Sintomas, Tratamentos, Surgimento e Causas – Úlcera Gastroduodenal

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A tensão emocional é indiscutivelmente um fator Importante no mecanismo que determina a formação da úlcera gastroduodenal.

Na úlcera do estômago, a digestão provoca estímulos de secre­ção que levam à dor e a uma sensação de peso após as refeições, dentro de uma hora ou menos. Já na úlcera do duodeno, a dor, é sentida horas depois da refeição, durante a noite ou pela manhã.

A localização da dor é muito variável, manifestando-se em vá-. rios pontos do abdome ou mesmo no tórax. Pode ser aliviada com a ingestão de leite e drogas alcalinas, associada, se possível, ao repouso físico e mental. Por outro lado, agrava-se com a ingestão de ácidos, alimentos muito temperados, muito frios ou muito quen­tes, café, álcool e fumo.

Contudo, ainda não se sabe por que a úlcera dói, pois, aparentemente, as fibras nervosas do estômago são incapazes de transmitir sensações de dor. Segundo alguns, a dor resultaria da aceleração da motilidade gástrica. Em geral, não ocorre perda de peso, sobretudo quando o pacien­te se submete a tratamento bem orientado.

Mas, indiretamente, a úlcera pode provocar emagrecimento, devido a náusea e vômitos persistentes ‘à dieta pobre em calorias, às perturbações do sono e à presença de complicações como a hemorragia e as contrações gástricas desordenadas que prejudicam a digestão.

Completam o quadro de sintomas as regurgitações ácidas e as eructações (arrotos) frequentes. Exames especiais como a gastros­copia e o exame micros­cópico de pequenas frações de tecido, colhidas no interior do estômago, poderão contribuir para a exatidio do diagnóstico. E o re­curso mais prático e usado é o da radiografia.

Neste artigo falaremos sobre Sintomas, Tratamentos, Surgimento e Causas – Úlcera Gastroduodenal.

Sintomas, Tratamentos, Surgimento e Causas – Úlcera Gastroduodenal

COMPLICAÇÕES

A úlcera é uma doença crônica, que não traria maiores preocupações, não fosse o perigo de complicar-se com hemorragias, perfuração e estenose (estreitamento).

A úlcera poderá permanecer superficial, com reparação continua da região lesada, ou poderá aprofundar-se gradualmente. A parede do estômago é irrigada por numerosos vasos sanguíneos de diver­sos calibres.

Muitas vezes, o aprofundamento da úlcera não causa hemorragia, mas determina ruptura dos vasos, que se obstruem num mecanismo natural de defesa.

Mas, se a evolução for muito rápida, atingir um vaso de maior calibre (principalmente uma artéria) e erodir sua parede, poderá provocar uma hemorragia proporcional ao calibre do vaso.

As fezes se tornam escuras (melenas) e o vômito, se ocorrer, con­terá porções de sangue vermelho, se a hemorragia for recente, ou preto, se o sangue já estiver em digestão. O paciente sofre tonturas, náuseas e diarreia, apresenta-se pálido e suarento. A pulsação se acelera e poderá ocorrer desmaio.

Nesses casos, é recomendável que o paciente se deite e permaneça imóvel, até que o médico possa prestar-lhe os primeiros socorros.

O mesmo mecanismo causador da hemorragia poderá provocar a perfuração. Com a diferença de que, neste último caso, a úlcera aprofunda-se até o ponto de destruir completamente determinada área da parede gástrica e abrir, virtualmente, um buraco no estômago.

Também nesse caso podem ocorrer sintomas semelhantes aos da hemorragia, mas com certas diferenças. O suco gástrico, ao escapar, entra em contato com o peritônio e pode provocar uma dor aguda, insuportável. Não há febre nem alteração da pressão.

Mas o quadro é mais grave que o da hemorragia. Se não houver intervenção imediata, com internação em, hospital, poderá surgir a temível peritonite purulenta, de alto índice de mortalidade. En­quanto o médico não chega, uma bolsa de gelo sobre o abdome do paciente poderá retardar o processo.

TRATAMENTO

O tratamento da úlcera gastroduodenal consiste em dieta apropriada, repouso e administração de drogas destinadas a inibir uma hipersecreção gástrica.

O repouso, a obser­vação do regime dietético prescrito pelo médico e o afastamento das situações geradoras de tensão criam condições para que a úlce­ra se cure espontaneamente. Alcalinos e outros medicamentos são muito eficazes para reduzira dor.

O doente deve excluir da dieta alimentos gordurosos e tempera­dos, alimentos muito frios ou muito quentes, o café e as bebidas alcoólicas. Também é aconselhado a mastigar e deglutir lentamen­te, e evitar discussões de assuntos capazes de provocar tensão du­rante as refeições.

O intervalo entre as refeições deve ser diminuido: é preferível comer pouco, várias vezes ao dia, sem baixar o teor de calorias.Proibição absoluta, no início do tratamento, refere-se ao fumo, que contém substâncias irritantes que se dissolvem na saliva.

Se esses recursos falharem, a única alternativa de cura comprovada está na cirurgia. Mas, na maioria dos casos, o paciente que observa o tratamento inicial com disciplina pode dispensar a cirurgia e, à medida que a cura se processa, ir aliviando os rigores do regime, até o restabelecimento completo.

Neste artigo falamos sobre Sintomas, Tratamentos, Surgimento e Causas – Úlcera Gastroduodenal.

Imagem- cimh.com

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