Transplante dos Rins – É arriscado? Como funciona? Machuca? Confira!

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Quando ambos os rins param de funcionar, a única esperança de vida para o doente é o transplante renal, intervenção cirúrgica muito delicada.

Neste artigo falaremos sobre Transplante dos Rins – É arriscado? Como funciona? Machuca? Confira!

Transplante dos Rins – É arriscado? Como funciona? Machuca? Confira!

CIRURGIA – TRANSPLANTE DOS RINS

Através dos rins  filtros do organismo, passa todo o san­gue do corpo. Aí são interceptados os produtos residuais que o sangue transporta, como uréia e ácido úrico, e o excesso de água, posteriormente expelidos sob aforma de urina.

Contudo, quando atingidos por certas doenças crônicas, os rins podem sofrer a progressiva destruição de seus tecidos. Nesse caso a função renal torna-se muito precária: o volume de urina diminui e os rins não conseguem eliminar os resíduos produzidos em consequên­cia das reações químicas que se processam no organismo.

Tais resí­duos então se acumulam no sangue, resultando no aparecimento do conjunto de sintomas que caracteriza a uremia. Nessa situação, o tratamento médico que se restrinja à aplicação de medicamentos não chega a restabelecer a função renal.

Por essa razão, até há alguns anos as doenças renais crônicas que desenvol­viam estados de uremia eram invariavelmente fatais. Mas duas no­vas técnicas terapêuticas vieram modificar esse quadro ameaçador: o emprego do rim artificial e o transplante de rim.

TRANSPLANTE COMO SOLUÇÃO

O transplante é in­dicado para casos avançados de doença renal irreversível. A gbmerulonefrite, doença inflamatória decorrente de processos imuno­lógicos, é a alteração renal que mais requer transplante.

Em se­guida vem a pielonefrite crônica, moléstia em que a destruição re­nal é produzida por infecções microbianas. Finalmente vem o rim policístico, doença congênita hereditária.

Em geral os dois rins são removidos por cirurgia realizada antes do transplante. Essa medida visa a reduzir as possibilidades de transmissão da moléstia ao rim transplantado. Pessoas numa faixa de idade inferior a 45 anos reagem melhor não só à cirurgia como ao tratamento por drogas potencialmente tóxicas, feito após o transplante.

Casos em que apenas um dos rins tenha sido atingido pela moléstia podem ser solucionados com a retirada do rim doente, deixando-se no organismo apenas o rim sadio, que sozinho poderá suprir as necessidades orgânicas.

RINS – UNIDADE BIOLÓGICA E REJEIÇÃO

Quando, em 1955, um cirurgião dos EUA realizou o primeiro transplante renal, entre gémeos univitelinos, supunha-se que somente nessas condi­ções haveria possibilidade de êxito. Hoje, graças aos novos conhe­cimentos no campo da imunologia, a troca de órgãos pode ser feita entre pessoas sem nenhum parentesco.

Os cuidados adotados na seleção do doador decorrem da necessidade de evitar ao máximo a rejeição do órgão transplantado.

A ocorrência da rejeição deve-se ao fato de que cada indivíduo se comporta como uma unidade biológica, que não tolera tecidos de outros indivíduos. Todo tecido alheio, enxertado no organismo de uma pessoa, representa um corpo estranho.

Assim, provoca, por parte do receptor, o aparecimento de um mecanismo de defesa dos órgãos imunitários, representado pela produção de anticorpos con­tra o tecido enxertado. Ao fim de um prazo variável o tecido estra­nho acaba por ser rejeitado, ou seja, por ser destruído.

DEFESA ESPONTÂNEA

Existem no organismo humano dois sistemas principais de defesa contra tecidos estranhos: o sis­tema de antígenos ABO (grupos sanguíneos), localizado nos glóbulos vermelhos, e o sistema de antígenos HL-A (Human lymphocyte antigenum), constituído por cerca de vinte antígenos localizados nos glóbulos brancos.

Quando os sistemas A 80 e HL-A do doa­dor e do receptor são idênticos – o que só acontece entre gémeos resultantes da divisão do mesmo óvulo (monozigotos) -, a reação de rejeição não ocorre.

Como os antígenos do sistema HL-A se transmitem por heredi­tariedade, os melhores resultados no transplante são obtidos com doador vivo aparentado ao paciente: pai, mãe ou irmão.

Sempre que existem vários doadores aparentados, efetuam-se testes bioló­gicos para selecionar o de sistema HL-A que apresente maiores semelhanças com o do paciente, que será então o doador ideal.

RECEPTOR E DOADOR: CONTROLE

O doador vivo, antes de ser considerado apto para a doação, submete-se a uma sé­rie de provas: avalia-se o funcionamento dos rins e radiografa-se a aorta e artérias renais (aortografia). A aortografia serve para

lar a presença de anomalias da artéria renal, que tornariam o transplante difícil e arriscado. O estreitamento (estenose) de uma das artérias renais, por exemplo, tornaria o rim correspondente impróprio ao transplante. Da mesma forma, artérias renais duplas ou muito curtas dificultariam a cirurgia.

Orientado pela aortografia, o cirurgião poderá decidir com segu­rança qual dos dois rins apresenta melhores condições arteriais para o transplante. Na maioria dos casos – desde que não haja contra-indicação – dá-se preferência ao rim esquerdo, o qual, por ter a veia renal mais longa, facilita a sutura venosa.

O rim es­querdo do doador é transplantado para a fossa ilíaca direita do re­ceptor e vice-versa, e não para a região lombar, onde o rim se loca­liza normalmente.

A nova posição do rim, mais baixa, visa afacili­tar a sutura dos vasos e do ureter. Desse modo, artéria, veia e ureter do rim transplantado são ligados ao organismo receptor, utili­zando-se conexões diferentes das normais.

A preparação do paciente receptor para a intervenção cirúrgica consiste na encorreio das alterações causadas pela uremia, por meio de unidades de diálise (rim artificial), e no controle das condições cardiovasculares e do estado de nutrição.

Neste artigo falamos sobre Transplante dos Rins – É arriscado? Como funciona? Machuca? Confira!

Imagem- ortobahia.com.br



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