O que é Digestão Intestinal? Pra que serve? Como funciona? Confira!

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Após se transformar parcialmente no estômago, o bolo alimentar passa para o intestino delgado, onde o processo digestivo continua.

Depois de se transformar numa massa semifluida e ácida, no estômago, o bolo alimentar passa ao intestino delgado com o nome de quimo. Nessa massa encontram-se proteínas e hidratos de car­bono parcialmente digeridos e gorduras inalteradas.

No intestino, portanto, deverá se completar a demolição das grandes moléculas em compostos mais simples, que possam ser absorvidos pela muco­sa intestinal e levados ao fígado, para transformações químicas mais complexas.

Os fenômenos químicos que ocorrem no intestino delgado depen­dem sobretudo da ação de enzimas, substâncias de natureza proteica que não atuam diretamente nas reações químicas, mas aceleram consideravelmente sua velocidade.

No duodeno, particularmente, é secretado o suco duodeno!, material alcalino, rico em muco, que se destina a proteger a mucosa duodenal contra o quimo ácido pro­veniente do estômago.

Neste artigo falaremos sobre O que é Digestão Intestinal? Pra que serve? Como funciona? Confira!

O que é Digestão Intestinal? Pra que serve? Como funciona? Confira!

SUCO INTESTINAL E A DIGESTÃO

O suco entérico ou intestinal é um líquido igualmente alcalino, viscoso, que contém muco e enzimas secretadas pelas glândulas intestinais. Seu estudo é difícil, pois ele sempre se apresenta mistu­rado com os sucos pancreáticos e com a bile.

Apesar disso, sabe-se que nele estão presentes a peptidase, a maltose, a lipase e a lactose, além de outras enzimas menos importantes, como a nuclease, a fosfatase e outras, cada uma delas com várias funções.

Em conjunto, os elementos do suco entérico desempenham fun­ções protetora, diluente e lubrificante, mais que digestiva. Mas, ex­cepcionalmente, as enzimas intestinais podem compensar, em certa medida, uma insuficiente secreção pancreática, capaz de provocar distúrbios digestivos.

E assim funciona o suco intestinal e a digestão.

DIGESTÃO INTESTINAL

As atividades digestivas, além de reações químicas e as de absor­ção, envolvem também o recurso de motilidade do intestino delga­do. A motilidade é proporcionada por vários tipos de contrações musculares. As contrações anulares, por exemplo, formam segmen­tos intestinais, que se dividem, se redividem e se desfazem durante o processo.

Tal fenômeno é denominado segmentação rítmica ou movimento pendular, e serve à importante função de misturar com­ponentes do quimo com as secreções do jejuno e do fico.

A segmentação rítmica é sucedida por contrações mais fortes, longas e lentas, as chamadas ondas peristálticas, que constituem um segundo tipo de movimento intestinal. As ondas peristálticas impelem o conteúdo do intestino para diante.

Um terceiro tipo de movimento é o rush peristáltico, semelhante a ondas, porém me­nos frequente, mais rápido e muito mais extenso do que elas. Ocorre ainda o peristaltismo reverso, ondas de sentido contrário ao das peristálticas.

Finalmente, o intestino apresenta movimentos das vilosidades, os milhares de “tentáculos” quase microscópicos que, quando se movimentam, favorecem a absorção do quimo pelas paredes do intestino.

Terminada a digestão gástrica, as substâncias alimentares são atacadas pelas enzimas dos sucos pancreático e entérico, que permitem a transformação das substâncias parcialmente decompostas no estômago. figado; pâncreas; duodeno.

Do estômago passam ao duodeno: a caseína do leite, cujas moléculas estão coaguladas; as proteínas e os carboidratos parcialmente decompostos; e as gorduras, geralmente inalteradas. O fator intrínseco (substância secretada pela mucost gástrica) permanece ligado à vitamina B12 e permite em seguida sua reabsorçôo.

