Tipos de Vitaminas e a Importância para a Saúde

O caráter indispensável das vitaminas tem sido suficientemente demonstrado em experiências de laboratório e na prática médica. Quando os níveis de vitaminas do organismo estão abaixo do nor­mal, surgem manifestações patológicas de gravidade variável.

E muito comum que a deficiência de uma vitamina seja acompanha­da pela carência de outr.as. A razão disso é que, na maioria dos ca­sos, a carência vitamínica é determinada por insuficiência nutriti­va da dieta, condição que afeta o suprimento global das vitaminas.

Outro motivo: a carência vitamínica é muitas vezes determinada por disfunções digestivas, que afetam englobadamente a absorção de mais de uma vitamina ao mesmo tempo.

A ausência absoluta de uma vitamina configura uma condição denominada tecnicamente avitaminose; níveis deficientes, por ou­tro lado, configuram a hipovitaminose.

Além disso, o organismo humano poderá estar exposto a oca­sionais aumentos de necessidades vitamínicas: trabalho muscular intenso e prolongado; gravidez e lactação; necessidades do cresci mento e da dentição; convalescença; e outras.

Finalmente, as hipovitaminoses poderão surgir ou aumentar como decorrência de estados patológicos, sobretudo do aparelho digestivo, nos quais a absorção e a síntese de vitaminas sejam di­minuídas. Tratamento prolongado à base de certos antibiótico poderá devastar a flora bacteriana intestinal, que sintetiza vitami­nas do complexo B e, assim, criar uma hipovitaminose B.

Neste artigo falaremos sobre Tipos de Vitaminas e a Importância para a Saúde.

Tipos de Vitaminas e a Importância para a Saúde 

As necessidades diárias de vitaminas, em condições normais, variam de um indivíduo para outro e mesmo num só indivíduo, conforme seus hábitos de vida. Hoje, quase todas as vitaminas são produzidas em forma sintética, o que tornou possível a correção: dos estados de avitaminose e hipovitaminose em condições tápi­das e econômicas.

Contribui para a viabilidade dos recursos terapêuticos o fato de as vitaminas serem requeridas em quantidades mínimas. Exceto as vitaminas A e 0, que são medidas em unida­des internacionais, as demais são medidas em miligramas (mg) ou microgramas (o mcg, que equivale a 1 milésimo de miligrama).

As deficiências vitamínicas prolongadas exigem tratamento cor­respondentemente longo, às vezes dificultado pelas complicações resultantes. Problema mais sério são as hipovitaminoses leves, di­ficeis de reconhecer, e que determinam efeitos insidiosos, de lenta espoliação das energias vitais.

Por outro lado, as hipervitaminoses – níveis exageradamente altos de vitaminas no organismo – podem assumir formas gra­ves, embora raras. Excesso de vitamina 0, por exemplo, pode de­terminar calcificações graves, mesmo mortais, em certos órgãos.

Vitamina A

A vitamina A, também conhecida como antixeroflálmica, desem­penha importantes funções de proteção dos epitélios (tecidos de re­vestimento de vários órgãos). Sem vitamina A ocorrem ressecamen­(os epiteliais, em especial nos olhos, de onde o nome antixeroftálmi­co (anti, contra; xero, seco; flalmo, visão, olho).

Outra afecção: os olhos perdem a capacidade de adaptar-se ã penumbra (emeralopia ou cegueira noturna). A razão disso é que a vitamina A entra na composição da púrpura da retina, sensível à luz.

A vitamina A está presente em alimentos gordurosos de origem animal (leite, manteiga, gema de ovo). O ligado de certos animais é particularmente rico em vitamina A, de onde o emprego terapêu­ tico de óleo de fígado de bacalhau.

Mas alimentos vegetais tam­bém oferecem bom suprimento de vitamina A, em forma precurso­ra chamada caroteno (de carotena, cenoura). Além da cenoura, particularmente rica na substância a que empresta o nome, tam­bém as ervilhas, a batata-doce e o espinafre são alimentos que en­cerram considerável teor de caroteno.

Além da função protetora dos epitélios, a vitamina A interfere no processo de crescimento, dentição e ossificação. Como o orga­nismo da criança apresenta necessidades aumentadas de vitamina A (sobretudo pela incapacidade parcial de absorção e de transfor­mação do caroteno em vitamina), é comum que os pediatras pres­crevam doses suplementares de vitaminas A .

