Transplante Renal (dos Rins) – Como Funciona e pós-operatório

O transplante de rins (Transplante de Renal) é o que mais segurança oferece, pois, mesmo em caso de malogro da intervenção, o doente não está condena- do à morte: uma segunda tentativa poderá ser feita e, enquanto isso não ocorre, o paciente sobrevive perfeitamente com um rim artificial. Além disso, o grande número de transplantes renais já realizados abriu caminho ao enxerto de outros órgãos, como o figado, o coração e o pâncreas.

A cirurgia do Transplante de Renal exige técnicas, aparelhamento e condições cirúrgicas especiais. Escolhidos doador e receptor ideais, duas equipes cirúrgicas, em salas de operação contíguas, entram em ação simultaneamente: uma retira o rim do doador, outra prepara o doente para receber o transplante. Para retirar o rim doado faz-se uma grande incisão, que corta pele, tecido subcutâneo e músculos e que se estende desde a 119 costela até a linha média do abdome. Em seguida, essa costela é retirada para que se possa atingir o rim e isolar a veia renal, ao longo de seu trajeto, até a veia cava inferior.

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Também se isola a artéria renal e o ureter (este, até sua inserção na bexiga). Ao primeiro sinal de que o receptor está pronto para receber o rim, secciona-se o ureter o mais baixo possível, para facilitar, depois, sua implantação na bexiga do receptor. Finalmente, a artéria e a veia renais são pinçadas e seccionadas.

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O Transplante de Rins

Retirado do doador, o rim é limpo com uma solução especial que retarda a coagulação sanguínea e impede espasmos arteriais posteriores. A solução, numa temperatura de 15°C, é injetada continuamente através da artéria renal e só é suspensa quando o líquido que sai pela veia renal apresenta-se completamente cristalino, livre de sangue.

A essa altura, o receptor já teve seus dois rins extirpados (para evitar qualquer contaminação do rim transplantado) e está preparado para receber o transplante. Para facilitar o trabalho cirúrgico e encurtar o tempo da intervenção (depois de retirados do doador, os tecidos renais suportam no máximo 40 minutos sem circulação sanguínea; findo esse período há grave risco de degeneração lissular), o rim doado é transplantado para a fossa ilíaca do receptor, porém do lado oposto.

Assim, o rim esquerdo é transferido para a fossa ilíaca direita e vice-versa. Nessa região,  primeiramente isola-se a veia ilíaca, a qual é suturada a veia renal. Em seguida, secciona-se a artéria ilíaca interna, unindo-a à artéria renal.

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Por fim, o ureter do rim doado é ligado diretamente a bexiga urinária do receptor. A primeira sutura a ser feita d a venosa, de tipo término-lateral, isto é, a extremidade da veia renal é ligada à parte lateral da veia ilíaca comum. Em seguida,faz-se a sutura arterial, entre a extremidade da artéria renal e a extremidade seccionada da artéria ilíaca interna (sutura término-terminal). Retiram-se então as pinças e o sangue volta a circular no rim, restituindo-lhe a coloração rosada.

Finalmente, une-se o ureter do rim transplantado à bexiga do paciente. Depois, somente resta fechar a parede abdominal seccionada, suturando as várias camadas musculares e apele: está terminada a operação.

Pós-Operatório

Nas horas subsequentes ao transplante, o volume urinário do paciente aumenta muito, chegando a vários litros. O excesso de uréia e de outros produtos tóxicos acumulados no organismo é rapidamente eliminado. Com isso, o estado geral do paciente experimenta gradativa melhora. A partir desse momento, começa a luta contra a rejeição do órgão transplantado. O combate é feito pelo emprego de várias drogas: derivados da cortisona (prednisona), azatioprina e soro antilinfocitário. Os resultados obtidos até agora são animadores: os primeiros pacientes de transplantes bem-sucedidos estão ultrapassando quinze anos de sobrevivência. Atualmente, vários milhares de pessoas em todo o mundo sobrevivem graças a um transplante renal.

 


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