Os Tumores do Canal Medular – Tratamentos, Sintomas e Riscos

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Os sintomas variam e muitas vezes atrapalham o diagnóstico. Quando este se confirma, a cirurgia é o tratamento mais indicado.

Anatomicamente, a medula espinhal é o prolongamento do encéfalo, estendendo-se da porção inferior do osso occipital até a altu­ra da primeira ou segunda vértebra lombar, ocupando parcialmen­te o interior do canal vertebral.

E envolvida por três membranas protetoras, as meninges: dura-máter, aracnóide e pia-máter. A me­dula espinhal se apresenta protegida também por um coxim bas­tante espesso de nervos espinhais que se dirigem a diferentes re­giões do corpo, inervando-as.

Quando surge um tumor, a medula espinhal e os nervos sofrem compressão, o que provoca diversas alterações neurológicas, uma vez que o tumor, formação anormal de massa crescente, é um cor­po estranho que, ao aumentar, acaba comprimindo as estruturas mais próximas.

Daí os tumores da medula espinhal receberem o nome técnico de compressões radiculomedulares. A compressão determina lesões na medula e nas raízes nervosas, provocando sin­tomas e sinais deperturbações neurológicas.

A mesma compressão ocasionada pelo tumor pode interferir na circulação da medula, determinando a diminuição da irrigação sanguínea local (isquemia), o que acarreta a degeneração da medu­la. Nesse caso, a lesão se torna irreparável.

Neste artigo falaremos sobre Os Tumores do Canal Medular – Tratamentos, Sintomas e Riscos.

Os Tumores do Canal Medular – Tratamentos, Sintomas e Riscos

A DOR AVISA

Muitas vezes este é o único aviso. Outras, suas próprias características permitem localizar o nível da lesão. A dor é determinada por irritação ou compressão que o tumor exerce sobre a medula e as raízes nervosas.

No entanto, a dor pode apresentar períodos de remissão, que aparentemente não deveriam existir, já que a compressão é contí­nua. Ocasionalmente, a dor pode ser intensificada por tosse e esforços físicos. Em contrapartida, quando sentado ou com as per­nas encolhidas, o doente experimenta sensação de alívio.

Outro sintoma típico dos tumores da medula são as alterações sensitivas que podem surgir rapidamente, em horas ou dias. Resul­tam geralmente da compressão aguda de um tumor maligno ou da hemorragia que ocorre mesmo com tumores benignos.

O mais co­mum, no entanto, é tais alterações se instalarem lenta e progressi­vamente, sendo mais freqüentes as alterações sensitivas que provo­cam formigamento, estiramento e sensação de frio ao nível dos membros inferiores ou superiores.

Pode surgir, ainda, diminuição na percepção do tato, calor, frio, pressão e mesmo a completa anestesia da região ou regiões comprometidas. Essas alterações sensitivas também fornecem elementos valiosos para determinar a localização do nível do tumor.

ALTERAÇÕES MOTORAS

Paralelamente, as alterações sensitivas são acompanhadas por alterações motoras, caracteriza­das por fraqueza progressiva e espasmos musculares, d(ficuldade nu andar, na prccnst5o de objetos ou na execução de movimentos antes realizados com facilidade pelo doente.

Nos membros superio­res, em geral, surgem dificuldades para se abotoar ou elevar os braços; nos inferiores, verificam-se dificuldades em subir escadas, correr, levantar-se e em outras atividades que ex (Iam esforço.

Podem surgir paresias (alterações parciais da motricidade) ou pa­ralisias de tipo espástico (quando os músculos ficam hiperexcitá­veis, com reflexos aumentados) ou de tipo flácido (se os músculos se tornam frouxos, sem tônus, com reflexos diminuídos).

Além das dores, alterações sensitivas e motoras, existem tam­bém alterações viscerais e eutróficas (da alimentação dos tecidos). Estas caracterizam-se especialmente por distúrbios no controle dos esfincteres anal e vesical.

Os sintomas vesicais geralmente são frequentes e precoces e notados pela dificuldade em iniciar a mic­ção e, a seguir, pela incontinência vesical (dificuldade ou até mes­mo impossibilidade de adiar a micção). A constipação intestinal ou a incontinência fecal (dificuldade de expulsar ou reter as fezes) são ocorrências menos comuns e mais tardias.

