Técnica da Cirurgia Pulmonar – Como funciona, É perigoso? Confira!

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A moderna cirurgia pulmonar permite que se possa até mesmo extirpar um pulmão sem que isso traga grandes riscos ao paciente.

As causas mais comuns de intervenções cirúrgicas nos pulmões e na parede torácica são os traumatismos do tórax, os tumores pul­monares e os chamados empernas de pulmão (bolsões depus que precisam ser drenados cirurgicamente).

As dilatações dos brônquios com Infecção frequente (bronquiectasias) e a tuberculose também constituem indicações de cirurgia pulmonar.

Antes de se decidir pela operação, o médico faz uma ficha clíni­ca do paciente, que se inscreve na fase pré-operatória. Essa ficha inclui um histórico especial dos antecedentes pulmonares (hábito defumar, pneumonia, bronquite, tosse, escarro, hemoptise, dificuldade em engolir alimentos). Além disso, realiza um exame físico completo do tórax.

O médico apóia-se também em dados complementares que lhe são fornecidos pelos exames de laboratório: hemograma (contagem das células do sangue), tempos de sangramento e de coagulação, exame de urina para prevenir alterações renais que possam causar problemas no período pós-operatório.

O médico utiliza ainda ra­diografias do tórax tiradas de frente e de perfil. Caso necessário, podem ser utilizados inúmeros tipos de exames secundários que vão desde a broncoscopia até as provas de função pulmonar, utili­zadas especialmente nas grande cirurgias, como a pneumectomia (retirada total de um pulmão).

Neste artigo falaremos sobre Técnica da Cirurgia Pulmonar – Como funciona, É perigoso? Confira!

Técnica da Cirurgia Pulmonar – Como funciona, É perigoso? Confira!

AS VÁRIAS INTERVENÇÕES

Depois de realizada a anestesia e preparado o campo operatório, tem início a intervenção propriamente dita. O cirurgião já escolheu previamente o tipo de incisão que vai aplicar: lateral, ântero-lateral ou anterior, depen­dendo da doença que atingiu o pulmão, localização do processo patológico, tipo de cirurgia (ampliada ou limitada) etc.

A incisão mais comum é a lateral, ao nível da quinta costela, pois permite uma ótima visualização do pedículo pulmonar, o con­junto formado pelo brônquio, artéria e veias pulmonares, nervos e vasos linfáticos que penetram no pulmão através do Mio, área das manobras cirúrgicas mais delicadas.

Outro tipo de incisão é a Antero-lateral, que começa no esterno, pouco abaixo do mamilo, e vai até a axila.

Percorrendo um ou outro caminho, o bisturi, depois de romper o plano cutâneo, alcança a camada muscular, até atingir o plano costal. O cirurgião realiza, então, segundo as circunstâncias, a to­racotomia intercostal ou a toracotomia com resseção costal.

No primeiro caso, a abertura do plano costal é realizada ao nível do espaço compreendido entre duas costelas; na resseção é retira­da uma costela, geralmente a quinta- A ressecção de costelas está indicada em vários casos permitindo um campo cirúrgico amplo, nas intervenções mais importantes.

As toracoplastias são as intervenções em que se procura alterara conformação do tórax mediante resseção de costelas; sua finalidade é diminuir a rigidez anormal da caixa torácica ou adaptá-la a uma nova situação.

TÉCNICA DA CIRURGIA PULMONAR

Depois de ter alcançado o plano das costelas, o cirurgião corta o folheto parietal da pleura, a membrana externa que está ligada à parede do tórax.

Agora ele pode enxergar o interior da cavidade pleural. Às vezes ela está completamente livre, o que facilita muito o trabalho do médico.

Entretanto, é muito raro o processo patológico pulmonar não atingir também a pleura, que inflama e provoca o aparecimento da sínfise, ou seja, o colamento dos dois folhetos da pleura, com o desaparecimento da cavidade pleural.

Quando a sínfise é completa, com aderência total do folheto in­terno ao externo, forma-se uma espécie de carapaça fibrosa, que rodela aparte externa do pulmão. Nesse caso, a única possibilidade cirúrgica é a de separar o pulmão e as duas pleuras da caixa toráci­ca, que formam uma estrutura contínua.

O cirurgião faz então uma dissecção da capa fibrosa formada entre a parede do tórax e o con­junto pleuras-pulmão.

Quando o colwnento é apenas parcial, o médico procura cortar as aderências, que aparecem na forma de cordas ou lâminas. Supe­rada essa etapa, o cirurgião concentra sua atenção no pedículo pul­monar, que ele vai ter que seccionar.

Geralmente, a manobra inicial consiste no isolamento dos vasos sanguíneos; sem Isso, o seccionamento do brônquio é mais arriscado, porque podem ser lesados vasos ainda íntegros.

Nessa área, tanto as veias como os ramos arteriais apresentam as paredes muito finas, exigindo grande atenção do médico para não lesá-las. Terminada a fase de isolamento dos vasos sanguíneos, é necessá­rio separar o brônquio, que também terá de ser cortado.

O cirur­gião procura realizar a incisão na origem do brônquio, direito ou esquerdo, correspondente ao pulmão que está sofrendo a interven­ção cirúrgica, bem no ponto onde o brônquio secundário se articula com o principal.

O corte é frito nesse ponto para evitar a formação de um coto ou ‘fundo de saco” acima da sutura, ou seja, um espaço inútil que poderia dar origem, num breve período de tempo, a um processo inflamatório.

Outra regra de grande importância nesse tipo de cirurgia é a orientação da linha de sutura, que deve ser sempre perpendicular em relação ao eixo do brônquio seccionado; isso evita que as diver­sas suturas se superponham umas às outras, o que facilitaria o apa­recimento de processos inflamatórios no futuro.

É preciso ter em mente que o brônquio, tal como o intestino, é considerado um meio externo, portanto em contato permanente e direto com impurezas existentes no ambiente.

Neste artigo falamos sobre Técnica da Cirurgia Pulmonar – Como funciona, É perigoso? Confira!

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