Vitamina E              

A vitamina E corresponde a vários compostos que recebem o nome de tocoferáis, substâncias de origem vegetal, especialmente do trigo e do amendoim.

Experimentalmente, a hipovitaminose E provoca esterilidade nos ratos machos, com degeneração do epité­lio dos testículos. Nas remeas, a hipovitaminose E provoca altera­ções graves, sobretudo durante a gravidez.

Em populações humanas, a hipovitaminose E é muito rara, da­da a abundância da vitamina em alimentos vegetais – verduras frescas, frutas cítricas, banana -, o que reduz sua incidência mesmo em áreas tropicais subdesenvolvidas. A vitamina E tem ação protetora sobre certas substâncias e sobre a musculatura.

Não existem evidências satisfatórias de que a hipovitaminose seja um fator de esterilidade ou aborto espontâneo na espécie humana.

Vitamina K

vitamina K, também chamada anti-hemorrágica, é “trabalha­da” pelo fígado que com ela sintetiza a protrombina, um dos agen­tes diretos da coagulação (k, koagulation).

Por isso, quando necessá­rio, é administrada preventivamente no pré-operatório. Mas não detém hemorragias em curso e não atua em casos de hemofilia. Também pacientes atacados de hepatopatias graves têm dificulda­des em sintetizar a protrombina, o que determina uma certa pro­pensão a hemorragias.

A vitamina K é sintetizada no intestino por bactérias saprófitas; além disso, encontra-se presente em apreciável variedade de ali­mentos comuns, principalmente em legumes. Esses fatores, acres­cidos ao fato de a vitamina K ser muito resistente ao calor, tornam relativamente rara a ocorrência de hipovitaminose K.

 

Vitamina F (TIAMINA)

 

Também chamada de vita­mina antineurítica (neurite, inflamação de nervos), a tiamina é in­dispensável para o bom funcionamento do sistema nervoso. A ca­rência de vitamina E, determina sintomas diversos, principalmen-. te nervosos e cardíacos de intensidade variável, de acordo com o grau de carência.

 

Quando há falta de tiamina, o paciente sofre de diminuição do apetite, seguida de distúrbios gastrintestinais e de debilidade geral. Podem surgir logo alterações nos membros que levam a uma completa paralisia dos braços e pernas. A paralisia é causada por degeneração (polineuropatia) dos nervos.

São obser­vados também sintomas como nervosismo, fadiga, depressão, irri­tabilidade e distúrbios de comportamento e memória.

A tiamina entra na constituição das enzimas que presidem a formação e transformação do ácido pirúvico. O ácido pirúvico, por sua vez, é uma das substâncias intermediárias mais importan­tes para a realização das transformações bioquímicas das proteí­nas, das gorduras e, especialmente, dos hidratos de carbono.

A fal­ta de tiamina impede a sucessiva transformação do ácido pirúvico e, portanto, impede também a utilização das substâncias que de­pendem dele para serem aproveitadas pelas células a fim de satis­fazerem suas necessidades energéticas. As células nervosas são as mais atingidas.

A vitamina B1 é encontrada no mundo vegetal: na palha de ar­roz, em frutas, em verduras, em cereais como feijão, lentilha, ervi­lha etc. Nos tecidos animais, ocorre sob formas químicas diferen­tes e é encontrada no leite, na carne e em ovos.

 

Vitamina B2 (riboflavina)

 

O nome riboflavina advém do fato de que essa vitamina contém uma molécula do açúcar ribose e por­que pertence a uma classe de pigmentos amarelos conhecidos pelo nome de flavinas. Esses pigmentos fazem parte integrante da estru­tura das enzimas, as flavoproteínas, que asseguram o transporte do íon hidrogênio no interior de várias células.

A riboflavina cons­titui fundamentalmente o grupo ativo do “fermento amarelo”, iden­tificado pela primeira vez por Warburg como o principal de toda a série de sistemas enzimáticos das mitocôndrias, estruturas respon­sáveis pela respiração celular.

 

A molécula dessa vitamina facilmente adquire e em seguida per­de o hidrogênio. Participa na constituição de uma enzima respira­tória indispensável e, portanto, encontra-se em todas as células.

