Ptose Renal – Deslocamento dos Rins

As mulheres, principalmente as que tiveram muitos filhos, são as maiores vítimas deste distúrbio, que nem sempre é grave. O rim tem relativa mobilidade e, se por qualquer razão distância-se demais de seu lugar, cria uma situação anatômica anormal, a qual é chamada de Ptose Renal.

Essa alteração pode surgir desde a formação do organismo, na fase embrionária. Caracteriza-se então a chamada ectopia, em geral acompanhada de outros defeitos, como ureter e pelve renal anormais. A pelve é o recipiente que recebe a urina formada no rim, para enviar ao ureter.

Este, por sua vez, é o tubo que conduz o líquido até a bexiga, para ser excretado. Na ectopia, a má posição do rim faz com que o ureter seja mais curto que o normal, além de ter a forma alterada. Quando o rim é deslocado, deixando a posição correta, indo assumir posição inferior, caracteriza-se a ptose renal ou nefroptose.

A Queda dos Rins

Se causas externas ou internas levam ao aumento da mobilidade do rim, um golpe brusco pode fazê-lo “cair’ é mais comum que isso aconteça no lado direito, onde a posição do rim já é mais baixa, por causa da presença do fígado. De modo geral, qualquer aumento da pressão interna do abdome pode ser um fator que facilite a queda. É o caso de um golpe brusco na barriga que, automaticamente, aumenta a pressão e pode deslocar o rim de sua posição normal.

Ptose Renal

O emagrecimento demasiadamente rápido reduz as camadas gordurosas que protegem vários órgãos e com isso diminui também o revestimento adiposo do rim. Dessa maneira, favorece um aumento de mobilidade. Outro fator que pode criar condições favoráveis à queda do rim são as repetidas gestações.

Por isso mesmo, as mulheres, em particular as que tiveram muitos filhos (multíparas), são vítimas mais frequentes da ptose renal do que o homens. A gravidez provoca um relaxamento generalizado  dos tecidos conjuntivos e, após o parto, ocorre uma rápida diminuição da pressão interior do abdome. Ambos os fatores facilitam o aumento de mobilidade e predispõem à ptose.

 

Alterações e Dor

Às vezes, a ptose não apresenta nenhum distúrbio acusador. Os sintomas dependem do grau de alteração anatômica. A dor, quando surge, varia desde uma sensação de peso nos quadris até, excepcionalmente, cólicas intensas.

Aumenta, em geral, por ocasião de um esforço maior, na menstruação ou em casos de prisão de ventre. A queda do rim puxa o pedículo dos vasos renais; ao mesmo tempo dobra o ureter e provoca sua dilatação. Toda essa alteração é que origina a dor.

rins

Simultaneamente, a micção torna-se mais frequente e mais difícil, possível causa de dilatação renal e conseqüente infecção urinária devido à estagnação da urina (estase). Em geral, todos os sintomas da ptose se resumem a alterações urinárias. Perturbações gastrintestinais, como náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre, são raras e resultam quase sempre de reflexos nervosos.

De modo geral, não é difícil identificar a ptose, quando aparecem os sinais clínicos. Os sintomas relatados pelo doente já dão uma pista ao médico. No exame físico, a palpação consegue localizar o rim deslocado. Mas, para saber o grau da alteração e até que ponto interfere no funcionamento do rim, tornam-se necessários os exames de laboratório.

A colheita e a análise da urina permitem identificar alguma possível infecção; a cultura do material colhido, em meios especiais, acusa a bactéria responsável pelo processo infeccioso e indica o antibiótico que consegue combatê-la. Como primeira medida, o tratamento da infecção é fundamental. Mas ainda é necessário avaliar até onde o rim se deslocou. Para isso, são então usadas as radiografias contrastadas.

A visão dos rins e vias urinárias aos raios X pode ser obtida com a urografia excretora. Injeta-se nas veias do paciente uma substância à base de iodo, que aparece em contraste na chapa tirada com raios X. A posição exata dos rins, vasos renais e ureteres fica assim bastante evidente.

Tratamento da Ptose Renal

Se não se manifesta dor e se o rim funciona de maneira normal, não há necessidade de maiores preocupações. A ptose em geral não é uma enfermidade grave. No entanto, quando os problemas começam a aparecer, o controle da moléstia é importante, para evitar complicações. Algumas das medidas gerais consistem em diminuir os exercícios físicos e fazer dieta para engordar, pois em grande número de casos a queda do rim resulta do emagrecimento súbito.

Quando a infecção urinária está presente, o uso de antibióticos específicos é evidentemente necessário. Para manter o rim na posição correta, pode ser aconselhável o uso de suportes abdominais (cintas).

Atualmente, é raro recorrer-se a uma intervenção cirúrgica quando a ptose renal é simples. A indicação é reservada para os casos complicados, em que a alteração impede ou dificulta muito o funcionamento renal. A intervenção cirúrgica consiste em reforçar a estrutura de sustentação dos rins, para impedir a excessiva mobilidade que provocou seu deslocamento. Obtido isso, o órgão volta a funcionar normalmente.



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