da mucoviscidose

O diagnóstico da mucoviscidose é feito com base na história da doença e confirmado por exames específicos: análise do suco duodenal (obtido por meio de sonda introduzida pela boca ou nariz), determinação da quantidade de cloro e sódio no suor, e testes de absorção intestinal, em que se utiliza inclusive material radiativo. No entanto, as manifestações de sintomas mais marcantes não oferecem maiores dificuldades de diagnóstico.

Uma vez que a causa da doença ainda permanece obscura, o tratamento deixa muito a desejar. No terreno dos sintomas, porém, muito já pode ser feito, principalmente a partir do advento dos antibióticos. Diagnóstico e tratamento precoces, aliados à colaboração dos pais das crianças, muitas vezes permitem ao paciente levar uma vida praticamente normal.

A medicina dispõe de uma série de recursos que facilitam a solução dos problemas respiratórios: antibióticos (penicilinas, tetraciclinas) broncodilatadores (aminofilina), expectorantes (iodetos) e muitos outros.

Também são importantes os exercícios respiratórios, a drenagem postural (cabeça em plano inferior aos pés para facilitar o escoamento das secreções brônquicas) e a umidificação do ar com vapor de água, afim de fluidificar as secreções brônquicas. As carências nutritivas podem ser contornadas com dietas de alto valor nutritivo e de fácil absorção – que podem, ainda, ser auxiliadas por fermentos digestivos. Nas épocas quentes poderá ser-aumentada, sempre a critério médico, a quantidade de sal da dieta.



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