Cristais Oxalato de Cálcio na Urina e Cólica Renal

Os cálculos renais,formados por sedimentação ou aglomeração de substâncias do sangue e da urina, podem provocar cólicas violentas (cólica renal). Os cálculos podem aparecer em qualquer parte das vias urinárias e formam-se pela aglomeração de cristaloides que o sangue descarrega na urina, para serem eliminados. A maioria dos cálculos renais são mistos, apresentando constituição variada de cristais oxalato de cálcio, fosfato de cálcio, fosfato amoníaco-magnesiano, ácido úrico e cisteína.

 

Cristais Oxalato de Cálcio

 

Por outro lado, é muito comum a presença de matéria orgânica na constituição dos cálculos. Como a capacidade renal é limitada, quando é muito grande a quantidade desses elementos no sangue, os rins não conseguem eliminá-los.

A presença dos cristais dá início a formação das pedras, por sedimentação ou aglomeração. Moléculas complexas, formadas de proteínas que se unem com substâncias sacarídeas, também podem formar os núcleos que darão origem a cálculos.

O que é Cristal de Oxalato de cálcio?

Cristal de Oxalato de cálcio é a substância em maior presença nos cálculos renais (pedra nos rins).  O cálcio vai aparecer em quantidade elevada na urina de indivíduos que possuem maior chance de ter pedras nos rins. Estas pessoas precisam se hidratar muito bem para não apresentarem pedras no futuro.

Causas dos cálculos renais

A rigor, as causas e mecanismos da formação dos cálculos renais são ainda desconhecidos ou mal entendidos. De modo geral, aceita-se uma distinção esquemática de três fatores precipitantes, ou, pelo menos, muito importantes na formação das pedras. A concentração dos cristais na urina seria o mais importante de todos.

Verificou-se que os indivíduos desidratados, que, por isso mesmo, apresentam pequena excreção urinária, têm um aumento de concentração dos cristaloides na urina eliminada e, paralelamente, um índice maior de calculose renal.

Doenças que afetam o metabolismo do cálcio, como, por exemplo, hiperparatireoidismo (função exagerada das glândulas paratireoides), hipervitaminose D (quantidade excessiva de vitamina D no organismo), tumores ósseos destrutivos, reabsorção óssea aumentada e, discutivelmente, quantidades exageradas de cálcio na alimentação, também podem ser fatores predisponentes à formação dos cálculos.

 

Cálculos e Cristais de Oxalato de cálcio

colica-renal

Em algumas doenças ainda mal definidas, na maioria enfermidades metabólicas hereditárias, ocorre um aumento da excreção dos cristais de oxalato de cálcio. Esta também poderia ser uma causa capaz de criar condições para a calculose.

Quando há um aumento de cisteína no sangue – aumento provocado por doenças metabólicas -, essa substância é eliminada em quantidades anormais pela urina, podendo ocorrer, diante da incapacidade dos rins para esgotá-la, a deposição dos cristaloides. Estes, nos rins ou na bexiga, poderão transformar-se em núcleos em torno dos quais se formarão pedras.

O mesmo pode ocorrer com a elevação do ácido úrico.Contudo, acredita-se que o aumento puro e simples desses cristaloides no organismo não produz, por si só, os cálculos. Há necessidade de outras formas de predisposição física para que eles surjam. E estes outros fatores não estão bem determinados.

A função quase que unicamente mecânica das vias urinárias representa fator importante na formação ou não de cálculos renais. Quando as vias urinárias funcionam perfeitamente, a eliminação de líquidos é rápida, dificultando a deposição dos sais que dariam início à formação de pedras. Ao contrário, se a eliminação da urina for difícil, podem aparecer infecções precipitando o processo de formação das pedras.

Acredita-se também que os indivíduos normais sejam dotados de proteção contra a formação de cálculos. Essa proteção seria representada pela secreção de certas substâncias inibidoras da formação de concreções.

Outro fator aceito – com reservas – como predisponente para a formação de pedras nos rins é a carência de vitamina A. Diz a teoria que a falta de vitamina A provocaria alterações no epitélio (membrana externa) renal, levando à formação de superfícies endurecidas, pela deposição de sais. Esses pontos endurecidos dariam origem a cálculos renais.

Alteração da glândula paratireoide

Uma alteração da glândula paratireoide (responsável pelo metabolismo do cálcio e fósforo no organismo), distúrbios que tornem os ossos porosos, multiplicação anormal de células de um tecido, tumores e outras afecções também estão incluídos entre os fatores que predispõem à calculose renal.

A maioria dos casos de pedras nos rins é unilateral. Formam-se, com maior freqüência, nos cálices renais, na pelve renal e na bexiga. As pedras menores são, geralmente, mais prejudiciais, porque conseguem penetrar pelas vias urinárias, produzindo cólicas e ferimentos.

Bactérias

Também as bactérias podem agir como núcleos para a formação dos cálculos. Existem algumas bactérias que decompõem a ureia em amônia. Essa decomposição também torna a urina alcalina, o que favorece a formação de fosfatos inorgânicos, em torno dos quais a pedra se desenvolve. Entre esses germes estão os do grupo Proteus, as salmonelas e alguns tipos de estafilococos.

Outros Fatores…

Alterações do estado físico-químico da urina são apontadas como outros fatores capazes de precipitar a formação das litíases renais. Modificações no teor ácido ou alcalino da urina poderiam provocar a formação e deposição de núcleos. No caso de unta infecção das vias urinárias, por exemplo, os fosfatos amoníaco-magnesianos, que não se depositam na urina normal, passam a formar concreções na urina que se tornou alcalina.

É fundamental o acompanhamento médico caso perceba alta concentração de Cristais Oxalato de Cálcio.



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