Pressão Sanguínea – Bombas do coração, Como funciona? Nível Máximo

A ilustração abaixo representa esquematicamente um sistema fechado de tubos rígidos, dotado de uma bomba aspirante-premente acoplada a certo ponto. Em outro ponto, haveria alguma resistência, representada no exemplo por um estreitamento do tubo.

sistema-Pressao-Sanguinea

Nesse sistema hipotético, a bomba (A) aspira certa quantidade de líquido do tubo D e o lança ritmicamente no tubo B. Isso exige, é claro, que uma quantidade igual de líquido saia através de C. Mas como o diâmetro de C é menor que o do tubo D, o líquido tem de passar ali num jato de pressão mais alta para que a diferença de diâmetro seja compensada pela velocidade do líquido.

Por outro lado, isso exige que ocorra maior pressão no tubo B, com o correspondente maior trabalho da bomba em sua fase premente (pressão é o ato ou efeito de premir). A conseqüência geral de tudo é que, durante a fase premente da bomba, o líquido no tubo B estará submetido a forte pressão.

Durante a fase aspirante, por outro lado, a pressão será nula, ou igual a zero. As variações de pressão em B serão correspondentes àquelas que se registram no gráfico quadriculado à direita da ilustração 1.

Se os tubos rígidos fossem substituídos por tubos elásticos, muita coisa diferente aconteceria, como mostra a ilustração 2. Em primeiro lugar, não será mais necessário que entre no tubo D, pelo ponto C, a mesma quantidade que a bomba impele para dentro do tubo B, durante a fase premente. As paredes do tubo B se dilatariam sob a ação do líquido recebido, de modo a acolher maior quantidade. Em outras palavras, a parede elástica absorveria o excesso de pressão.

Durante a fase aspirante, por outro lado, as paredes do tubo retornariam gradualmente à forma inicial. Em conseqüência dessas alterações adaptativas, o gráfico de pressões seria igual ao que aparece à direita da ilustração 2.

Comparando esse gráfico com o da ilustração 1, percebe-se que a pressão, mesmo no momento de máxima intensidade, é evidentemente menos elevada nos tubos elásticos. Em segundo lugar, nota-se que, mesmo durante a fase aspirante, se registra uma determinada pressão dentro do tubo B, embora em queda gradual.

Pressão Sanguínea

O que acontece na tubulação da ilustração 2 corresponde aproximadamente ao que acontece no organismo humano. A bomba representa o coração; o tubo B é o sistema arterial; o ponto C é o encontro das artérias com as veias, nos vasos capilares e arteríolas; o tubo D corresponde ao sistema venoso. Observa-se portanto uma correspondência total entre os esquemas da ilustração 2 e da ilustração 3.

Na atividade que corresponde à fase premente da bomba, o coração lança na aorta uns 50 a 80 centímetros cúbicos de sangue. A aorta e as demais artérias, todas elas tubos elásticos, distendem-se para receber o sangue.

Na fase aspirante, quando se distende, o coração se reenche e, simultaneamente, as artérias se retraem para empurrar o sangue em direção à periferia do corpo. A fase premente da bomba cardíaca, durante a qual ela se contrai, é a sístole. A fase aspirante, em que ela se distende, é a diástole.

Sístole e diástole, de modo alternado e coordenado, conjugam-se para dotar o sangue de um movimento continuo, mesmo que a intensidade desse movimento possa variar de um momento para outro. Mas há uma diferença de fluxo.

Nas artérias, o sangue progride em pulsações intermitentes. Nas veias, o fluxo é uniforme. Já se pode saber agora o que seja pressão arterial máxima e mínima. Máxima é a pressão sistólica, correspondente ao momento em que o coração impele o sangue com toda a sua força para dentro das artérias. Mínima é a pressão que ocorre ao fim da fase diastólica, quando as paredes das artérias voltaram completamente à posição distendida que apresentavam no início do ciclo.

Pressão Arterial Máxima

pressão-alta
imagem: institutobiomedico

Em um adulto jovem, a pressão arterial máxima (sistólica), registrada numa coluna de mercúrio convencional, fará o mercúrio subir uns 120 milímetros. A mínima fará o mercúrio subir uns 80 milímetros. Em expressão resumida, o médico dirá que a pressão arterial do jovem é de 120 x 80 mm Hg (Hg, símbolo do mercúrio). A diferença entre as duas é a pressão diferencial, que no caso seria 40 (120— 80).

É comum exprimir-se a pressão em centímetros, entre os leigos (mas nem sempre na literatura médica). Diz-se que a pressão máxima é 12, por exemplo (12 cm, ou seja 120 mm). Também é comum atribuir importância só à pressão máxima. Na prática médica, porém, a pressão mínima é mais importante, porque dá uma indicação precisa de condições anormais. Além disso, ao contrário da máxima, a mínima não sofre elevação de origem emocional.

 



doencas Revelado: Como Prevenir e Curar Doenças


Enquanto muitas pessoas se entopem de remédios, multivitamínicos e realizam dietas mirabolantes, existem certos alimentos que podem evitar doenças ou até mesmo ajudar na cura de muitas delas. Descubra o Real PODER na Natureza neste Vídeo Exclusivo - Clique Aqui


Publicidade:

Mais Assuntos