Raquitismo – Quais os riscos, É perigoso? Mata? Tem Tratamento? Confira

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Crianças aparentemente fortes e sadias, com crescimento rápido, estão mais sujeitas ao raquitismo do que as franzinas e pequenas.

O menino pequeno e franzino é identificado por muitos como “raquítico’ como se essa denominação fosse símbolo de falta de crescimento. Mas não é assim. O “modelo” de bebê, gordo e bem nutrido, pode ser uma vítima mais fácil do raquitismo.

O raquitismo aparece deforma característica e quase exclusiva nos vinte primeiros meses de vida, período em que é mais intenso o crescimento em toda criança. Uma criança forte e bem alimenta­da, que dispõe de melhores condições, cresce em ritmo mais acele­rado e mais constante.

E é justamente por isso que pode ser comprometida pelo raquitismo. O lactente subnutrido, de crescimento e desenvolvimento pouco intensos, está menos sujeito a isso, pois a doença agride os organismos em fase de rápido crescimento.

Afeta de modo particular as partes do esqueleto – ossos do tórax e os­sos longos dos membros – que crescem em tempo relativamente curto, após o nascimento.

Sob a aparência de um bebê grande e forte esconde-se, muitas ve­zes, o raquitismo. Pode suceder que, numa simples consulta periódi­ca para controle, o médico constate os primeiros sinais da doença. Apesar de bonito, o bebê está flácido e os músculos perderam o tônus, o vigor e a densidade normais.

Com seis meses, já estaria em tempo de sentar-se sozinho, mas não consegue; está tão fraco que às vezes nem mesmo ergue a cabeça do travesseiro.

Neste artigo falaremos sobre  Raquitismo – Quais os riscos, É perigoso? Mata? Tem Tratamento? Confira.

Raquitismo – Quais os riscos, É perigoso? Mata? Tem Tratamento? Confira

O raquitismo pode ser considerado mais um distúrbio no apro­veitamento do cálcio e do fósforo pelo organismo do que uma doença. E quando é constatado logo no início da evolução do pro­cesso, a cura completa sempre é possível.

No início da formação do esqueleto, antes do nascimento, os ossos são feitos de um material moldável e mo­le, uma substância “cartilaginosa” Com o tempo, eles endurecem e se solidificam, graças a um processo de mineralização. A primi­tiva estrutura “cartilaginosa” serve de matriz, de arma” para o desenvolvimento da estrutura óssea definitiva.

É aí que entram o cálcio e o fósforo. Combinando-se, originam a substância mineral’ thamada apatita, que se deposita na matriz para conferir-lhe a consistência e rigidez necessárias. O cálcio e o fósforo são obtidos da própria alimentação.

Em seguida são absor­vidos pelos ossos em formação. Mas para isso precisam percorrer determinado caminho, até o momento de participarem do processo de ossificação. Pela alimentação chegam ao intestino e depois pas­sam para o sangue.

Através da circulação, são distribuídos e man­dados para os ossos, que precisam absorvê-los. Para tudo isso é in­dispensável a presença de um fator muito especial, que se encontra na vitamina D.

Na alimentação, a vitamina D pode ser obtida dos ovos, leite e alguns peixes como bacalhau, atum e sardinha. Na pele humana, está sempre presente sob forma inativa, isto é, como pró-vitamina.

O organismo só pode aproveitar essa pró-vitamina se antes fizer dela uma vitamina ativa. E essa transformação só é possível sob a ação direta dos raios ultravioleta do sol sobre apele.

Tendo, de uma forma ou de outra, penetrado no organismo, a vi­tamina D entra em ação. Não se sabe ainda muito bem de que ma­neira, mas é certo que a vitamina D estimula a absorção do cálcio pelo intestino, e desliga o fósforo dos compostos orgânicos aos quais está ligado.

O fósforo liberado combina-se com o cálcio, e a apatita resultante vai completar a formação dos ossos. Sem a vi­tamina D nada disso se efetua.

Portanto, o cálcio e o fósforo combinados, e com a ajuda da vi­tamina D, são elementos indispensáveis para a calcificação e o en­durecimento dos ossos.

Se todos esses elementos não existirem em quantidade suficiente no organismo, o osso permanece mole, for­mado predominantemente por substância cartilaginosa. E manifes­ta-se, então, o raquitismo.

VITAMINA ATIVA

Durante a vida intra-uterina, o feto é suprido de todas as substâncias de que necessita através do orga­nismo materno. E após o nascimento permanece ainda uma reser­va de cálcio e fósforo. A criança aumenta em peso e estatura, utili­zando as reservas existentes, e sua estrutura óssea se consolida.

Masessa reserva logo se esgota. O leite, alimento básico do bebê, contém boa quantidade de cálcio. Mas se faltar a vitamina D. o cálcio não pode ser assimilado e esse consumo se perde. São mui­tos os fatores que provocam a carência de vitamina O. O mais im­portante é a falta de luz sola,: direta.

