Obstruções Arteriais – Veia entupida, Prevenções, Sintomas e Dicas

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Causados pelo acúmulo de substâncias sanguíneas, os “entupimentos” das artérias têm como única solução, em casos avançados, a cirurgia.

SOBRE AS OBSTRUÇÕES ARTERIAIS…

 

Mesmo a olho nu, observam-se na artéria doente placas focais de coloração amarela, elevadas e grossas: as placas fibrosas. Isso significa que o paciente fuma demais, sofre de diabete melito ou tem predisposição hereditária à aterosclerose.

Verificou-se estatisticamente que o cigarro agrava a suscetibilidade à doença, à qual os portadores de diabete melito são particularmente sensíveis. Também com base em estatísticas, afastou-se a hipótese de a ingestão de colesterol desempenhar papel preponderante no processo, como há pouco se pensava.

A participação desse tipo de gordura é aleatória: computaram-se casos em que ele está inteiramente ausente, outros nos quais aparece em taxa mínima e alguns em que ele se registra em dosagem alta.

Surgiu então outra teoria, afirmando estar a doença ligada ao fator genético: levanta-se, portanto, a hipótese de que a pessoa, herdando o gene recessivo ou o dominante de pais ateroscleróticos, automaticamente adquire predisposição à doença.

SINTOMAS

Na maioria das vezes, a instalação e a progressão das lesões ateroscleróticas são assintomáticas. Os sintomas – dos quais o mais importante é a dor – têm início com a diminuição do fluxo arterial ou com isquemia localizada do território prejudicado pelo abastecimento precário.

O processo é gradual se a obstrução for lenta e progressiva, e súbito, se for repentina. Os sintomas variam de acordo com a região atingida, podendo não se manifestar se o “entupimento “for pequeno. A claudicação intermitente tem às vezes inicio discreto, queixando-se o paciente de cãibras e formigamento transitório, que melhoram com repouso.

A pessoa muitas vezes repara que a perna ou o pé se mostram pálidos, apresentando coloração diferente se comparados ao membro são rodem ser constatados, ao contrário, rubor mais acentuado e manchas azuladas – fatos que indicam que a obstrução se encontra em estágio avançado.

Mudança de coloração com mudança de postura constitui sinal bastante significativo de obstrução arterial. O médico manda o paciente levantar a perna comprometida durante um minuto e observa a mudança de coloração. A perna, que fica pálida ao ser baixada repentinamente, leva às vezes até um minuto para recuperar a coloração natural.

A evolução desses sintomas pode chegar mesmo à gangrena das últimas porções dos membros (dedos, calcanhar), atingindo até, às vezes, toda a mão ou o pé inteiro. Isso significa que o suprimento de oxigênio baixou a zero – uma vez que o sangue não está mais irrigando a zona -, acarretando, portanto, a necrose (morte dos tecidos).

DIAGNÓSTICO

Antes que a obstrução provoque gangrena – que requer inevitavelmente amputação – o médico, através de exames adequados e paciente observação da sintomatologia, estará de posse de elementos para o diagnóstico.

Se a obstrução for crônica e de pequena monta, pode ser empregado o tratamento clínico, que consiste basicamente na administração de drogas vasodilatadoras. Trata-se de medicamentos especiais que fazem com que as paredes arteriais percam a rigidez e se alarguem, dando vazão ao sangue.

Esse tratamento também é recomendável para os casos de pacientes que não poderiam suportar uma intervenção cirúrgica. A operação é indicado de acordo com numerosos fatores, cuidadosamente avaliados pelo médico.

Dessa maneira, são levados em conta o tipo da enfermidade, a localização, a extensão das lesões, o estado geral do paciente e o comprometimento de órgãos motores (coração, rins, cérebro).

A CIRURGIA

Quando consiste na abertura da artéria obstruída, para a retirada de trombo ou trombas recentes, o tratamento cirúrgico recebe o nome de trombectomia. Tendo anestesiado o paciente, o cirurgião faz a incisão da pele, do tecido subcutâneo e da aponeurose (membrana fibrosa).

A seguir, é feito o isolamento do tronco arterial e de seus ramos, para que o sangue seja desviado da artéria lesada. Também são isoladas as artérias acima e abaixo da região a ser trabalhada. Executada essa preparação, abre-se a artéria obstruída. O corte pode ter sentido longitudinal ou transversal.

Nesse momento, injeta-se acima e abaixo do trombo uma substância especial, a heparina, que impede a formação de novos trombos. Com uma pinça, remove-se então o tromba. Depois de extraído o coágulo, o cirurgião “limpa “a artéria (que no momento se encontra vazia) com heparina.

Ver (ficando o fluxo sanguíneo, efetua-se nova heparinização, e a artéria agora pode finamente ser fechada. Para a realização do fechamento, o cirurgião utiliza fios especiais e agulha que varia de acordo com o calibre da artéria que deve ser suturada.

Nos casos em que a artéria estiver mais estreita do que o normal, é empregado na sutura um remendo de veia. Dessa maneira, a artéria reassume o diâmetro anterior.

Fontes:

1, 2

Imagens: estudofisio.wixsite.com

 



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