Toxoplasmose tem Cura? Tratamento, Prevenção, Ciclo e Ocular

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Nas mulheres grávidas, o contágio com a toxoplasmose tem sérias consequências: pode provocar lesões irreparáveis no organismo do feto.

TOXOPLASMOSE

A toxoplasmose não se manifesta com muita frequência e na maior pane das vezes assume forma benigna. Porém, quando adquirida durante a vida intra-uterina, provoca lesões relativamente sérios.

O recém-nascido apresenta deformações cranianas e movimentos lentos demais. No entanto, somente uma vez a mulher dá à luz uma criança com toxoplasmose congênita, pois os anticorpos se encarregam de evitar que isso aconteça novamente.

AS DESCOBERTAS

A toxoplasmose é moléstia infecciosa, causada por um protozoário, o Toxoplasma gondii, descrito pela primeira vez por Splendore, em 1908, quando este cientista estudava no Brasil os parasitas de coelhos.

A princípio, os cientistas pensaram que o minúsculo protozoário (que mede cerca de 5 por 2 micra) fosse parasita só do organismo de animais, mas logo as pesquisas permitiram concluir que o Toxoplasma gondil também se alojava no corpo humano.

O contágio ocorre pelo contato com animais infectados. E a doença frequentemente se manifesta em animais domésticos: cães, coelhos, gatos, pombos, que estão sempre peno do homem.

A TOXOPLASMOSE CONGÊNITA

Enquanto o adulto é dotado de alta capacidade defensiva, que limita ou mesmo anula a ação do toxoplasma, os tecidos embrionários do feto não apresentam essa característica, permitindo que o protozoário provoque os mais sérios e irreparáveis danos ao organismo.

Desde que a mãe seja contagiada, o protozoário atravessa a placenta e aloja-se nos tecidos fetais, atacando principalmente o sistema nervoso central da criança. Daí resultam sérias lesões, que podem acontecer em qualquer fase da gravidez e às vezes se completam após o nascimento.

A mãe pode também dar à luz uma criança perfeita; no entanto, os órgãos do bebê vão aos poucos sofrendo alterações. Isso ocorre quando a criança nasce durante o período de incubação da enfermidade, ou seja, quando a infecção materna se verifica na última semana antes do parto.

Devido à gravidade da doença, os médicos estão sempre alertados a quaisquer manifestações da toxoplasmose no organismo da gestante, afim de atenuar a ação do protozoário sobre o feto, mediante aplicação de sulfadiazina associada com pirimetamina.

Em alguns casos graves, há uma tendência à opção pelo abono provocado, mas isso é vetado pela ética médica e proibido pelo Código Penal Brasileiro, mesmo nessa circunstância.

A toxoplasmose congênita provoca na criança quatro alterações fundamentais: modificações no volume do crânio (hidrocefalia ou microcefalia), coriorretinite (inflamação da coroide e da retina), retardamento mental e calcificações intracranianas, que atingem de preferência o córtex e os núcleos da base do crânio.

A ação do toxoplosma pode ocasionar também o estrabismo e o nistagmo (movimentos rápidos e involuntários do globo ocular), embora não aconteça com frequência.

A TOXOPLASMOSE ADQUIRIDA

Quando o indivíduo já formado contrai a moléstia, a toxoplasmose apresenta sintomas bem diferenciados (polimorfismo), o que torna difícil um diagnóstico exato. No adulto, provoca febre, mal-estar, prostração e dores de cabeça e musculares.

A elevação da temperatura corpórea, no entanto, prolonga-se além do período normal de uma gripe comum, estendendo-se por semanas ou meses. Depois de alguns dias de febre, o paciente começa a apresentar enfartamento ganglionar, cervical, braquial e mesmo inguinal.

Nesse estágio, a moléstia freqüentemente é confundida com a mononucleose, doença em que há quantidade anormal de leucócitos mononucleares no sangue.

A partir daí, a toxoplasmose pode adquirir a forma frusta, de curta duração e sem maiores consequências para o organismo, não chegando muitas vezes sequer a ser diagnosticada.

Em alguns casos, porém, a doença tem maior duração. Apesar de normalmente não prejudicar o adulto, a toxoplasmose pode trazer complicações, provocando inflamação na retina e na coroide ocular, deixando lesões discretas ou evoluindo até a cegueira.

O diagnóstico da toxoplasmose é essencialmente baseado na reação de Sabin-Feldman, que revela a presença de anticorpos contra o protozoário no soro de indivíduos suspeitos.

Fontes:

1, 2, 3

Imagem: mdsaude.com



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