 

Quando a alimentação contém uma quantidade escassa ou é priva­da dessa substância, ocorrem lesões características dos olhos, co­mo fotofobia e inflamação da córnea (queratite); ao nível da muco­sa da boca e da língua surgem fissuras, vermelhidão dos lábios; a pele, às vezes, é atacada por dermatite seborréica.

No homem, essas manifestações são muito raras, não só porque a riboflavina é facilmente encontrada em vários alimentos (leite, ovos, legumes), como também pela capacidade do organismo hu­mano de sintetizar, ainda que indiretamente, uma pequena quanti­dade de vitamina, através da flora bacteriana.

 

Vitamina B3 (NIACINA)

 

O mecanismo de ação dessa vitamina é muito semelhante ao da riboflavina. O nú­cleo da nicotinamida faz parte das co-enzimas, fatores indispensá­veis para a ação das enzimas.

Encontra-se largamente difundida na natureza e suas fontes são as niesmas das outras vitaminas B. Os legumes contêm apenas pe­quenas quantidades dessa vitamina. É sintetizada pelo organismo a partir de um aminoácido essen­cial, o triptofano, encontrado em uma série de alimentos.

A carência de ácido nicotínico determina uma manifestação ca­racterizada por lesões da pele. Essa manifestação, a pelagra, faz com que a pele apresente um aspecto rugoso, especialmente visível nas partes expostas ao sol ou sujeitas a atrito.

Ocorrem também distúrbios do aparelho intestinal, seguidos por lesões do sistema nervoso que levam a graves alterações psíquicas.

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Vitamina B6 (ADERMINA)

 

omo as demais vita­minas do complexo B, a piridoxina é encontrada no reino animal e vegetal: trigo, batatas, legumes, carne, leite e peixes.

A piridoxina é essencial para o crescimento de animais jovens. Graças à fartura dessa vitamina, tanto nos alimentos como pela produção da flora bacteriana intestinal, suas carências também são raras no homem.

 

A vitamina B 6 participa do metabolismo protéico como co-en­zima e em numerosos outros processos enzimáticos do organismo, como o dos ácidos graxos.

Alguns tipos de convulsões sofridas por recém-nascidos devem-se à carência dessa vitamina. No adulto podem ser identificados vários sintomas de carência: insônia, irritabilidade, fraqueza, difi­culdade de movimentar-se, lesões cutâneas e nervosas.

A piridoxina é empregada freqüentemente no controle de náu­seas e vômitos da gravidez.

 

VITAMINA C

 

A vitamina C também denominada antiescorbútica, pois sua carência determina o aparecimento de uma moléstia conheci­da desde os tempos das Cruzadas, o escorbuto.

Essa doença carac­teriza-se principalmente por hemorragias que atingem inicialmente as gengivas e os lábios e que podem estender-se, conforme a gravi­dade do caso, a músculos, articulações, pele, olhos e, finalmente, ao aparelho gastrintestinal;

As gengivas mostram-se inchadas, sur­gem lesões que muitas vezes determinam a queda de dentes; os os­sos tomam-se frágeis e a morte pode sobrevir, causada por infec­ções secundárias no organismo.

As hemorragias não são provocadas por uma alteração no pro­cesso de coagulação do sangue (como no caso da hipovitaminose K), e sim pela maior fragilidade dos capilares sangüíneos.

 

Foi o inglês James Lind que, em 1747, conseguiu relacionar o escorbuto com a falta de consumo de frutas e verduras frescas. Convenceu o governo britânico a pôr à disposição dos navegado­res frutas cítricas, e os resultados foram excelentes.

Apesar de sua ação ser conhecida há tanto tempo, somente em 1933 a vitamina C foi isolada quimicamente e sua estrutura, identi­ficada.

O ácido ascárbico, como a vitamina foi denominada, en­contra-se na natureza sob duas formas: reduzido ou oxidado (áci­do deidroascórbico); ambos são igualmente ativos, porém a forma oxidada está muito menos difundida nas substâncias naturais.

A transformação do ácido ascórbico em ácido deidroascórbico ocorre normalmente no interior do organismo e é reversível, o que permite que uma das substâncias possa sempre ser transformada na outra.

Essa capacidade de transformação funciona como um sistema óxido-redutor capaz de transportar hidrogênio nos proces­sos da respiração ao nível celular, que requerem doadores e recep­tores de hidrogénios reversíveis.

