Tetralogia de Fallot – Malformação do Coração – O que é?

A tetralogia de Fallot é uma anomalia do coração. Cerca de dois em cada mil recém-nascidos poriam malformações cardíacas, ocorridas logo após os dois primeiros meses de gestação, quando o coração, inicialmente um tubo simples e reto, começa a tomar sua forma complexa, ficando mais sujeito a distúrbios causados por vírus, como o da rubéola, ou por desnutrição e enfermidade da mãe.

No grupo cianótico, as principais anomalias são a tetralogia de Fallot, a atresia da válvula tricúspide e a comunicação interatrial. A tetralogia é um conjunto de quatro anomalias simultâneas: estenose da artéria pulmonar, comunicação interventricular alta, saída da aorta localizada logo acima do septo, de modo a receber sangue dos dois lados do coração ao mesmo tempo, e hipertrofia das câmaras direitas.

A transposição dos grandes vasos ocorre na vida embrionária, quando a aorta e a artéria pulmonar podem trocar de lugar, ficando a primeira ligada ao teatrículo esquerdo e a segunda, ao direito. O tratamento, neste caso, é sintomático, já que a cirurgia é extremamente perigosa.

tetralogia de Fallot

Malformações do Coração

Geralmente, as malformações produzem sinais visíveis, como dispneia, inapetência alimentar, sopro cardíaco, infecções frequentes do trato respiratório, redução no ritmo de aumento de peso. Em alguns casos, a pele adquire um tom azulado (cianose), decorrente de deficiência de oxigenação. Os distúrbios que produzem essa manifestação constituem o grupo cianólico. Há outras afecções, no entanto, que não alteram a tonalidade da pele da criança. São as do grupo não cianólico. As principais anomalias deste grupo são a abertura nas paredes que separam os dois ventrículos e os dois átrios, a coarctação da aorta e a persistência do canal ventricular.

Quando há abertura interventricular anormal, o sangue passa do ventrículo esquerdo, onde a pressão é maior, para o direito. Se a abertura é pequena, tenderá a desaparecer. Se é maior, deve ser fechada com urgência, por sutura ou vedação com material plástico, ou provocará aumento do volume do coração, às custas do átrio e do ventrículo esquerdos, com grande risco de vida.

Na comunicação interatrial, por defeito do fechamento da parede interatrial na vida embrionária, ocorre elevação do teor de oxigénio no ventrículo direito e aumento da pressão nesse ventrículo e na artéria pulmonar, impondo-se também a cirurgia. A coarctação é o estreitamento da aorta em seu trajeto, geralmente abaixo dos vasos que levam o sangue até os braços e a cabeça. A pressão dessas regiões sobe, enquanto diminui nas pernas.

Há também aumento do ventrículo esquerdo, que fica com pressão exagerada, e dilatação da aorta ascendente. A remoção cirúrgica da parte estreitada evita a morte por complicações como hemorragia cerebral.

A persistência do canal arterial é malformação decorrente de falha no fechamento do canal de Bota!, existente durante a vida intra-uterina para conduzir o sangue da artéria pulmonar para a aorta, e que se fecha logo após o nascimento. No caso de malformação, o canal deve ser fechado cirurgicamente, sob risco de causar aumento do ventrículo esquerdo e dilatação da artéria pulmonar.

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