Normalmente, o bolo alimentar leva cerca de cinco horas para percorrer todo o intestino delgado. A velocidade poderá ser acele­rada, se ocorrer outra refeição durante o processo.

Dessa forma ocorre a digestão intestinal.

SECREÇÃO PANCREÁTICA

Quando penetra o duodeno, o quimo entra imediatamente em contato com as secreções do pâncreas e do ligado. Os duetos que fazem a comunicação desses ór­gãos com o intestino desembocam juntos no duodeno, porção intes­tinal próxima ao estômago.

A secreção do suco pancreático obedece a dois tipos de estímulo. O primeiro provém do nervo vago, que leva ao pâncreas ordens emanadas do cérebro. Essas ordens são emitidas quando o cérebro recebe estímulos provenientes do estômago, os quais indicam a ocorrência de trabalho digestivo.

O segundo tipo de estímulo não é um reflexo nervoso. Quando o quimo penetra o duodeno, sua acidez provoca a liberação de se-cretina, que se mistura ao sangue e dessa maneira alcança rapida­mente o pâncreas.

Em resposta a esse estímulo químico, as células pancreáticas começam a secretar um suco particularmente alcali­no, que irá neutralizar a acidez do quimo.

Por isso, quando o qui­mo penetra o duodeno, a secreção pancreática aumenta consideravelmente, mas o suco recebido, agora, é pobre em enzimas e rico em bicarbonato de sódio, substância antiácida.

Dessa forma ajudando a ocorrer a digestão intestinal.

FUNCIONAMENTO

As enzimas do suco pancreático apresentam a propriedade de decompor as proteínas, as gorduras e os hidratos de carbono – as três classes de compostos às quais todos os alimentos podem ser reduzidos.

A ação proleolítica (decomposição das moléculas de proteínas) está essencialmente ligada à tripsina, à quimotripsina e à carboxi­peptidase. A tripsina é secretada no estado de tripsinogênio inativo, para posterior ativação por parte de outra enzima, a enteroquinase, produzida pelas células epiteliais do intestino.

A tripsina cinde as moléculas de proteínas e as divide em poli­peptídeos, compostos de estrutura química mais simples, embora, como as proteínas, formados por combinações de moléculas de aminoácidos.

A quimotripsina exerce ação análoga, embora secretada igual­mente em forma inativa, como quimotripsina. Também a carboxipeptidase é secretada nessa forma e exerce ação proteolítica comparável. Essa diferenciação de enzimas proteolíticas é ditada pela grande variedade de estruturas de proteínas.

O suco pancreático contém ainda uma enzima de potente ação amiol(tica, ou seja, capaz de cindir moléculas pesadas de hidratos de carbono ou amiláceos.

As grandes moléculas de açúcar são cin­didas em moléculas de maltose, também um hidrato de carbono, mas formado somente por duas moléculas de glicose (portanto, um dissacarídeo). A maltose oferece a vantagem de poder ser absorvi­da pelas paredes intestinais sem posteriores demolições.

A maltose e a sacarose podem ser simplificadas ainda mais em sua estrutura química por ação da maltase, enzima do suco pancreático que transforma esses dissacarídeos em monossacarídeos, como a glicose e a frutose.

A demolição das moléculas de gordura está a cargo da lipase. Essa enzima favorece a cisão das gorduras neutras em seus compo­nentes básicos, que são a glicerina e os ácidos graxos. A ação da lipase, no duodeno, é ativada pela presença da bile.

Além de enzimas, o pâncreas secreta muitas outras substâncias, os eletrólitos, que desempenham a importante função de controlar os níveis de acidez e alcalinidade do interior do intestino.

Além do bicarbonato de sódio, o suco pancreático inclui em sua compo­sição elementos como o cloreto de sódio, o cloreto de potássio e o bicarbonato depositário, substâncias de ação acentuadamente al­calina, isto é, antiácida.

