A Sensibilidade Cutânea e a Dor – Tratamentos, Sintomas, Riscos e Dicas

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Somente no século XX a ciência começou a desvendar mistérios do sistema nervoso e afonnular teorias sólidas sobre o mecanismo da dor, com o objetivo de controlá-la.

Os nervos sensitivos encarregados de transmitir a sensação de calor terminam em receptores especializados, localizados na pele, os corpúsculos de Rufflni; os que conduzem a sensação de frio terminam nos bulbos terminais de Krause, que também estão loca-lindos na pele.

As sensações de calor e frio, portanto, limitam-se à pele e de­pendem da excitação dos corpúsculos de Ruifini e de Krause, res­pectivamente. t suficiente que a temperatura aumente de um milé­simo de grau ou que diminua de 1/2 500 de grau e que estas varia­ções durem pelo menos 3 segundos, para que a pele registre uma sensação de calor ou de frio.

As terminações nervosas não registram, porém, a temperatura de um objeto, mas a temperatura da pele na zona em que elas es­tão localizadas.

Na realidade, a sensação de frio e de quente reflete a diferença de temperatura entre a pele e o objeto estimulante: tocando num objeto cuja temperatura seja igual à da pele, os corpúsculos de Ruifini e de Krause não serão estimulados e, portanto, o objeto não parecerá frio nem quente.

A sensibilidade térmica é punctiforme, isto é, existem pontos pa­ra o frio e pontos para o calor, sendo mais numerosos os que ser­vem para acusar o frio.

Neste artigo falaremos sobre A Sensibilidade Cutânea e a Dor – Tratamentos, Sintomas, Riscos e Dicas.

A Sensibilidade Cutânea e a Dor – Tratamentos, Sintomas, Riscos e Dicas

SENSIBILIDADE REQUINTADA

A sensibilidade cutânea é do tipo epicrítico, ou seja, se a pele for estimulada tátil ou tecnicamente, poder-se-á localizar com precisão o local de onde veio a sensação.

Se alguém pisar num prego com o descalço, poderá dizer não só que machucou o pé, mas também em que lugar (se no calcanhar ou nos dedos, ou na planta do pé), mesmo sem olhar.

Em contraposição, a sensibilidade profunda de músculos, tendões, vísceras e ossos é do tipo protopático, isto é, nunca se pode localizar com certeza de onde vem a sensação.

Se considerarmos os seres vivos sob o ponto de vista da evolução, é fácil concluir que a sensibilidade epicrítica, mais refinada, deve ser uma aquisi­ção evolutiva mais recente do que a protopática, que é mais primi­tiva e, portanto, menos exata.

DOR SEM “RECEPTORES”

De todas as sensibilidades, a do­lorosa é a que se encontra mais espalhada pelo corpo. No entanto, sua distribuição pelo organismo varia. É assim que a conjuntiva (membrana que reveste a parte anterior do globo ocular) se distin­gue por sua extrema sensibilidade à dor.

Apesar disso, é curioso observar que nessa região não existem receptores diferenciados de sensibilidade dolorosa Nela os nervos terminam livremente. Foi demonstrada, aliás, a existência de inúmeras terminações nervosas cutâneas que não se ligam a receptores, sem que por isso a pessoa deixe de sentir dor.

O FILTRO

De acordo com a teoria de Wall e Melzack, a in­formação que desencadeia a dor provém de estímulos que partem de pequenos neurônios (células nervosas) situados na chamada substância gelatinosa existente na medula espinhal. Levados até o tálamo, esses estímulos provocariam a dor.

A substância gelatinosa, no caso, agiria como verdadeiro “fil­tro” que se abre e se fecha, deixando passar ou bloqueando os im­pulsos.

Seria o seguinte o mecanismo desse filtro: alguns dos axô­nios (prolongamentos dos neurônios) que chegam até a substância gelatinosa, a fim de transmitir impulsos, são formados por fibras grossas facilmente estimuláveis.

Quando excitadas, bloqueiam a atividade dos neurônios da substância gelatinosa: o filtro fecha-se e não há desencadeamento de dor. Os nônios finos, por outro la­do, custam a ser excitados, mas uma vez iniciada a excitação, con­ tinuam a transmitir impulsos para as células da substância gelati­nosa.

O filtro abre-se cada vez mais sob a ação das pequenas fi­bras e essa abertura desencadeia a dor. Sendo a posição do filtro regulada também pelos centros nervo­sos superiores, um estado ansioso ou ato de vontade do indivíduo podem aumentar ou diminuir essa abertura, com consequente au­mento ou diminuição da dor.

Se essa teoria for verdadeira, talvez se resolva o problema da dor, com a descoberta de algo que bloqueie os impulsos nervosos que partem da substância gelatinosa.

Por outro lado, é preciso le­var em conta que a dor é também sintoma de um processo patológico que precisa ser detido; portanto, a supressão pura e simples da sensibilidade dolorosa seria prejudicial à pessoa, porque, assim, ela não perceberia os sinais de uma doença.

Neste artigo falamos sobre A Sensibilidade Cutânea e a Dor – Tratamentos, Sintomas, Riscos e Dicas.

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