Para que Serve o Metabolismo Basal? Taxa Metabólica e Muito Mais!

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A partir da quantificação da energia que o organismo transforma em trabalho, os médicos podem descobrir várias doenças.

METABOLISMO BASAL

Toda a atividade orgânica humana significa trabalho, que se efetua de diferentes maneiras. Quando a atividade depende da contração muscular, o trabalho é de natureza mecânica. Para o transporte ativo de moléculas através das membranas celulares (atividade renal e das glândulas de secreção externa e interna), o trabalho é osmótico.

Percepção e pensamento, atividades de extrema complexidade, também não podem ocorrer sem trabalho. Efetua-se então o que se poderia chamar de trabalho eletroquímico, pois a passagem do impulso nervoso aos receptores sensitivos nos corpos celulares dos neurônios depende de uma onda de potencial negativo.

Surgindo ao nível do receptor, ela se propaga em direção ao sistema nervoso central. No entanto, para que a onda ocorra, é necessário que haja escape de potássio da célula para o espaço extracelular, passando o íon sódio desse espaço para o interior da célula.

Se o “laboratório” humano produz trabalho incessantemente, essa produção deve resultar da conversão de outra forma de energia nas diversas modalidades de trabalho de que depende a vida.

As pesquisas do químico francês Lavoisier, realizadas em fins do século XVIII, mostraram que os animais consomem oxigênio e produzem gás carbônico e água – que são justamente os resultados também da combustão de uma vela de espermacete.

Lavoisier propôs, então, que a vida deveria ser mantida através da combustão que se realiza de maneira lenta, e a baixas temperaturas, no interior do organismo animal. Essa concepção é basicamente correta.

Os trabalhos realizados depois de Lavoisier apenas a ampliaram, resultando numa extraordinária evolução do conhecimento da complexíssima cadeia de reações intermediárias entre os combustíveis biológicos e os produtos finais da combustão.

O conceito fundamental de Lavoisier não foi, portanto, alterado: os animais podem ser encarados, sob o ponto de vista energético, como máquinas térmicas.

CALOR MENSURÁVEL

Para se medir a quantidade de energia térmica liberada na combustão de um alimento, utiliza-se um aparelho denominado calorímetro de bomba, que consiste essencialmente de um receptáculo, sobre o qual é colocada uma quantidade de alimento cujo peso é rigorosamente verificado.

Perto desse receptáculo há dois eletrodos que atravessam as paredes da câmara de combustão e que podem ser ligados a uma fonte externa fornecedora de energia elétrica.

Acrescenta-se à bomba, para se efetuar a medição, grande quantidade de oxigênio, de maneira que a pressão interna alcance algumas atmosferas, tomando-se, portanto, superior à externa. A seguir, a bomba é hermeticamente fechada e mergulhada na água de um recipiente provido de isolamento térmico.

Os eletrodos são ligados, então, durante um lapso de tempo suficiente apenas para produzir uma rápida faísca entre os dois pólos. Segue-se um clarão: o alimento inflama-se de maneira explosiva.

Está registrada a quantidade de calor existente no alimento. A quantidade de calor liberada na combustão é calculada medindo-se a temperatura da água circulante antes e após a experiência.

A diferença de temperatura é convertida em quantidade de energia medida numa unidade especial chamada caloria (cal). É a quantidade de energia térmica necessária para elevar 1 grama de água da temperatura inicial de 15°C para uma final de 16°C.

A quantidade de calor por grama de alimento queimado varia. Assim, energeticamente, as gorduras constituem o alimento mais rico, pois cada grama libera 9 kcal de energia. Seguem-se as proteínas, com 6 kcal por grama, e imediatamente depois os hidratos de carbono, com 4 kcal/g.

O METABOLISMO

A quantidade de energia gasta pelo homem varia conforme as condições ambientes e alimentares. Doze a quinze horas após a última refeição moderada, deitado num quarto cuja temperatura seja de cerca de 20°C, o indivíduo normal produz determinada quantidade de calor.