Benefícios da Vitamina C

Não se conhece com precisão qual o mecanismo de ação da vi­tamina C; sabe-se, no entanto, que não entra nos complexos e gru­pos ativos de enzimas. Age diretamente sobre o organismo.

Acredi­ta-se que agiria também como agente antiinfeccioso e como coadju­vante na reaçâo contra o strcss (strcss é a denominação do conjunto de fenômenos biológicos que se processam no organismo, como rea­ção contra diferentes agressões: traumas, hemorragias, infecções, distúrbios psíquicos).

Isso determinaria adaptação mais fácil a va­riações como frio, estafa muscular, doenças.

 

Doenças Causadas pela falta de Vitamina C

 

Admite-se que a vitamina C tenha participação nos processos de oxirredução celulares, como também na produção de hormônios das glândulas ad-renais.

Contribui na manutenção da integridade das paredes dos capilares sangüíneos e é necessária para a forma­ção da substância intercelular; é importante no processo de reparação dos tecidos e na cicatrização dos ferimentos.

A necessidade diária dessa vitamina é alta: aproximadamente 70 mg por dia. Apesar disso, somente após semanas de carência absoluta éque aparecem os primeiros sintomas de escorbuto.

VITAMINA B12

Essa vitamina acabou por ser utilizada no tratamento da anemia perniciosa em conseqüência de uma série de fatos curiosos.

Alguns cientistas da América do Norte estudavam as anemias provocadas em cães por hemorragias; observaram então que a reconstituição dos glóbulos vermelhos ocorria com maior facilidade quando os cães eram alimentados com uma dieta muito rica em ligado.

Comprovou-se, então, que a absorção da vitamina administrada por via oral depende de um fator secretado pela mu¬cosa do estômago, o fator intrínseco, isto é, produzido pelo próprio organismo.

A vitamina B12 -é também denominada, em contraposição, fator extrínseco. O fator intrínseco, associado com o fator extrínseco, forma o princípio antianémico, que é facilmente absorvido e armazenado no fígado.

Os dois fatores “trabalhariam” um ao outro na mucosa gastrintestinal e, como resultado, produziriam o fator antianêmico.

Esse fator é fornecido normalmente pelo ligado à medula óssea para atender às necessidades da hematopoese (produção de san¬gue). Na ausência desse fator, os eritroblastos (células jovens) não podem amadurecer, produzindo hemácias anormais.

Há doentes de anemia perniciosa em que as glândulas gastricas não produzem a quantidade necessária de fator intrínseco, imprescindível para que a vitamina possa ser absorvida.

No caso, o tratamento por via oral só poderá ser feito se forem administradas, conjuntamente com a vitamina, porções de mucosa de estômago de porco pulverizada. Os resultados satisfatórios alcançados com esse tratamento são a melhor prova de que a mucosa gástrica contém o fator necessário para a absorção da vitamina B12.

Além de estar presente no ligado, a vitamina B12 é encontrada também em ovos, leite, carnes e peixes. As necessidades dessa vitamina são pequenas e, durante o tratamento, doses de até 40 microgramas determinam respostas terapêuticas favoráveis.

A vitamina B12 é empregada com maior frequência no tratamento de algumas anemias, principalmente em casos de anemia perniciosa, para a qual constitui a terapêutica mais eficaz. É utilizada também em diversos distúrbios neurológicos periféricos.

O uso generalizado de vitamina B12 ocorre possivelmente em conseqüência de conhecimento popular da ação trófica exercida pela vitamina sobre o sistema nervoso periférico.

Comumente, atletas e esportistas com condições orgânicas perfeitamente normais recorrem ao uso de injeções de vitamina B12 para melhorar o rendimento físico. No entanto, essa prática é completamente dispensável. No mais das vezes, a melhora se deve apenas ao efeito psíqui¬co da confiança depositada na droga.

Uma das principais ações de caráter químico propriamente dito, através da qual a vitamina B12 realiza sua função no organismo, está ligada a outros importantes fatores vitamínicos, os ácidos fálicos, que desempenham papel destacado na hematopoese.

Neste artigo falaremos sobre Tipos de Vitaminas e a Importância para a Saúde.

Imagem- institutocristinamartins.com.br



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