Crianças que moram em apartamentos, ou em casas úmidas e sombrias, que não podem desfrutar dos beneficios dos raios ultra­violeta, estão sujeitas ao raquitismo. Sem o sol, a vitamina O exis­tente na própria pele não é ativada e é frequente que a proporção de vitamina ativa não seja suficiente.

Por isso, os pais devem pro­curar expor o bebê a banhos de sol regulares, ou então complemen­tar a dieta com elementos que contenham essa vitamina essencial.

Os raios solares só são efetivos se recebidos diretamente. Não adianta, por exemplo, deixar a criança no quarto, tomando sol através da janela. O vidro filtra os raios ultravioleta e desse modo o efeito é nulo.

MANIFESTAÇÃO DO RAQUITISMO

Os principais si­nais de raquitismo em geral tornam-se evidentes após o segundo mês- Embora continue a comer com apetite e esteja aparentemente bem, a criança fica irritadiça, chora freqüentemente e não conse­gue desfrutar de um sono tranquilo.

O sintoma seguinte manifesta-se no tórax. A caixa óssea forma­da pelas costelas, esterno e vértebras assume o aspecto de um funil invertido, como um sino.

E o chamado “peito de pombo” Essa al­teração surge da seguinte forma: a parte alta do tórax deprime-se dos lados e o esterno salienta-se.

As últimas costelas, cujas extre­midades anteriores são livres (não se articulam com o esterno, co­mo as demais), são empurradas para cima e para fora. Isso porque as alças intestinais, excessivamente cheias de gás, escavam aparte baixa do tórax e deixam o abdome tenso.

Na frente da caixa lorácica, nos lados do esterno, são palpáveis pequenos nódulos dispostos como contas de um colar,formando o chamado rosário raquítico.

São as extremidades anteriores das costelas, aumentadas pela proliferação de substância cartilagino­sa. Quando a criança está sentada, pode-se notar a coluna verte bral arqueada, devido à perda do tônus muscular.

Se for percebido a tempo, o processo de evolução do raquitismo pode ser detido. Se isso não acontece, quando a criança começa a andar o problema mostra-se mais complicado. Os ossos, muito frágeis, encurvam-se e assumem o aspecto característico das cha­madas “pernas de cavaleiro”. Assim funciona a manifestação do Raquitismo.

TRATAMENTO DO RAQUITISMO

As alterações ósseas provocadas pelo ra­quitismo, na primeira infância, quase sempre acompanham o indivíduo pelo resto da vida. As medidas para evitá-lo são simples e es­tão praticamente ao alcance de todas as mães.

Os primeiros cuidados podem ser tomados Já durante a gravi­dez. A dieta da gestante deve ser rica em cálcio, indispensável pa­ra a construção do esqueleto fetal.

Leite, ovos e queijo são alguns dos alimentos indicados para esse fim. Parte do suprimento de cál­cio consumido pela mãe atende a suas próprias necessidades; ou­tro tanto destina-se ao feto.

E, finalmente, uma porção é utilizada na formação da secreção láctea, que alimentará o bebê após o nascimento. As formas leves de raquitismo, que são as mais frequentes, curam-se em geral espontaneamente, com a simples exposição da criança ao sol, sem deixar nenhum sinal.

CASOS DE RAQUITISMO

Mas há casos de carência muito acentuada, em que o raquitismo se manifesta deforma grave, com consideráveis lesões esqueléticas.

Então, só a vitamina D em grandes doses pode resolver o problema. Nesses casos, o médico prescreve uma dose de choque, que corresponde a 600 mil unidades de vitamina D, dadas de uma só vez.

Isso na maioria das vezes detém o processo e oferece condi­ções quase imediatas para que os ossos se calcifiquem e passem a desenvolver-se normalmente.

Poucos dias após a administração da dose de choque, a tíbia e o rádio, ossos que são muito afetados pelo processo raquítico, vão se tornando mais compactos e consistentes.

Perdem muito da exa­gerada transparência, alteração que pode ser percebida numa ra­diografia. As condições gerais da criança melhoram, ela fica me­nos irritadiça e mais animada.

Sente que recupera as forças e pro­cura sentar-se e caminhar. Mas, apesar do aparente bem-estar, não é conveniente que ela se mantenha em pé, na fase inicial do trata­mento. As pernas ainda estão fracas e o esforço de sustentar o peso do corpo pode arqueá-las de maneira mais acentuada.

Nas formas particularmente graves, pu quando o tratamento é iniciado muito tarde, as probabilidades de cura completa são me­nores. E, se não houver tratamento ortopédico, a criança crescerá com as marcas típicas do raquitismo: “pernas de cavaleiro” cos­tas curvadas, tórax pequeno e estreito.

Neste artigo falamos sobre Raquitismo – Quais os riscos, É perigoso? Mata? Tem Tratamento? Confira.

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