Parto Pélvico, Conheça os Riscos e Dificuldades

parto-pelvico-conheca-os-riscos-e-dificuldades

Má estrutura do útero e a existência de fibromas podem fazer com que o bebê nasça pelos quadris, em parto muito trabalhoso.

PARTO DIFÍCIL

Enquanto o feto em situação transversa exige uma operação cesariana para sua extração do interior do útero, os fetos com apresentação pélvica apresentam possibilidades de nascer por via vaginal. O parto vaginal de crianças “sentadas” apresenta, entretanto, uma série de dificuldades não encontradas nos partos cefálicos.

A dilatação do colo do útero -fenômeno fundamental para possibilitar o parto normal – efetua-se com menos facilidade no parto pélvico, dificultando a saída do feto.

Por outro lado, a ordem de expulsão dos segmentos do corpo do feto é invertida no parto pélvico; inicialmente desprendem-se para o exterior os quadris, seguidos pelo tronco e ombros e, finalmente, pela cabeça.

A inversão na ordem de passagem dos segmentos fetais de maiores dimensões – pólo pélvico, ombros e cabeça – pela bacia óssea pode estabelecer um problema grave. No parto cefálico normal, a cabeça do feto “abre caminho” através da bacia.

Nesse processo, a cabeça do feto não é estática – ao nascer os diâmetros da cabeça fetal, nas três dimensões, são sensivelmente menores do que no início da descida.

Isso porque ocorre uma adaptação volumétrica propiciada pelo deslizamento dos ossos do crânio uns sobre os outros, além de sua flexibilidade permitir que a cabeça se ”encompride” durante a progressão através da bacia.

No parto pélvico, a passagem da cabeça do feto pela bacia é muito rápida; após a exteriorização dos ombros, a cabeça tem somente alguns segundos para franquear o canal do pano irregular, formado pela bacia materna. Compreende-se que, nesse caso, não há tempo para ocorrer a adaptação da cabeça às dimensões do canal de parto.

Razão por que é fundamental que o obstetra consiga prever, com certeza, que as dimensões da cabeça do feto não criarão obstáculos à passagem pela bacia. Caso contrário, o obstetra prefere indicar uma intervenção cesariana, para não impor riscos desnecessários ao feto.

Em decorrência desses problemas mecânicos e de outros, que podem surgir eventualmente, a assistência ao parto pélvico, na obstetrícia moderna, é entregue exclusivamente ao médico obstetra.

Parteiras assistem o parto de criança “sentada” somente em situações de grande emergência, quando, por exemplo, uma gestante está dando à luz na ambulância, sem dispor de tempo suficiente para chegar à maternidade. As peculiaridades do parto pélvico, por outro lado, exigem grande treino e habilidade do médico assistente.

Apesar de a moderna técnica de assistência indicar que o parto deva ocorrer praticamente deforma espontânea, sem que o médico faça tração sobre o feto para apressar sua saída, determinadas manobras podem ser necessárias para favorecer a saída dos quadris, ombros e cabeça do feto.

Por tudo isso, o parto pélvico é considerado a “prova de fogo” do obstetra; costuma-se dizer que ‘é no parto pélvico que se conhece o bom parteiro”.

VIA ALTA OU VIA BAIXA

Um preceito moderno de boa assistência à parturiente e ao recém-nascido é o de o pano ser hospitalar. No caso dó parto pélvico, esse preceito é uma exigência absoluta. Por mais rápido que seja o trabalho de parto – ou maior que seja o número de gestações anteriores -‘ a parturiente nunca deve dar à luz em sua casa.

Quando o obstetra, depois de realizar um minucioso exame, conclui que a passagem do feto não terá obstáculos, a parturiente é preparada para o parto vaginal. Iniciado o período expulsivo, quando já se completou a dilatação do colo uterino, e o feto, para nascer, precisa apenas terminar sua descida pela bacia, ela é levada para a sala de partos.

Atualmente, quase todos os obstetras preferem aplicar anestesia, como medida de rotina, nos panos pélvicos. Utiliza-se mais comumente a anestesia raquidiana baixa, em que o anestésico é injetado no interior do canal ósseo da espinha, para evitar que o feto sofra a ação do anestésico, coma ocorre quando se emprega a anestesia geral.

A roque baixa não interfere com as contrações uterinos, condição fundamental para que o parto pélvico espontâneo possa transcorrer normalmente. Numa veia do braço é aplicado o soro que contém ocitócico (substância que estimula as contrações uterinas), medida importante para garantir a contração intensa e frequente do útero.

Quando a bolsa d’água ainda não se rompeu, o obstetra provoca sua ruptura artificialmente. Depois, aguarda que o pólo pélvico termine a descida pela bacia e se exteriorize. Quando ocorre uma demora no período expulsivo, o médico nunca faz trações sobre o quadril ou as pernas do feto, para apressar o nascimento.

Assim que os quadris se exteriorizam, o obstetra limita-se a rodar suavemente o feto, para que seu tronco fique em posição horizontal, e aguardo a próxima contração, para que se “desprendam” as espáduas.

A seguir, com o auxilio de um colega, anestesista ou parteira, que empurra o fundo do útero para facilitar a saída da cabeça, flete o feto em direção ao abdome da mãe, para conseguir a saída da cabeça.

Toda vez que achar necessário, faz uma incisão prévia na vulva e no períneo (assoalho da bacia), para facilitar a passagem do feto, medida empregada na grande maioria dos casos.

Nascida a criança, seu cordão umbilical é seccionado, a placenta é eliminada e a incisão, saturada, como acontece em qualquer outro tipo de pano.

Mas, ocorrendo algum problema durante o trabalho de pano, a maioria dos obstetras executará uma cesárea – a chamada solução por “via alta”, cuja facilidade e segurança a recomendam nos casos de bebês sentados.

Fonte:

1, 2

Imagem: hsjose.com.br



doencas Revelado: Como Prevenir e Curar Doenças


Enquanto muitas pessoas se entopem de remédios, multivitamínicos e realizam dietas mirabolantes, existem certos alimentos que podem evitar doenças ou até mesmo ajudar na cura de muitas delas. Descubra o Real PODER na Natureza neste Vídeo Exclusivo - Clique Aqui


Publicidade:

Mais Assuntos