Testículos não Descidos – Criptorquidia – Como Ocorre?

Apesar de mais de um século de pesquisa, muitos aspectos dos testículos não descidos, não estão bem definidos e permanecem controversos.  Os testículos não descidos, também conhecido como criptorquidia, se não for tratado claramente tem efeitos deletérios sobre o testículo ao longo do tempo. Compreender as anormalidades associado ao testículos não descidos, é fundamental para o diagnóstico e tratamento contemporâneo.

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Testículos não Descidos – Criptorquidia

Como Ocorre?

No interior da bolsa escrotal, para onde desceram definitivamente após o sétimo mês de vida intrauterina, os testículos aguardam cerca de 10 anos para iniciarem a produção da testosterona. Ao término da adolescên­cia, inicia-se nessas glândulas a produção de espermatozoides – as células sexuais masculinas.

Em alguns casos, porém, a migração das glândulas sexuais (tes­tículos) para o exterior do corpo sofre retardamento ou interrup­ção em seu percurso. Verifica-se, então, a chamada criptorquidia, os “testículos escondidos”. A descida dos testículos se completa algum tempo após o nascimento.

Caso não aconteça até os 10 anos, poderá ocorrer um dano definitivo: os testículos se tornam incapazes de produzir espermatozoides.

Testículos no Abdômen

A localização anômala dos testículos adultos no interior do abdome determina a esterilidade masculina mas não altera as carac­terísticas dessas glândulas, que continuam a secretar o hormônio sexual. No indivíduo em que apenas um dos testículos permanece escondido (criptorquidia unilateral), há a possibilidade de produ­ção normal de espermatozoides.

Temperatura dos Testículos – Produção de Espermatozoide

Temperatura adequada é condi­ção indispensável para a produção dos espermatozoides. Isso se verifica no interior da bolsa escrotal, cujas finas paredes são adap­tadas para manter uma temperatura constante, ligeiramente infe­rior à corporal. Essa condição é assegurada graças a um mecanis­mo comandado por um músculo liso, o danos, cuja contração independe da vontade.

Temperatura Elevada dos Testículos

Quando a temperatura ambiente é elevada, o músculo se relaxa, a pele da bolsa escrotal distende-se e perde o pregueamento, aumentando sua superfície.

Dessa maneira, o calor do interior do escroto irradia-se para o exterior com maior facilidade. O oposto ocorre ao verificar-se uma queda de temperatura externa – banho frio, por exemplo -, com a consequente e imediata contração involuntária do músculo dartos, redução da superfície escrotal e escassa irradiação do calor interno.

Nessas condições, os testículos iniciam uma escalada ru­mo ao assoalho da bacia, onde estão menos sujeitos às variações externas de temperatura.

Homúnculos dos Espermatozoides

Somente a partir do sécu­lo XVII foi constatada a existência dos espermatozoides, graças a Leeuwenhoek, considerado o inventor do microscópio. Até então, ignorava-se como se formava um novo ser.

A partir das observações microscópicas de Leeuwenhoek, deli­neou-se uma fantástica teoria. O cientista relatara ter distinguido no espermatozoide a miniatura de um corpo humano acocorado. Foi o suficiente para que se passasse a teorizar sobre os homúncu­los dos espermatozoides.

De acordo com essa hipótese, a célula se­xual masculina continha todos os elementos do futuro ser humano, cabendo aos órgãos genitais femininos somente a função secundá­ria de abrigo ao novo ser em formação. Há quem diga que a deno­minação sêmen (semente), dada ao esperma, seria decorrente dessa visão exclusivista da procriação.

Mas a reprodução é um trabalho conjunto do óvulo e do espermatozoide que, através dos genes contidos em seus cromossomos (23 em cada célula), vão transmitir as características genéticas pa­ternas e maternas ao novo indivíduo. No decorrer da fusão entre os núcleos do espermatozoide e do óvulo (fertilização), restabelece-se o número de 46 cromossomos (23 pares), constante nas células do corpo humano (células somáticas).

Formação dos Espermatozoides

O processo de formação dos espermatozoides chama-se espermatogênese. É realizado no interior de tubos microscópicos, os túbulos seminíferos, a partir de células germinativas primitivas, as espermatogônias, que aderem às pare­des dos túbulos seminíferos e ali amadurecem e se transformam sucessivamente em espermatócitos, espermátides e espermatozoides.

Estes distinguem-se das células anteriores pela presença de uma cauda vibrátil, da qual se servem, ao término da maturação, para se deslocar no meio líquido.

Cada espermatogônia dá origem a quatro espermatozoides. Para se ter uma ideia da capacidade dos túbulos seminíferos, basta lembrar que são expelidos numa única ejaculação cerca de 500 milhões de espermatozoides.

 



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