Essa quantidade de calor recebe o nome de metabolismo basal. Representa a energia gasta para manter o sangue em circulação, os movimentos respiratórios e o estado de semi contratura permanente dos músculos – o tônus muscular. O metabolismo basal é determinado pelo método da calorimetria indireta.

O aparelho utilizado para tal fim consta basicamente de um gasômetro. Sua câmara contém oxigênio puro, cuja quantidade pode ser conhecida a cada momento, graças à escala milimétrica. Do gasômetro sai um duplo tubo que é dotado de uma válvula em um dos ramos.

Abaixo dessa válvula, os dois ramos se reúnem num único tubo, que termina numa peça bocal. Por ela o indivíduo respira, estando as duas fossas nasais obstruídas.

A válvula existente no tubo, assim como aquela que é colocada sobre o recipiente contendo cal sodada – mistura grossa e granulosa de óxidos de cálcio e sódio – fazem com que, durante a inspiração, o indivíduo receba o oxigênio contido no gasômetro.

Quantidade de oxigênio consumida pelo paciente

Durante a expiração, o ar “usado” pelo paciente é devolvido ao gasômetro, após ter atravessado o recipiente de cal sodada. Esta última tem como “incumbência” limpar o oxigênio: absorve o dióxido de carbono eliminado na expiração. Assim, a câmara do gasômetro sempre contém oxigênio puro.

Por meio da escala milimétrica pode-se conhecer a quantidade de oxigênio consumida pelo paciente durante determinado tempo. Trata-se do oxigênio necessário para manter viva a permanente combustão de hidratos de carbono, gorduras e proteínas que se processa no “laboratório” humano.

Comparando o metabolismo basal de pessoas que possuem a mesma idade, verifica-se que ele varia de acordo com a superfície corporal do paciente examinado. E claro que a superfície corporal depende da altura e do peso do indivíduo.

Portanto, para que os resultados do metabolismo basal de pessoas da mesma idade, mas que apresentam pesos e alturas diferentes, possam ser comparados, faz-se necessário expressar o valor metabólico em kcal por m2 de superfície corporal. Isso pode ser feito com o emprego de uma tabela simples.

No entanto, mesmo expresso em kcal/m2, o valor do metabolismo basal ainda depende da idade e do sexo. Para se obter o resultado normal deve-se levar em conta esses dois fatores, o que resulta numa nova escala.

 

Metabolismo basal inferior ao normal

O metabolismo basal às vezes pode ser inferior ao normal, nos casos de subnutrição ou jejum prolongado – como ocorre com os faquires, por exemplo, ou com as pessoas que fazem greve de fome.

Sendo a tireoide uma glândula responsável pelo controle do metabolismo, é de se esperar que uma alteração dela reflita no processo metabólico. Talvez a causa mais comum do hipotireoidismo seja a deficiência de iodo na dieta.. É sabido que os habitantes de regiões montanhosas são submetidos a dietas deficitárias em iodo.

Isso explica a ocorrência notavelmente elevada de hipotireoidismo nos habitantes das regiões montanhosas do Estado de Minas Gerais. O metabolismo basal também pode ser reduzido nos casos de obesidade, devido a alterações da hipófise ou das regiões hipotalâmicas do cérebro.

A doença de Addison, em que a glândula ad-renal é destruída parcial ou totalmente por lesões tuberculosas, também se caracteriza pela queda do metabolismo. Nos casos de pessoas portadoras de hipertireoidismo, o metabolismo basal aumenta.

Às vezes esse hiperfuncionamento da glândula tireoide pode ser devido a tumores funcionalmente ativos na glândula. Febres, leucemia e diabete também podem contribuir para a elevação do metabolismo basal.

Fontes:

1, 2, 3

Imagem: emagrecersr.com



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