Persistência do Canal Arterial – Sintomas, Causas e O que é?

A Persistência do Canal Arterial (Ductus Arteriosus ou PCA) ocorre quando o canal arterial do recém-nascido continua aberto, pode acarretar sérios problemas à pessoa: inclusive a morte prematura

O canal arterial é um pequeno vaso que liga a artéria pulmonar a aorta, durante a vida fetal. Como na fase fetal a pequena circulação está praticamente estacionada, as velas e artérias dos pulmões mio estio em pleno funcionamento.

O sangue não precisa passar pelos pulmões porque o feto recebe oxigênio através da placenta. O canal arterial funciona como um desvio, que envia a maior parte do sangue da artéria pulmonar para a aorta. Algumas vezes o canal arterial mio se fecha com o nascimento, e continua fazendo a ligação entre a artéria pulmonar e a aorta.

Tal ligação, que era vital para o feto, passa a ser uma sobrecarga para o organismo da criança. Caso não seja corrigida a tempo, essa anomalia poderá acarretar inclusive a morte.

Persistencia do Canal Arterial

 

 

Sintomas

Os sintomas da persistência do canal arterial são mais acentuados ou menos, dependendo da quantidade de sangue desviado. Quando o fenômeno é moderado, não ocorre alteração perceptível, seja ela orgânica ou funcional. A anormalidade do coração é descoberta acidentalmente, em exames feitos para outros fins.

Nos casos mais graves, os sintomas gerais são dispneia (respiração difícil) depois de algum esforço físico, palpitações, dores na região do coração e fraqueza generalizada, sendo raros os desmaios e as convulsões. Podem ocorrer sangramentos nasais e eliminação de sangue de origem pulmonar pela boca.

Na ausculta cardíaca, pode-se perceber um som forte e áspero (sopro), típico da doença. Quando é feita a correção cirúrgica, o sopro desaparece completamente.

Casos Raros de Persistência do Canal Arterial

Os casos de persistência do canal arterial são raros (cerca de 1 por cento das doenças cardíacas em geral). Na maioria das vezes, aparece juntamente com outras malformações cardíacas e é duas vezes mais frequente no sexo feminino que no masculino. Dificilmente é encontrada em adultos, uma vez que seus portadores geralmente morrem antes de atingir a maturidade.

Diagnóstico

O diagnóstico da Persistência do Canal Arterial é feito pelo exame clínico, pelo eletrocardiograma (exame pelo qual os impulsos elétricos do coração são registrados numa tira de papel especial), pela radiologia do coração (raios X), pela angiocardiografia (radiografia contrastada do coração e dos vasos sanguíneos mais próximos a ele) ou pelo cateterismo cardíaco.

Este último tipo de exame consiste na introdução de uma sonda radiopaca, muito fina, em uma veia do cotovelo, seguindo-se seu trajeto através da radiografia. A sonda permitirá a medida exata das pressões do sangue no interior das diferentes cavidades do coração.

Aumento da Pressão Sanguínea

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Quando o canal arterial não se fecha, ocorre um desvio de sangue da aorta para a artéria pulmonar, através desse canal. O aumento de sangue na pequena circulação provoca uma sobrecarga de trabalho para o ventrículo direito. Simultaneamente, ocorre uma elevação da pressão sanguínea na pequena circulação.

A pressão tende a aumentar cada vez mais e pode chegar a tornar-se maior do que a pressão da aorta, que leva o sangue para o corpo. Isto é, o ventrículo direito tornou-se mais forte do que o ventrículo esquerdo. Nesse caso, o canal arterial não vai mais conduzir o sangue da aorta para a artéria pulmonar.

Ocorre justamente o contrário: o -sangue venoso da artéria pulmonar, com pressão maior, vai predominar e invadir a grande circulação. Uma parte do gás carbônico não será mais eliminada pelos pulmões, porque entrará novamente na grande circulação, que irá conduzi-Ia, pelo sangue, para as células.

Complicações

A complicação mais freqüente nos casos de persistência do canal arterial (PCA) é a inflamação do endocárdio, a membrana que forra o coração. O endocárdio fica bastante alterado, o que facilita a formação de coágulos de sangue em sua superfície.

Esses coágulos fragmentam-se e podem dar origem a embolias (entupimento de vasos sanguíneos pela presença de pequenos coágulos de sangue na circulação). O paciente pode ter febre, sensação de fraqueza, coração acelerado e anemia.

Pode também ocorrer um enfarte pulmonar (morte tos tecidos dos pulmões por falta de Irrigação). Quando aumenta, a inflamação do endocárdio estende-se aos vasos vizinhos e as condições do paciente pioram muito.

A intervenção cirúrgica torna-se mais difícil, surgindo o risco de ruptura dos vasos, muito frágeis em conseqüência da inflamação. Atualmente, com o emprego de antibióticos, as perspectivas de sucesso aumentaram consideravelmente. Se o canal arterial se romper, há um extravasamento de sangue, o qual pode acarretar morte súbita.

Um aumento de calibre, ou dilatação do canal, pode tomar suas paredes mais fracas, determinando o rompimento. A PCA (Persistência do Canal Arterial) pode provocar, ainda, uma insuficiência cardíaca, a qual aparece em qualquer idade e apresenta evolução muito rápida. Essa insuficiência cardíaca é muito resistente ao tratamento e depois de algum tempo mostra-se refratária aos medicamentos.

 

 

Tratamentos

O tratamento da persistência do canal arterial é clínico e cirúrgico. O primeiro, representado em geral pela administração de antibióticos ou tônicos cardíacos, visa a controlar as complicações provocadas pela PCA (Persistência do Canal Arterial).

A única forma de correção, porém, é a cirurgia. Ela apresenta melhores resultados se for efetuada nos primeiros anos de vida do paciente, porque ainda não surgiram as complicações provocadas pela anomalia. Em princípio, a operação deve ser feita sempre o mais cedo possível.

Contudo, os médicos preferem esperar que se complete o primeiro ano de que durante esse tempo é possível que o canal se feche naturalmente. Mas, se surgirem sinais de insuficiência cardíaca antes do primeiro ano de vida, a operação será realizada. A operação não oferece maiores dificuldades durante a primeira infância, porque não há lesões nos tecidos próximos ao canal arterial e os vasos apresentam boa elasticidade.

Operação de Persistência do Canal Arterial

Inicialmente a operação da PCA (Persistência do Canal Arterial) não passava de uma simples ligadura “amarrando” e estrangulando o canal com um fio especial. Esse sistema foi logo em seguida substituído pela remoção do canal arterial, com fechamento cirúrgico dos orifícios na parede das artérias pulmonar e aorta.

Para efetuar a operação de Persistência do Canal Arterial, o cirurgião abre a cavidade torácica à esquerda, com uma incisão na altura da quarta costela, chega à pleura e a abre, expondo o coração e os grandes vasos. São isoladas a aorta e a artéria pulmonar, de maneira a tornar-se visível o canal arterial.

Este é fechado nas duas extremidades por pinças hemostáticas (que interrompem a circulação local) e seccionado no espaço situado entre as pinças. A seguir, as duas extremidades do canal são suturadas. Conforme o estado dos vasos, há possibilidade de os pontos escaparem, ou também pode ocorrer ruptura devido à pequena elasticidade das artérias.

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