Retenção dos testículos – Causas, Tratamentos e Complicações

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Essa alteração congênita, que pode gerar a esterilidade na idade adulta, é superada com aplicação hormonal ou com uma intervenção cirúrgica.

Os testículos são glândulas produtoras das células sexuais masculinas – os espermatozoides -, que se formam no interior de tubos microscópicos: os tubos seminíferos.

Também é nos testículos que se forma a testosterona, hormônio responsável pelas características sexuais secundárias do homem (barba, voz grave, ombros desenvolvidos etc.).

A testosterona é produto das células de Leydig, cujo desenvolvimento é independente do desenvolvimento das células que produzem os espermatozoides. A retenção dos testículos é muito comum. Verificou-se que 10% dos recém-nascidos apresentam essa alteração.

Tal incidência, contudo, não chega a causar preocupação, porque na maioria dos casos, depois de pouco tempo o testículo retido chega espontaneamente á bolsa escrotal.

A ocorrência é considerada quase como um fenômeno fisiológico. Verificou-se, também, entre escolares, que a incidência de testículos retidos cai para cerca de 1%.

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Neste artigo falaremos sobre Retenção dos testículos – Causas, Tratamentos e Complicações.

Retenção dos testículos – Causas, Tratamentos e Complicações

ESTERILIDADE

Criptorquidia (do grego kryptos, oculto, e orkhis, testículo) é o nome técnico da retenção dos testículos. Suas causas não estão perfeitamente esclarecidas.

Também é motivo de discussões a idade até a qual o testículo pode permanecer ectópico sem que isso determine lesões graves. Sabe-se que até a puberdade o testículo retido pode descer espontaneamente para a bolsa escrotal.

A esse tempo, contudo, ele poderá estar definitivamente prejudicado e sem condições de produzir espermatozoides, quando chegar a época própria.

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Por essa razão, aceita-se como sendo de 5 anos a idade ideal para a intervenção do médico, a fim de conseguir melhores resultados.

Para o desenvolvimento perfeito, os testículos exigem condições que somente no interior da bolsa escrotal são encontradas.

A principal delas é a temperatura, que é mantida em torno de 35°C – mais baixa, portanto, que as demais partes do corpo. Conhecer essas dicas é muito importante para Retenção dos testículos.

RETENÇÃO DOS TESTÍCULOS, COMO OCORRE:

A bolsa tem, no interior de suas paredes, um músculo especial que reage às condições exteriores de temperatura. Esse músculo se contrai quando a temperatura é baixa, “fechando ” os tecidos, para evitar a perda de calor. Quando a temperatura se eleva, o músculo relaxa, permitindo que o calor escape.

Esse músculo é que determina o aspecto enrugado característico da pele externa da bolsa escrotal.  Quando o testículo não consegue chegar ao escroto, ficando retido em outro ponto do corpo, deixa de contar com essa regulação térmica e fica exposto a temperaturas mais elevadas, tendo riscos de contrair Retenção dos testículos.

O excesso de calor pode determinar a incapacidade de produzir os espermatozoides, o que leva à esterilidade. Todavia, como o homem tem dois testículos, o outro, sendo normal, geralmente se mostra capaz de suprir a falta da glândula retida, garantindo a capacidade de fecundação.

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VIAGEM MARÍTIMA

Dois pequenos grãos são os responsáveis pela formação dos testículos. Estão localizados no abdome (também em formação) do feto. Deles, surgem duas gônadas (glândulas sexuais) primitivas, as quais dão origem aos testículos.

Essas gônadas, se considerarmos o feto deitado, apareceriam como dois navios vistos do alto. As popas estariam situadas à altura dos rins e as proas quase alcançando a parte inferior do peritônio membrana serosa que forma a cavidade abdominal.

Na parte superior, a gônada está ligada ao diafragma por um cordão. Na inferior, outra “amarra’: chamada gubernáculo, prende-a muito perto do 04/Feio que comunica a cavidade abdominal com o canal inguinal.

Este é um conduto tubular, com aproximadamente 5 centímetros de comprimento, situado ligeiramente acima da virilha, que comunica o interior do abdome com o interior da bolsa escrotal. Conhecer o próprio corpo é muito importante para tratar Retenção dos testículos.

Complicações marítimas

Considerando-se as gônadas como sendo dois barcos, a cavidade do abdome seria o mar onde estão parados; o escroto considerado porto de destino e o canal inguinal, o estreito que devem atravessar para chegar à bolsa.

Antes, porém, de começar a viagem, as gônadas têm de se transformar em testículos, o que conseguem eliminando a parte superior (a popa), que se degenera (como se murchasse), transformando-se em um cordão.

É como se o navio fosse encolhendo e o comandante desse “corda “pelo lado da popa, conservando a proa sempre próxima ao canal inguinal, por onde deverá iniciar a viagem. O próprio nome desse ligamento – gubernáculo – deriva do latim e significa “timão”.

MOTOR

Para a viagem, os testículos – assim como os barcos – precisam de uma força que os mova. A natureza dessa força é assunto controverso, admitindo-se que os testículos sejam ativados por hormônios maternos (principalmente a gonadotropina segregada pela hipófise) durante a vida intra-uterina.

Seriam esses hormônios os “combustíveis “responsáveis pela viagem do testículo, durante a vida intra-uterina, na direção da bolsa escrotal.

Para que ele faça viagem perfeita, dentro do tempo normal, precisa, além de não apresentar defeitos graves deformação, encontrar um canal “navegável” que não ofereça obstáculos intransponíveis.

Em viagem normal, cada testículo se encaminha em direção ao canal inguinal, com o gubernáculo (a proa) abrindo-lhe caminho.

Sai do oceano abdominal, atravessa o estreito do canal inguinal e, chegando ao porto de destino, ‘lança âncora ” – o próprio gubernáculo se prende ao fundo da bolsa escrotal, onde passa a produzir hormônios e espermatozoides.

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CIRURGIA

Se o navio não acertar com a entrada do canal inguinal, vai parar em outros pontos (períneo, raiz da coxa, região pubiana etc.).

Se está navegando pelo canal inguinal e encalha, o gubernáculo prende o testículo naquele ponto. Assim retidos, os testículos perdem condições de produzir espermatozoides, embora continuem fabricando testosterona.

O socorro vem na forma de tratamento hormonal, ministrando-se gonadotropina, inicialmente. Como se fosse uma tentativa de reabastecer o barco e dar-lhe mais força, para desencalhar.

Se não der resultado, o urologista faz uma operação – a orquiopexia -, colocando o testículo retido no lugar correto.

O médico operador solta o testículo, desfazendo as aderências que o prendem ao nível do canal inguinal. As obstruções do canal são eliminadas e a bolsa escrotal, cujas paredes internas estão coladas, é aberta.

Colocado em sua posição normal, o testículo é preso à face interna da coxa por pontos com fios não absorvíveis (algodão ou seda), retirados 15 dias depois.

Neste artigo falamos sobre Retenção dos testículos – Causas, Tratamentos e Complicações.

Imagem- liliweddingrome.com

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