O Cateterismo do Coração – O que é? Mata? É perigoso? Dicas e Riscos

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Destinado a detectar anomalias cardíacas, o cateter é introduzido no cotovelo ou na virilha e chega até o interior do coração.

Uma das técnicas mais elaboradas de diagnóstico de alterações cardíacas é a do cateterismo, isto é, a introdução de uma fina son­da especial através das veias ou artérias do indivíduo. Essa sonda pode chegar até o coração e, por meio de dispositivos especiais, retirar amostras de sangue, medir a pressão ou injetar substâncias opacas aos raios X.

Neste artigo falaremos sobre O Cateterismo do Coração – O que é? Mata? É perigoso? Dicas e Riscos.

O Cateterismo do Coração – O que é? Mata? É perigoso? Dicas e Riscos

PREPARAÇÃO PARA O CATETERISMO

A técnica praticamente não apresenta perigos para o paciente, podendo ser utilizada até em crianças. Geralmente, o doente é internado na véspera ou alguns dias antes do exame e recebe antibióticos, para evitar uma eventual infecção.

Antes da introdução da sonda, reali­za-se a anestesia na porção por onde será introduzido o cateter, ou (az-se a anestesia geral.

EXAMINANDO O LADO VENOSO

Para que a sonda chegue ao lado direito do coração, disseca-se uma veia – geral­mente na prega do cotovelo, em adultos, ou na região inguinocru­ral (virilha), em crianças – e, através dela, o cateter é introduzido e levado em direção ao coração.

A extremidade do cateter é opaca aos raios 1, possibilitando que seu trajeto pelas veias seja acompanhado por meio da radioscopia.

Esse tipo é chamado de cateterismo direito porque, através das veias, o cateter chega ao átrio e ao ventrículo direitos, passando pe­la válvula tricúspide que os separa, e pode alcançar a artéria pul­monar e suas ramificações.

Quando a sonda atinge a porção direita do coração, pode-se re­tirar, desse local, amostras de sangue, que serão analisadas poste­riormente, para a verificação de seu teor de oxigênio: esse dado pode fornecer informações importantes sobre a alteração cardíaba existente.

Existe também a possibilidade de se utilizarem substâncias indi­cadoras, introduzidas nas cavidades cardíacas através do cateter.

Um exemplo importante é o da diluição da vitamina C: quando se introduz uma quantidade de vitamina C num coração normal, no interior do ventrículo direito, a vitamina passa pelos pulmões e vol­ta para o coração, já para o átrio e o ventrículo esquerdos em de­terminado tempo e com um grau de diluição previamente conheci­dos.

Se, por exemplo, existir uma comunicação anormal entre os ventrículos, a vitamina C será detectada no ventrículo esquerdo numa concentração maior e num tempo menor: nesse caso, o acon­tecimento constituirá excelente pista para o diagnóstico da alteração existente.

Por sua vez, a introdução de substâncias radiopacas permite a visualização contrastada do coração, técnica que recebe a denominação de angiocardiografia.

AS VÁRIAS MEDIÇÕES

Durante seu trajeto, o cateter é conduzido através do átrio e do ventrículo direitos e ao longo das paredes da artéria pulmonar.

Assim, a medição depressão nesses locais pode revelar alterações de pressão provocada, por anomalias, bem como alterações na tensão de oxigênio e gás carbônico no sangue. Esses dados poderão revelar, por exemplo, uma estenose (estreitamento) da artéria pulmonar.

Já a colocação do cateter e a medição de pressão nas pequenas ramificações da artéria pulmonar (artéria que, saindo do ventrículo direito, leva o sangue venoso aos pulmões, para ser oxigenado) possibilitam uma avaliação exa­ta das condições da circulação pulmonar e, paralelamente, permi­tem inferir a pressão do átrio esquerdo.

A utilização do cateter permite, ainda, a identificação de uma comunicação anormal entre átrios ou ventrículos: a passagem do cateter de um átrio (ou de um ventrículo) para outro confirma o diagnóstico de comunicação interatrial (ou interventricular).

NO CORAÇÃO ARTERIAL

A colocação do cateter nas câmaras cardíacas esquerdas tomou grande impulso graças ao avanço da cirurgia do coração no terreno das válvulas cardíacas.

Inicialmente, essa técnica era empregada para a medição de pres­sões no interior do átrio e ventrículo esquerdos: se as pressões re­gistradas não fossem normais, poder-se-ia suspeitar, por exemplo, de uma estenose da válvula mitral, que separa o átrio e o ventrículo esquerdos.

Mas, atualmente, o cateterismo esquerdo do coração vem sendo empregado freqüentemente com a finalidade de introduzir substâncias indicadoras, que possibilitam estudos de sua dilui­ção no sangue, e de substâncias radiopacas; que permitem a reali­zação da angiocardiografia.

A técnica utilizada com maior frequência no cateterismo do lado esquerdo recebe a denominação de cateterismo ventricular esquerdo retrógrado. A designação retrógrado advém do fato de o cateter ser introduzido nas artérias, con­tra a corrente sanguínea.

COMPLICAÇÕES DO EXAME

Enquanto se está reali­zando o cateterismo, aparelhos fornecem continuamente os regis­tros do eletrocardiograma do paciente; esse dado mostra, com pre­cisão, a atividade elétrica exercida pelo coração.

O controle por meio do eletrocardiograma é de grande importância, pois, comu­mente, no decorrer do exame, verifica-se o aparecimento de extra-sístoles (impulsos elétricos anômalos). Os impulsos podem surgir isoladamente ou agrupados; além disso, podem perpetuar-se, de­sencadeando crises de taquicardia.

Essas arritmias (alterações do ritmo cardíaco) derivam do estímulo mecânico provocado pela ponta do cateter, quando esta se choca com a câmara cardíaca. Quando a sonda chega ao coração, provoca estímulos anormais, que se traduzem por movimentos cardíacos também anormais.

Além de alterações do ritmo cardíaco, podem ocorrer tromboses (coagulações do sangue no interior de vasos sanguíneos ou do coração) e infecções.

No entanto, as vantagens dessa técnica supe­ram significativamente os riscos, pois o cateterismo é um método altamente eficiente e seguro para a realização de diagnósticos de alterações do coração.

De maneira geral, até recentemente, o cateterismo cardíaco ti­nha apenas interesse teórico, diante das limitações da cirurgia cardíaca.

Hoje, o grande avanço desse setor, aliado a conquistas tecnológicas como a invenção do coração-pulmão artificial e a fabricação de válvulas cardíacas artificiais, passou a exigir um perfeito diagnóstico da anomalia existente.

Neste artigo falamos sobre O Cateterismo do Coração – O que é? Mata? É perigoso? Dicas e Riscos.

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