Prolapso Retal – Sintomas, Causas e Tratamentos – O que é?

Iniciada na fase embrionária, essa anomalia pode manifestar-se em decorrência de uma crise de choro, asma ou esforço de evacuação. Saiba tudo sobre o prolapso retal nesse artigo.

O que é prolapso retal

O prolapso retal consiste na descida anormal de uma ou mais camadas da parede do reto, que sai pelo ânus. A saída ou não de parte do reto vai depender do tipo e do volume do prolapso.

prolapso retal

Sintomas

Os sintomas do prolapso retal parcial ou do prolapso total se desenvolvem de forma lenta e Imperceptível. Geralmente, o primeiro sinal notado é a exteriorização retal após a evacuação. Esse prolapso inicial pode regredir espontaneamente.

Contudo, a situação vai piorando até que surja a necessidade de reintrodução forçada, porque o reto não volta mais para o interior anal. Na procidência retal, ou pro lapso total, o fenômeno ocorre subitamente depois de um esforço físico e é conseqüência, às vezes, de hemorroidas. A massa prolapsada se apresenta inchada, com feridas e recoberta de uma crosta de catarro, sangue e pus.

Tipos de prolapso retal

O prolapso retal pode ser total ou parcial. Quando é total, recebe o nome de procidência do reto.

O parcial é o prolapso propriamente dito. A diferença entre ambos é que, enquanto na procidência do reto toda a parede retal desce, no segundo caso o fenômeno ocorre somente com a camada mais interna desse tubo, a mucosa.

O prolapso retal pode ser encontrado em crianças e adultos de ambos os sexos. É mais freqüente entre o primeiro e o terceiro anos de vida, com incidência aproximada de 3%.

Causas

O prolapso retal pode ocorrer mesmo em situações em que o aparelho esfincteriano tenha seu grupo muscular e ligamentos anatômica e funcionalmente normais. Nesses casos, é provocado por causas fisiológicas ou patológicas. Entre as causas fisiológicas encontram-se o choro da criança, o esforço da evacuação, os movimentos peristálticos intestinais e a posição vertical do intestino terminal durante a defecação.

Das causas patológicas, uma das principais é a alteração do trânsito intestinal, por processos inflamatórios em sua, mucosa, tais como ulcerações, pólipos, infecções e outros.

Na criança podem ser consideradas como causas desencadeantes da alteração as crises de bronquite, asma, tuberculose, bem como desordens nutricionais ou ainda obstipação (prisão de ventre); diarreia, fimose, cálculos vesicais e outras.

No adulto, entre as causas desencadeantes encontram-se a obstipação rebelde, lesões da próstata, infecções urinárias, crises de asma, hemiplegia (paralisia de metade do corpo por lesão nervosa), ou o fecções debilitantes, como a tuberculose, o câncer e as alterações renais.

Cirurgia em casos extremos

Procura-se, de Início, corrigir todas as deficiências nutritivas e funcionais, de ordem geral e intestinal. Pode ainda ser aconselhável o uso de injeções de leite (nas crianças), quinino ou ureia, através do esfíncter anal.

Se o prolapso persiste na fase infantil para a adolescente, é feita a tentativa cirúrgica ou recorre-se a tratamentos como a cauterização da mucosa do reto. Porém, esses métodos nem sempre apresentam resultados satisfatórios. Durante o período das injeções, o paciente precisa ficar em repouso e com dieta sem resíduos. Nos casos de prolapso total, a única providência é a cirurgia.

Quando não existe lesão do esfíncter, a operação por via abdominal (fixação do reto no sacro) apresenta bons resultados. Quando o esfincter anal estiver lesado, deve-se fazer também uma plástica para restaurar. Nos casos em que ocorrer gangrena na parte exposta devem ser feitos a resseção intestinal dessa porção e o restabelecimento do trânsito intestinal.

MÚSCULOS FRACOS

Os prolapsos não são propriamente uma doença, mas uma alteração estrutural do reto Dessa forma, existem várias condições predisponentes a sua instalação, associadas às causas desencadeantes. Entre as causas predisponentes a mais considerável é uma de)?ciência congênita anatômica, responsável pela exteriorização do reto quando associada com desordens fisiológicas Intestinais, que são fatores desencadeantes.

Freqüentemente, nesses casos, a musculatura do esfincter – anel musculoso que fecha ei ânus – está enfraquecida. Com a diminuição da força dessa musculatura, a mucosa do reto encontra facilidade para se exteriorizar.

O prolapso pode surgir já no nascimento da criança. Se não for corrigido por meio de tratamento higiênico-dietético, poderá não regredir, tornando-se definitivo. Isso vai exigir, no futuro, a correção por meio de uma Intervenção cirúrgica.



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