Podem-se verificar, em alguns casos, transtornos na esfera se­xual, inclusive com progressiva impotência. Em geral, esses trans­tornos se verificam nas fases mais tardias da doença. Acompanha­dos pelo ressecamento e pela fragilidade da pele, favorecem o apa­recimento das chamadas úlceras de decúbito (escaras).

LOCALIZAÇÃO DOS TUMORES

Não são raros os sos em que os próprios sintomas indicam a localização da lesão tumoral. As características da dor, as alterações regionais de sen­sibilidade, da motricidade e dos reflexos.

A diferença entre a inte­gridade de determinadas percepções e a abolição de outras são alguns dos aspectos a serem conside­rados na detecção da provável localização de um tumor.

Uma classificação útil e importante dos tumores da medula es­pinhal é a que se refere à localização do tumor em relação às me­ninges. Assim, as compressões radiculomedulares podem ser ex­tradurais ou intradurais; estas, por sua vez, subdividem-se em in­tramedulares e extramedulares.

Os tumores extradurais – neurofibromas, hemangiomas e linfossarcomas, por exemplo – originam-se de estruturas situadas fora da dura-máter (meninge mais externa) ou, mais frequentemente, são metastáticos, ou seja, surgem a partir de um foco tumoral localizado a distância e que se propagou até a medula.

Do foco tumoral metastático, o tumor expande-se em direção ao canal me­dular, comprimindo o espaço extradural e a medula, à medida que vai crescendo. É o que ocorre com tumores metastáticos da prósta­ta ou das mamas.

Estes, além de determinar os sintomas e sinais habituais, podem promover alterações na circulação sanguínea local, com isquemia e as consequentes alterações degenerativas se­guidas da necrose dos tecidos. Surgem, por esse motivo, vários, da­nos neurológicos que se tornam contrarreparos.

Já os tumores intramedulares são originários do próprio tecido da medula espinhal. Comumente apresentam crescimento lento, demorando vários anos para se manifestar clinicamente. Os tumo­res extramedulares, por sua vez, situam-se na parte interna da du­ra-máter,fora, porém, da medula propriamente dita.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico fundamenta-se no quadro clínico. Sintomas que sugerem o diagnóstico são a progressiva fra­queza muscular e a hiperexcitabilidade com reflexos aumentados dos músculos das extremidades, as alterações da sensibilidade, os distúrbios esfincterianos e os reflexos anormais.

Mas se o tumor é pequeno, produzindo apenas alguns sintomas imprecisos, o diagnóstico torna-se difícil, existindo a possibilidade de confusão com outras doenças. Torna-se necessária, então, a adoção de técnicas diagnósticos mais complexas, especialmente o estudo do líquido cefalorraquidiano (líquor) e estudos radiológicos.

O estudo do líquido cefalorraquidiano abrange técnicas espe­ciais que incluem medidas manométricas para a avaliação de sua pressão e manobras destinadas a verificar a existência de blo­queios na circulação do líquor.

Se houver obstrução em certo nível medular, o aumento da pressão do líquor, por meio de manobras como compressão de veias, tosse e outras, não se transmitirá à co­luna liquórica situada abaixo da obstrução.

A presença de com­pressão radiculomedular determinará auhiento da pressão do liquor situado acima da compressão, de maneira semelhante à pres­são encontrada numa mangueira de água em que exista estrangu­lamento em determinado ponto.

Podem-se verificar, ainda, altera­ções na composição do líquor: mudança da cor ou modificação do conteúdo normal de células e proteínas, provocadas pela presença do tumor. Quando existe suspeita de compressão da medula, pode­rá ser indicado o estudo radiológico da coluna vertebral.

O tratamento das compressões medulares provocadas por tumo­res, na maioria dos casos, é cirúrgico. Uma vez diagnosticada a compressão, procede-se à operação que visa a retirar, na medida do possível, o elemento compressivo (tumores ou processo infec­cioso encapsulado).

Como muitos dos tumores são de natureza be­nigna, é freqüente que a cirurgia apresente ótimos resultados. São também importantes as medidas gerais de nutrição e hidra­tação do paciente, acompanhadas de exercícios fisioterápicos ade­quados, para que se impeçam as atrofias musculares.

Neste artigo falamos sobre Os Tumores do Canal Medular – Tratamentos, Sintomas e Riscos.

Imagem-setorsaude.com.br



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