Pulso Arterial Normal – Homens, Mulheres, Crianças e Idosos – Paradoxal

O médico pode obter importantes conclusões somente em sentir a pressão do sangue na artéria radial, que passa pelo pulso arterial. Ao comprimir levemente a artéria contra o rádio (osso do antebraço) do paciente, o médico sente na ponta dos dedos as variações de volume que ocorrem. Uma das informações fornecidas pela pulsação é a freqüência dos batimentos do coração, ou o ritmo cardíaco.

A razão disso é que o sangue que penetra na aorta na fase sistólica provoca um aumento de pressão que se reflete imediatamente em todos os vasos arteriais. Essa onda de distensão das artérias é a chamada onda esfígmica, que se propaga na velocidade de 6 a 12 metros por segundo.

pressao-arterial

Mais veloz que o sangue, portanto, que circula à velocidade média aproximada de meio metro por segundo através do corpo (porém meio milímetro por segundo apenas, nos vasos capilares). Nas veias o movimento do sangue é contínuo e uniforme.

A onda esfígmica, ao informar a respeito do ritmo e da força com que o sangue circula, dá ao médico dados preliminares a respeito da capacidade de distensão das artérias.

publicidade

Pulso Arterial Normal

Homem: – 60 a 70 bpm

Mulher: – 65 a 80 bpm

Lactentes: – 110 a 130 bpm (batimentos por minuto)

publicidade

Abaixo de 7 anos: – 80 a 120 bpm

Acima de 7 anos: – 70 a 90 bpm

Puberdade: – 80 a 85 bpm

Acima dos 60 anos: – 60 a 70 bpm

Pulso paradoxal

Na medicina, pulso paradoxal é definido como uma queda superior a 10 mmHg na pressão

ESFIGMOMANÔMETRO E ESTETOSCÓPIO

esfigmomanometro-com-estetoscopio

Em geral, os manômetros empregados pelos médicos para medir a pressão arterial são de ar, e não de mercúrio. Manômetros de mercúrio, atualmente, limitam-se ao uso hospitalar.

O manômetro é um dos dispositivos que constituem o esfigmomanômetro, como é chamado o conjunto de aparelhos que medem a pressão. Um segundo dispositivo importante é o manguito, cinta pneumática ligada a uma pira dotada de válvula. O manguito é atado em torno do braço do paciente, acima do cotovelo. Ao comprimir-se a pira, o ar vai inflando o manguito e comprimindo os músculos do braço até que a pressão obstrua a passagem do sangue pela artrítica braquial.

Aberta a válvula, o manguito vai se esvaziando, o sangue começa a fluir e o ponteiro do manômetro indica a queda gradual da pressão do ar.

Mas como saber quais os números que correspondem à pressão máxima e à mínima, se o ponteiro percorre quase toda a escala, ao ser comprimido o manguito? A resposta é simples. Quando inflado o manguito do esfigmomanômetro e interrompido o fluxo de sangue na artéria braquial, cessam por completo as pulsações abaixo do ponto comprimido. Quando o médico aciona a válvula que liberta o ar, os batimentos se fazem ouvir novamente.

O número da escala do manômetro, indicado pelo ponteiro ao ressurgirem os batimentos, corresponde ao valor da pressão arterial máxima.

O ponteiro vai caindo. O número por ele indicado quando os batimentos voltarem a desaparecer corresponde à pressão arterial mínima. Os batimentos desaparecem porque então a artéria já estará completamente distendida e o sangue estará fluindo sem forçar anormalmente a parede do vaso.

Geralmente o médico emprega o estetoscópio junto com o esfigmomanômetro, para ouvir as pulsações da artéria. O estetoscópio é um amplificador de som. Há estetoscópios rudimentares de madeira, meros cones ocos, e estetoscópios modernos, em que o som é colhido por um diafragma redondo, ajustado numa moldura de metal. As pulsações da artéria fazem o diafragma vibrar.

E essas vibrações, que correspondem aos batimentos cardíacos, são transmitidas através de um tubo que se bifurca em duas terminações metálicas, cada uma delas ajustável a um dos ouvidos do médico. A auscultação dos batimentos torna-se nítida.

O acompanhamento do pulso arterial é importante para quem apresenta pressão alta.

publicidade