Reconstrução dos Dedos – Como Funciona a Cirurgia? Falange distal

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Os países mais desenvolvidos têm sistemas de proteção recuperação das mãos, os mais importantes instrumentos do cérebro.

RECONSTRUÇÃO DOS DEDOS

Talvez por estarem colocadas entre os órgãos mais dinâmicos do homem e não contarem com a proteção que as outras partes nobres têm (como o cérebro, por exemplo, que é fortemente protegido pelo crânio), as mãos estão muito expostas a acidentes.

Esse risco levou as autoridades dos países mais desenvolvidos à criação de sistemas de proteção das mãos e sua recuperação, quando lesadas.

Entidades oficiais estudam seguidamente os acidentes de trabalho, e as mãos ocupam item prioritário nessas pesquisas. A conservação das mãos dos trabalhadores é muito importante no panorama sócio-econômico.

 

ACIDENTES NOS DEDOS

Diante de acidentes da mão, os circunstantes devem adotar algumas providências imediatas. A mais urgente é o estancamento da hemorragia, o que nunca deve ser feito com garrotes no pulso ou no braço, que podem ocasionar gangrena.

Um chumaço de algodão ou faixas que apertem sobre o ponto hemorrágico são métodos mais aconselhados. Se houver decepamento de falanges, o pedaço do dedo deve ser levado ao pronto-socorro juntamente com a vítima, porque muitas vezes é possível a recolocação, com bons resultados, principalmente se o paciente for criança ou jovem.

Nesses casos, o cirurgião coloca a parte decepada em sua posição correta e faz a fixação do osso, geralmente por meio de um pino metálico no “miolo’. Em seguida, a pele é suturada.

As vezes não é possível religar os tendões e nervos. Mas, quando isso pode ser feito, será em uma segunda operação, realizada depois de ocorrer a soldagem dos ossos e a cicatrização da pele. Lesões profundas que prejudiquem os tendões são de difícil tratamento.

Os tendões deslizam sobre “polias” ósseas, nas articulações. E, geralmente, quando reconstituídos, formam cicatrizes grosseiras, que prejudicam esse deslizamento, como se fossem verdadeiros nós.

Tal formação dá origem ao “dedo em gatilho”, que se caracteriza pelos movimentos bruscos e difíceis, como se o dedo fosse disparado por mola. Sempre que possível, as lesões dos tendões são suturadas.

Quando houver perda de muito tecido dos tendões, estes podem, em alguns casos, ser refeitos através do desdobramento, que consiste em dividir o coto restante ao longo do comprimento, como uma cana rachada.

A separação não é feita totalmente, ficando a “lasca” presa por uma ponta, no coto do tendão. Depois ele é simplesmente desdobrado, como ao abrir-se um livro, e se torna comprida o bastante para abranger toda a extensão do dedo reconstituído. Após a reconstituição dos tendões, é feito o tratamento da pele.

Se não houver perdas muito grandes, ela é suturada, ou simplesmente aguarda-se a cicatrização espontânea. Mas, se houve perda ou destruição de áreas maiores da pele, há necessidade de um enxerto, que pode ser feito com pele retirada de outras regiões, como o abdome.

Pode, ainda, ser usado o enxerto pedunculado, que consiste no aproveitamento da pele vizinha à lesão, esticada até cobrir a área exposta.

É usual cobrir-se a pane cruenta com pele retirada da palma da mão. Há a vantagem de conservar-se a sensibilidade do local lesado, o que não ocorre com enxertos de outras áreas.

MARSUPIALIZAÇÃO

Alguns casos mais graves exigem tratamento sofisticado. Um deles é a marsupialização: um pedaço de pele do tórax ou abdome é destacado e com ele se constrói um tubo (como se fosse a bolsa dos marsupiais), envolvendo o dedo lesado.

Há duas formas de marsupialização. Uma delas, mais elementar, é empregada quando foi prejudicada a polpa do dedo, sem traumatismos nos tendões, nervos ou ossos. E outra, quando também essas panes foram atingidas. No primeiro caso, são feitas no abdome três incisões, formando um “H” deitado.

As duas pontos da pele que ficam soltas nas áreas delimitadas pelas incisões são levantadas e encostadas uma contra a outra, formando como que uma barraca de acampamento. O dedo lesado é introduzido pelo “teto” da tenda, ficando revestido por ele.

Durante alguns dias, é conservado nessa posição, até que o enxerto “pegue”. Depois disso, ele é separado por meio de uma incisão ao nível do abdome. A seguir, uma das áreas da pele do “H”, deixada propositalmente mais comprida, é virada e costurada, para fechar o revestimento da ponta do dedo.

Como essa nova pele não produzirá nova unha, pode ser aplicada uma unha artificial, para efeitos estéticos. Quando houve lesões internas, é mais complicado. Inicialmente é feita uma abertura à altura da última costela, retirando-se um pedaço de sua cartilagem, o qual é colocado em uma bolsa à altura do mamilo.

Essa bolsa é preparada com uma incisão vertical, procedendo-se ao descolamento da pele para abrir a bolsa. Quando a cartilagem se fixa, são feitas duas incisões horizontais e a cartilagem é envolvida pela tira de pele, que é costurada formando uma manga.

Ato contínuo, é destacada uma extremidade da manga. O dedo lesado é então ligado a essa extremidade, por sutura interna e da pele. O dedo ficará preso ao tórax até que haja uma fusão perfeita entre as duas partes. Quando se constatar a aderência, o conjunto será separado por um corte ao nível do tórax, formando-se o novo dedo.

O passo final da operação é o fechamento da extremidade. O novo dedo estará quase concluído, restando apenas a colocação da unha artificial. Uma variação desse método, usada preferencialmente no Brasil, é a ligação do dedo à cartilagem, sem retirada prévia desta.

Fontes:

1, 2

Imagem: sphandcenter.com



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