A BILE

O fígado secreta bile no volume de 300 a 1200 milili­tros por dia. A vesícula funciona como um reservatório regulador do fluxo. A bile é formada por quatro elementos principais, além de água: os sais biliares, os pigmentos biliares, o colesterol e os eletrólitos (sódio, potássio, cálcio, cloreto. bicarbonato).

Dos qua­tro tipos de componentes, os mais importantes são os sais biliares, que participam da digestão das gorduras. Os sais biliares compreendem basicamente ácidos complexos, o ácido taurocólico e o ácido glicocólico, formados a partir do coles­terol.

Parte dos sais biliares é reabsorvida no intestino e volta ao fígado na chamada circulação enterepática. O colesterol da bile representa um excesso de material requerido para produção de sais biliares (embora no sangue seja elemento precursor da produção de hormônios esteróides).

Os pigmentos biliares, a bilirrubina e a biliverdina (bilirrubina oxidada) também são resíduos que se destinam à eliminação, junta­mente com as fezes.

Originam-se da hemoglobina de células do sangue destruídas. São chamados pigmentos por conferirem à bile sua cor característica, que emprestam também às fezes. Como o colesterol, não possuem função digestiva.

O último dos tipos principais de componentes da bile, os eletróli­tos, teriam a mesma função que desempenham em outros líquidos do organismo: a de assegurar o equilíbrio iônico entre os compo­nentes do citoplasma, no interior das células, e os componentes da solução circundante.

A carga elétrica negativa ou positiva das moléculas contidas no citoplasma poderá submetê-las à atração do meio e fazê-las abandonar o interior da célula através da membra­na.

Correspondentemente, outras partículas poderão penetrar a célula. A bile flui continuamente do fígado para dentro do colédoco, um tubo que em certa altura se bifurca para ligar-se ao intestino e, no outro extremo, à vesícula.

Em condições normais, a passagem para o intestino é bloqueada por uma válvula, o esfíncter de Oddi. Obstada em seu curso, a bile reflui e penetra no desvio que leva à vesícula.

Quando penetra o saco vesicular – semelhante a uma seringa de borracha em for­ma de pera -, a bile começa a concentrar-se, porque as paredes da vesícula absorvem água continuamente.

Essa absorção pode alcançar níveis tão elevados que a bile concentrada no interior da vesícula chega a ser de volume igual a 1 décimo do espaço que ocuparia em condições normais de diluição. Assim, embora a capa­cidade da vesícula seja de apenas 30 cc, ela poderá conter bile em quantidade equivalente a 300 cc.

CORPO E A DIGESTÃO

Durante a refeição, a vesícula recebe estímulos nervosos refle­xos provenientes do cérebro. Sob a ação desses estímulos, a túni­ca muscular da vesícula se contrai, e*atamente como uma seringa de borracha, e esguicha bile para dentro do colédoco.

Simultaneamente, outros estímulos determinam o relaxamento do esfíncter de Oddi. E a bile penetra no duodeno num jato. Os movimentos in­testinais, em seguida, determinam a mistura e a diluição da bile no bolo alimentar. –

Por não conter nenhuma enzima, a bile não exerce qualquer fun­ção digestiva propriamente dita. Mas os sais biliares atuam como poderosos agentes emulsificantes.

Sob a ação dos sais biliares, as gorduras subdividem-se, diluem-se e, dessa maneira, se expõem a uma ação mais eficaz da lipase contida no suco pancreático e a uma discreta ação lipolítica do suco entérico, que também contém enzimas desse tipo.

Da interação de todas essas substâncias provenientes do ligado, do pâncreas e do próprio intestino delgado, sobrevém a digestão dos alimentos ingeridos.

A ação química desses agentes, comple­mentada pela ação mecânica dos movimentos intestinais, não che­ga a constituir todo o processo digestivo. Mas prepara o caminho para a última etapa: a da absorção intestinal.

Neste artigo falamos sobre O que é Digestão Intestinal? Pra que serve? Como funciona? Confira!

Imagem- greenme.com.br



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