Parada Cardiorrespiratória – Primeiros Socorros e Cuidados – O que é?

Um simples choque elétrico pode parar o coração; medidas caseiras, como a massagem do tórax, podem evitar a morte do indivíduo por parada Cardiorrespiratória.

O que é parada cardiorrespiratória?

O conceito de parada cardíaca se restringe somente aos casos em que o estado geral da pessoa é compatível com a continuação da vida. A parada do coração, em si, não é mortal e tem até sido utilizada como meio auxiliar na correção cirúrgica de defeitos cardíacos.

Por isso, apenas o conceito deparada cardíaca mio é suficiente para que a pessoa seja dada por morta. Particularmente nos casos de transplantes de órgãos, as polémicas nesse sentido se reavivaram, tendo os médicos estabelecido, então. o conceito de morte cerebral.

parada-cardiorrespiratoria

A parada cardíaca ocorre de dois modos: cessam os batimentos – a chamada assistolia -, ou os batimentos assumem a forma de fibrilação ventricular, caracterizada por contrações irregulares e ineficientes que precedem a parada total,

Na assistolia, o coração torna-se imóvel, azulado e com as paredes flácidas. As coronárias, vazias, perdem a sinuosidade e as veias apresentam-se cheias e salientes. A fibrilação ventricular manifesta-se por uma movimentação desordenada das fibras musculares, que se contraem isoladamente e sem ritmo.

A falta de irrigação do miocárdio traz a atonia (alta de vigor) e, por fim, a parada cardíaca. A assistolia pode passar para fibrilação ventricular e vice-versa, espontânea ou terapeuticamente.

Entre as consequências da parada cardíaca, destacam-se a hipoxia (queda da taxa de oxigênio), retenção de gás carbônico (CO), compressão mecânica impedindo a entrada ou saída de sangue do coração, assim como rápida alteração do volume sanguíneo.

O diagnóstico imediato da parada cardíaca é fundamental. pois, em pouco tempo, as lesões cerebrais podem se manifestar.

Sintomas

São sinais do acidente: pupilas dilatadas, lividez da pele (adquire tons marmóreos), extremidades azuis (cianose), parada da respiração e, se durante uma cirurgia, ausência de sangramento.

Cuidados

Como de três a quatro minutos após a interrupção dos batimentos cardíacos verifica-se comprometimento cerebral, as diversas medidas de urgência devem se seguir de imediato ao diagnóstico. A ventilação dos pulmões – manobra preliminar – é de extrema importância, uma vez que vai permitir a oxigenação do sangue e dos tecidos, sem o que a massagem do coração seria totalmente ineficaz.

Quando aparada cardíaca se verifica durante uma intervenção cirúrgica, imediatamente é introduzido oxigênio através do cateter nasal, máscara de ventilação ou, ainda, por uma sonda inserida na traqueia do paciente.

Primeiros Socorros – Paradas Cardíacas

Nos casos de emergência fora de hospital, deve-se proceder à respiração boca a boca, tendo-se o cuidado de colocar a cabeça do acidentado totalmente estendida para evitar a queda da língua – o que dificultaria a ventilação pulmonar. Os movimentos respiratórios devem ser da ordem de doze a quinze por minuto, com duração de cinco segundos cada. A inspiração deve levar mais de dois segundos, enquanto na expiração devem-se gastar três segundos, afim de impedir o acúmulo de gás carbônico.

A massagem cardíaca interna é usada durante as cirurgias ou quando a massagem externa se revela ineficiente. Para a massagem externa, deita-se o paciente no chão ou sobre uma mesa. A cabeça deve estar em hiperextensão e a ventilação pulmonar precisa ser adequada.

O reanimador coloca as mãos, superpostas, sobre o terço médio do esterno, de modo a comprimir esse osso numa profundidade de 2,5 a 3 centímetros, no sentido ântero-posterior, com frequência de sessenta a oitenta movimentos por minuto. Com a respiração boca a boca e a massagem, o paciente poderá resistir ou mesmo se recuperar até a chegada de socorro.

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