Como Funciona a Vacina e Qual a Importância da Vacinação – História

A vacinação não é mais do que a reprodução, deforma contro­lada e provocada, de um processo natural, fisiológico, dos orga­nismos evoluídos. Sempre que um elemento estranho “invade” um órgão, o organismo reage, criando condições para eliminar ou neu­tralizar o agente invasor.

O princípio geral da vacinação gira em torno de dois fatores an­tagônicos: o elemento invasor, genericamente indicado como antí­geno, porque gera uma reação orgânica contra si, e os anticorpos, que são os elementos ativos dessa reação.

Normalmente, a atividade dos anticorpos é benéfica  ao ser hu­mano, livrando-o de muitas doenças, uma vez que desenvolvem re­sistência orgânica contra os diversos agentes infecciosos.

Eles são formados de uma variedade de glóbulos brancos do sangue e dos tecidos (os linfócitos e plasmócitos) e constituem os elementos de defesa do organismo contra a incursão de elementos estranhos prejudiciais ou não. Os agentes estranhos da vacina são os responsáveis por essa mobilização.

Antes de entendermos Como Funciona a Vacina, vamos tentar entender a história da vacinação.

A História da Vacina

O termo “vacina “origina-se de uma doença do ga­do vacum, também chamada vacina. Em 1768, o médico Edward Jenner ouviu, de camponeses, que, quando estes tomavam contato prévio com gado portador de vacina, se tornavam imunes à varío­la.

 

Como Funciona a Vacina
A vacina era uma doença infecto-contagiosa que contaminava o gado eqüino e vacum, formando pústulas. Durante 25 anos Jen­ner fez pesquisas em torno do assunto, concluindo que realmente os indivíduos contaminados pela peste do gado se tornavam resis­tentes à varíola. No ano de 1796 foi feita a experiência no primei‑

ro ser humano. O jovem James Philips foi submetido à vacina e posteriormente tentou-se infectá-lo com os agentes da varíola, por várias vezes, sem que ele, no entanto, contraísse a doença. Em 1798, Jenner publicou o resultado de seu longo trabalho: Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Variolo-Vacina.

Verificou-se que muitas doenças produzidas por agentes vivos (vírus, bactérias e fungos) poderiam ser combatidas muito antes de se instalarem, pelo princípio do desenvolvimento das resistências naturais do organismo. Criou-se então a forma de inativação – o enfraquecimento – dos agentes, de modo que eles perdessem sua periculosidade, mas conservassem a capacidade de provocar a formação dos anticorpos.

Um dos pesquisadores que mais contribuíram para isso foi Louis Pasteur que, nos últimos anos do sécu­lo XIX, generalizou a teoria do desenvolvimento da resistência or­gânica às agressões, reconhecendo o fato como princípio univer­sal: o organismo reage contra qualquer agente patogênico que o agrida. Mas o entendimento da mecânica antígeno —anticorpo é muito mais recente: data da década de 1940.

Imunização Materna

No interior do útero, o feto recebe imunização contra numerosas doenças (como sarampo, dif­teria, tétano), desde que a mãe esteja imunizada contra elas. Os an­ticorpos que o feto recebe da mãe, porém, esgotam-se algumas se­manas depois do nascimento. Para continuar imune contra tais doenças, a criança tem de receber as vacinas espec(ficas, que de­senvolverão seus próprios anticorpos, de duração muito mais lon­ga, conferindo, em alguns casos, imunização definitiva.

Uma das recomendações mais severos, em puericultura, á a va­cinação nos primeiros doze meses de vida, contra tuberculose, difiteria, tétano, coqueluche, poliomielite e varíola.

O que é a Vacina e Como Funciona?

Muitas pessoas ficam surpresas quando descobrem Como Funciona a Vacina. A vacinação consiste na inoculação do agente patológico – vírus, bactérias ou fungos – enfraqueci­do ou morto, que age como uma “provocação “ao organismo. Este reage logo, produzindo anticorpos para combater o inimigo. Os an­ticorpos espec(flcos entram na circulação do sangue e aí permane­cem, prontos a enfrentar o agente agressor espec(flco.

Para preparar a vacina, portanto, é necessário contar com os agentes patogênicos. Para isso, são feitas “criações “em laborató­rio. Bactérias desenvolvem-se em meios de cultura comuns, cres­cendo em vidros de laboratório. Os vírus são mais difíceis, necessi­tando de tecidos vivos para seu desenvolvimento.

Os vidros com alimentação, temperatura e grau de umidade corretos criam facil­mente as bactérias. Os vírus são inoculados em animais, desenvol­vendo-se em seus tecidos. Depois são colhidos, “inativados “por diversos processos (químicos ou físicos) e desses microrganismos enfraquecidos ou mortos são feitas as vacinas.

Sendo produzida a partir do vírus ativo, isto é, capaz de produ­zir a doença, a vacina tem de passar por vários testes, os quais da­rão a garantia de que os micróbios estão realmente inativados e in­capazes de produzir a doença. A inoculação em animais, em doses e concentrações variadas, dá um índice multo seguro a respeito. Além da inoculação em cobaias, vários outros testes são feitos.

Tipos de Aplicação de Vacina

Quanto à forma de aplicação, a vacina pode ser oral (Sabin), intra­dérmica (BCG), com o produto acondicionado em tubos de vidro com a espessura de um cabelo (anzivariólica), ou subcutânea (fe­bre tifóide).

No capítulo da vacinação, cujo alcance social é dos mais impor­tantes, cabe um tópico especial com referência à gripe. Esta pode ser provocada por vírus de vários tipos ou subtipos, com proprie­dades diferentes de um para outro, impossibilitando a produção de vacinas “preventivas ‘ O único recurso é o isolamento dos vírus específicos, no início de cada surto, e a produção das vacinas espe­c(j?cas contra seus agentes.



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