Traumatismos Abdominais – O que são? É perigoso? Mata? Confira!

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Golpes súbitos e violentos no abdome, embora nem sempre deixem sinais, podem causar graves hemorragias internas, provocando a morte da vítima.

O (ermo contusão é usado genericamente para identificar vários tipos de lesão. Mas o significado exato da palavra aplica-se a todo tipo de dano sofrido pelo corpo sem causar ferimentos exteriores. Um soco no abdome, que não tem nenhuma consequência aparen­te, pode ocasionar uma contusão abdominal.

Mas uma punhalada não causa uma contusão, e sim um ferimento. Em termos práticos, o ferimento pode ser diferenciado da contusão porque provoca he­morragia externa.

No entanto, a contusão pode ter consequências muito mais graves do que um ferimento, em diversos casos. Tanto um ferimento como uma contusão do abdome, por exemplo, são causados por ação de um traumatismo, isto é, de uma compressão repentina e violenta que compromete a região.

O maior problema causado por uma compressão traumática que se exerce na parede abdominal está na possibilidade de lesar as vísceras protegidas por essa parede. O grau e a profundidade da lesão dependem da violência do agente traumático e do ângulo de incidência sobre a região.

Neste artigo falaremos sobre Traumatismos Abdominais – O que são? É perigoso? Mata? Confira!

Traumatismos Abdominais – O que são? É perigoso? Mata? Confira!

ALTERAÇÕES DA ESTRUTURA

Conforme a região atingida e a intensidade do trauma, a estrutura anatómica dos ór­gãos afetados sofre alterações variáveis.

No caso de o agente trau­mático golpear o abdomen de raspão: a consequência é uma le­são em planos mais superficiais. Na pele, ficam à mostra equimo­ses (manchas roxas), resultado do rompimento de vasos e extrava­samento de sangue sob a epiderme.

Mas um traumatismo desse mesmo tipo, se for mais violento, pode ter implicações bem mais sérias. Se provocar a ruptura de fibras musculares, pode abrir ca­minho para a formação de uma hérnia.

Os golpes diretos, que atingem o abdome perpendicularmente, são os que mais frequentemente provocam lesões de vísceras. Se for afetada uma víscera oca, como estômago, intestino ou bexiga, as alterações anatômicas podem variar desde a simples equimose até o rompimento das paredes.

Mas quando se trata de órgãos pa­renquimatosos, ou seja, “maciços’: como figado, baço ou rim, o ti­po de alteração é diferente. O choque pode provocar também alterações no diafragma, o ta­bique muscular que separa o tórax do abdome. O aumento da pres­ são intra-abdominal comprime a parede divisória.

Uma das cau­sas mais comuns de ruptura dessas fibras musculares é a passa­gem de uma roda de automóvel sobre o abdome; o fígado, à direi­ta, funciona mais ou menos como um “pára-choque’: e por isso, o rompimento se manifesta do lado esquerdo do diafragma.

O doente em estado de choque apresenta-se pálido, com o rosto abatido, mucosas descoradas, respiração rápida e superficial, pul­so acelerado, sudorese intensa e agitação excessiva.

Num segundo momento, pode ficar inconsciente. A compressão de órgãos do aparelho digestivo muitas vezes ocasiona náuseas e vômitos e, com isso, agrava o estado geral.

Se o processo evolui, sem trata­mento, há o risco de instalar-se uma peritonite (infecção do peritó­nio), em particular nos casos de lesão em vísceras ocas, cujo con­teúdo pode contaminar a camada peritoneal.

FERIMENTOS

Peixeira, punhal,facão, baioneta, faca de co­zinha, tesoura ou projétil de arma de fogo, ao penetrarem num cor­po, rompem os tecidos superficiais. E produzem ferimentos cujas características variam conforme o tipo de arma e o local atingido.

A arma branca produz um corte em profundidade, em linha ou em ponta. É fácil delimitar o ferimento e os tecidos em torno dele po­dem apresentar-se normais.

Mas quando se trata de arma de fogo, é bem diferente: o ferimento é pérfuro-contuso, ou seja, além de perfurar o abdome, provoca também contusão, pelo choque dos fragmentos do projétil no interior dos tecidos.

E além do mais o ri­cochete do projétil pode desviar a direção em que ele caminha; sempre é mais díficil identificar o trajeto.

Quando pode ser reconhecida a presença de uma hemorragia in­terna grave, é provável que tenha sido lesada uma víscera paren­quimatosa. De acordo com o possível trajeto do ferimento, devem ser examinados todos os órgãos que possam ter sido lesados.

É importante ter estes conhecimentos quando se trata de Traumatismos Abdominais.

EXTENSÃO DAS CONSEQUÊNCIAS

Na maior parte dos casos de contusões ou ferimentos, a identificação exata dos danos sofridos só pode ser feita com auxílio de exames especiais.

Testes de reflexos nervosos, sensibilidade e motilidade são im­portantes para avaliar as possibilidades de irritação de estruturas nervosas.

Além disso, é feita a verificação de lesões traumáticas superficiais e a observação do ritmo cardíaco e respiratório, do pulso e da pressão arterial.

A coleta de urina fornece dados fundamentais: a perfuração da bexiga, por exemplo, pode expressar-se na ausência total de líqui­do.

E a análise em laboratório pode evidenciar a ocorrência de he­morragia interna devida à lesão dos rins. Em casos de contusão ou ferimento, a radiologia é sempre um recurso valioso. As radiografias ajudam a identificar exatamente o ponto em que o traumatismo provocou alterações anatômicas.

O tratamento a ser indicado depende da repercussão do aciden­te sobre o estado geral do organismo. Nos casos em que há cho­que, o primeiro cuidado é restabelecer b paciente. Repouso no lei­to, aquecimento e jejum são medidas importantes. A transfusão é essencial para equilibrar o volume de sangue circulante.

Se neces­sário, podem ser aplicados antibióticos e o oxigênio pode ser usa­do para favorecer a respiração. Nos ferimentos, o soro antitetâni­co é indispensável. Em muitos casos, a cirurgia participa do trata­mento, como única forma de reconstituir a disposição anatómica e restabelecer ofuncionamento dos órgãos lesados.

Neste artigo falamos sobre Traumatismos Abdominais – O que são? É perigoso? Mata? Confira!

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