Tipos de Sangue – Quais São, Fator Rh – Importância de Saber

Saber o tipo sanguíneo é de suma importância para o ser humano, principalmente em casos de emergência. O sangue humano também é classificado em grupos e subgrupos. E você, sabe qual é seu tipo sanguíneo? Nesse artigo, iremos falar a respeito dos tipos de sangue e a importância de saber qual é o seu!
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Quais são os Tipos de Sangue?

No ano de 1900 foram descobertos nas hemácias humanas cer­tos componentes, então identificados com as letras A e B. Verifi­cou-se, ainda, que uma mesma hemácia poderia conter ambos os elementos ou nenhum deles. Foram, dessa maneira, identificados quatro tipos de sangue: A, B, AB e O, respectivamente com o ele­mento A, com o B, com A e B ou com hemácias “vazias”, tipo O.

Plasma Sanguíneo – Soro

O plasma sanguíneo – ou soro – também contém certos ele­mentos igualmente identificados pelas letras a e b. Pode-se consi­derar a e b como duas equipes antagônicas, incompatíveis, inconci­liáveis, que, encontrando-se, destroem-se mutuamente.

Se uma pes­soa com sangue A receber doação de outra com sangue do tipo B, as hemácias do doador B encontram-se com os elementos b do plasma os anticorpos do receptor, havendo o embate hemá­cias B contra anticorpos b.

Geralmente, é um encontro fatal para as hemácias, verificando-se uma aglutinação, isto é, o acoplamen­to de umas com outras, que são em seguida destruídas (hemolisa­das). Por isso, tais anticorpos também são chamados de aglutini­nas. Em princípio, o doador de sangue tipo A pode fornecer san­gue ao receptor A. e o doador B, ao receptor B.

Receptor Universal

Os indivíduos com sangue tipo AB, diferentemente, não possuem anticorpos de qual­quer espécie. Se houvesse anticorpos A ou B em seu sangue, ocor­reria a aglutinação de suas próprias hemácias. Por não possuírem anticorpos, podem receber doação de qualquer tipo de sangue. Não havendo os anticorpos, não há reação.

Tais indivíduos são conhecidos como receptores universais. Os portadores de sangue O, que não possuem os elementos A e B nas hemácias, em contra­partida, têm os dois anticorpos no soro. Consequentemente, não podem receber sangue A, B, ou AB, porque os anticorpos de seu plasma atacariam as hemácias recebidas no sangue transfundido, provocando a aglutinação.

Doador Universal

Daí os indivíduos com sangue O pode­rem doar a qualquer pessoa (suas hemácias são “neutras”), mas somente poderem receber sangue de outra pessoa do tipo O, por­que suas aglutininas são tanto anti-A quanto anti-B e, portanto, compatíveis apenas com hemoglobinas “neutras”.

Defesa dos Anticorpos

As hemácias recebidas do doador contêm, em sua superfície, certas características químicas, que são, em última análise, as ca­racterísticas A, B, ou AB. Ou não possuem nenhuma delas. Quan­do as hemácias contêm uma dessas características e o sangue é in­jetado em paciente de sangue incompatível, os anticorpos que já existem no plasma do receptor agem como se fossem “elementos de ligação”, grudando as hemácias entre si. Ao final, as hemácias já não se encontram soltas no plasma sanguíneo, mas formam como que um aglomerado, unido pelos anticorpos.

Aglutinação do Sangue

Esse é o processo de aglutinação. A aglutinação do sangue, no ca­so de ser transfundido o material de um doador incompatível, ocorre quase instantaneamente. As consequências da mistura dos sangues incompatíveis vão desde um estado de choque ou uma ic­terícia – quando a pele e a conjuntiva dos olhos adquirem uma coloração amarela – até a paralisação completa dos rins. Uma transfusão errada poderá levar o paciente à morte, sem possibili­dade de socorro.

Fator Rh

Mais tarde descobriu-se mais um elemento nas hemoglobinas, o fator Rh. Esse fator veio complicar o reco­nhecimento dos doadores universais. O doador universal teria de ter Rh negativo, além de sangue tipo O, isto é, suas hemácias não poderiam conter Rh, ao passo que o receptor universal seria o in­divíduo de sangue AB, com Rh positivo.

Mesmo antes da desco­berta do fator Rh, outros antígenos foram encontrados nas hemá­cias, configurando outros tantos tipos de sangue. Assim, classifica­ram-se os antígenos, M, N e MN. Encontraram-se, ainda, os antígenos P e p, originando os respectivos tipos sanguíneos, e muitos outros, que não têm importância prática para as transfusões.

A existência desses outros tipos de sangue obrigou a adoção de outra prova, além da classificação pelo sistema ABO. E a chama­da “prova cruzada”, que consiste na mistura do soro do receptor com o sangue do doador – em uma lâmina de vidro ou em um tu­bo de ensaio. Se ocorrer a aglutinação do sangue, isso indica que há incompatibilidade e a transfusão não pode ser feita.

Importância de Saber o Tipo Sanguíneo

São evidentes as vantagens de cada pessoa saber a que tipo sanguíneo pertence. No caso de um acidente, com hemorragia grave, ganhará um tempo precioso com a simples in­formação prestada aos médicos, no momento em que for atendida. Mas, com frequência, as vítimas chegam aos prontos-socorros in­conscientes e, mesmo que conheçam seu tipo de sangue, é óbvio que tal conhecimento de nada valerá.

Por isso, os médicos dos prontos-socorros tentam, há muito tempo, incluir nos documentos de identificação de cada cidadão o tipo de sangue.

A medida já foi adotada entre os militares e inúmeras vezes mostrou sua utilidade. Mas não é somente para esse fim que a iden­tificação do tipo de sangue se presta. Mesmo nas investigações criminais, o exame de manchas de sangue, encontradas nos locais de delito tem auxiliado muito as investigações na eliminação de suspeitos.

Geneticistas observaram estatisticamente que o tipo sanguíneo dos indivíduos varia segundo o grupo étnico e a nacio­nalidade. Os tipos sanguíneos são úteis ainda em casos de acusa­ção de paternidade. Se houver diferença não explicável pelas leis da herança, não pode haver culpa do acusado. Caso contrário, a paternidade é suspeitada, mas não provada.



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